VERA MANTERO E EMILY DA SILVASittersMUSEU DE SERRALVES - MUSEU DE ARTE CONTEMPORâNEA Rua D. João de Castro, 210 4150-417 PORTO 17 SET - 20 SET 2026 PERFORMANCE: 17, 18 e 19 de Setembro, 19 horas + 20 de Setembro, 12 horas, na Ala Álvaro Siza, Serralves Sitters uma performance por Vera Mantero e Emily da Silva No âmbito da exposição 'Alice Neel: Beautifully Imperfect' A Fundação de Serralves apresenta Sitters, uma performance assinada por Vera Mantero e Emily da Silva, criada a convite de Serralves, no âmbito de 'Alice Neel: Beautifully Imperfect', uma grande exposição de uma das mais pungentes, celebradas e admiradas vozes da pintura americana do século XX, explorando os retratos profundamente humanos da artista sobre identidade, intimidade e luta social, patente na Ala Álvaro Siza do Museu de Arte Contemporânea de Serralves. A coreógrafa, performer e investigadora Vera Mantero criou, com Emily da Silva, a peça 'Sitters', o termo utilizado por Alice Neel para se referir às pessoas que se sentavam à sua frente e que a icónica pintora retratava. Em Sitters, o público é convidado a acompanhar duas figuras que ocupam o espaço enquanto pensam, falam e agem, exploram as suas individualidades e captam o corpo uma da outra em diálogo com a obra de Alice Neel. Em constante ação de se perscrutar mutuamente, estas personagens projetam estupefação, melancolia e vulnerabilidade, mas também intimidade, à vontade e liberdade. Inspirada no fascínio pelas outras pessoas, que guiava o trabalho e a vida de Alice Neel, a dupla percorre o espaço e investiga como se representando a si própria, em conversa com o que a rodeia. E se os sujeitos que dão vida à obra de Neel pudessem movimentar-se, como o fariam? Se pudessem falar, gritar, cantar, o que revelariam? O que carregam consigo em cada postura enquanto nos instigam incessantemente com o seu olhar? O trabalho artístico e o pensamento de Vera Mantero, embora pertencente a uma geração diferente de Alice Neel, revelam convergências significativas na forma de viver e de representar o mundo. Serralves convidou Mantero para criar novas peças no âmbito da exposição, com base na matéria que funda as suas coreografias mas também na documentação que integra o arquivo doado à Fundação de Serralves, em 2024. A nova performance foi co-criada por Vera Mantero e a artista e performer Emily da Silva, e concebidas visualmente pela cenógrafa e designer Sara Leme, também responsável pelo figurino. A anteceder a apresentação, decorreu um período de residência artística da coreógrafa e equipa, entre 19 e 24 de Julho. ::: Alice Neel: Beautifully Imperfect Reunindo cerca de 90 obras, a que se soma vasta documentação do arquivo da artista, 'Alice Neel: Beautifully Imperfect' mostra os trabalhos da artista pela primeira vez em Portugal, numa das maiores retrospetivas de sempre na Europa e está organizada em torno das grandes preocupações de Neel, cujo talento artístico singular só foi reconhecido tarde na sua vida: a intimidade, o corpo feminino, a maternidade, o envelhecimento e a vida das comunidades marginalizadas, entre as quais ativistas queer, imigrantes e os seus vizinhos do Harlem espanhol. A exposição em exibição na Ala Álvaro Siza tem curadoria de Inês Grosso, Curadora-Chefe do Museu de Serralves, e reúne empréstimos de instituições como a National Portrait Gallery, em Washington D.C., ou o Whitney Museum of American Art, em Nova Iorque, oferecendo um panorama mais abrangente da carreira de Neel, desde as suas primeiras experiências expressionistas até aos retratos psicologicamente densos e formalmente seguros do seu período de maturidade. 'Beautifully Imperfect' é organizada pela Fundação de Serralves — Museu de Arte Contemporânea, com curadoria de Inês Grosso, Curadora-Chefe do Museu de Serralves. A coordenação da exposição é de Filipa Loureiro, coordenadora de exposições temporárias do Museu. ::: Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura. Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o coração, criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura), em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete e em 2025 o Prémio Plataforma em Santiago de Compostela. Em 2024 doa o seu Arquivo à Fundação de Serralves. Lecciona regularmente composição e improvisação, em Portugal e no estrangeiro. Emily da Silva (1997) é bailarina, performer e coreógrafa brasileira radicada em Lisboa. Em 2022, em colaboração com LADRA e Victória Bemfica, apresentou a performance duracional HOTPARKº no CA2M, em Madri. Em Portugal, colaborou com coreografas e coreógrafos como Connor Scott, Amador Alina Ruiz Folini, Sofia Dias e Vítor Roriz, e Cristian Duarte. Em 2025, participou do PACAP8/Mystery School of Choreography, dirigido por Meg Stuart em colaboração com Ana Rocha, integrando os projetos ASTRAL ON THE DANCEFLOOR, ARCHIVES FOR FUTURE SPELLS e o filme SULPHUR EDGES. Em 2026, participou da remontagem de POESIA E SELVAJARIA, de Vera Mantero. No mesmo ano, segue colaborando com Meg Stuart/Damaged Goods e continua sua colaboração com Vera Mantero. Atualmente, desenvolve COWBOYS CORNER, ao lado de Isabela Rossi e María Ibarretxe. Inspirada por tornados, ondas e buracos negros, sua prática investiga a circularidade, as espirais, a ginga e o cambaleio como forças de transformação e vibração no espaço-tempo. Sara Leme iniciou os seus estudos de ourivesaria em 2011, em Lisboa e Berkeley, e licenciou-se em Arte e Design na Gerrit Rietveld Academie, Amesterdão, na área de Joalharia Contemporânea – Linking Bodies. Destacam-se exposições na Galeria Reverso, Centro Cultural de Belém, Fundação Eugénio Almeida, e MUDE. Recebeu o 1.º Prémio Jovens Criadores e foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para estudos nas Artes Cénicas. Concluiu o Mestrado em Cenografia na Elisava Barcelona, tendo colaborado com a companhia La Veronal em produções para a Ópera de Paris e a Ópera de Ghent. Atualmente cruza joalharia, cenografia e figurinos, desenvolvendo uma prática interdisciplinar que investiga as relações de escala e presença entre corpo, objecto e espaço. |
















