SUSANA LOURENçO MARQUES E VIRGINIA DE DIEGOTerceira Pessoa (Plural)RAMPA Pátio do Bolhão 125 4000-110 25 SET - 25 SET 2026 CONVERSA: 25 de Setembro, 17h, Aula Magna da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto Conversa entre Susana Lourenço Marques e Virginia de Diego no âmbito da exposição "Terceira Pessoa (Plural)" Exposição de Aikaterini Gegisian, com curadoria de Miguel Amado Na tarde de 25 de setembro, Susana Lourenço Marques e Virgínia de Diego juntam-se na Aula Magna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto para uma conversa sobre o livro “Third Person (Plural)”, uma edição que resulta da instalação homónima de Aikaterini Gegisian. Uma versão monocanal de “Terceira Pessoa (Plural)” comissariada por Miguel Amado, pode ser vista na Rampa até dia 26 de setembro. O filme "Terceira Pessoa (Plural)", reúne um conjunto de duzentas peças informativas produzidas nos Estados Unidos da América após a Segunda Guerra Mundial, para exibição em cinemas. Gegisian identificou e obteve estes elementos documentais e de propaganda na Biblioteca do Congresso e nos Arquivos Nacionais norte-americanos. Posteriormente, organizou-os em oito secções que propõem uma perspetiva norte-americana sobre as dinâmicas políticas europeias, nomeadamente a constituição de uma nova ordem ocidental fundada na ideia de uma Europa unificada, o desenvolvimento da Guerra Fria e os processos de descolonização em África. O filme retrata a construção de uma visão do «resto do mundo» pela população norte-americana, sugerindo que o complexo militar-industrial e Hollywood estabeleceram a dicotomia entre «nós» e «outros» que sustenta posições isolacionistas e proto-imperialistas nos Estados Unidos da América. ::: Susana Lourenço Marques é Professora Associada na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e doutorada em Comunicação e Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Universidade Nova de Lisboa. É Investigadora integrada do I2ADS/Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e autora dos livros Ether/um laboratório de Fotografia e História (Dafne, 2018) e Pó, cinza, nevoeiro - um ensaio sobre a ausência" (2018), tendo co-editado Portugal Ano Zero (2025), Livros de Fotografia em Portugal, da revolução ao Presente (2023), Lágrimas de Crocodilo (2022) e Pedagogy of the streets, Porto 1977 (2018). Como curadora destacam-se as exposições: Quem te ensinou? Ninguém, de Elvira Leite (2016), Opacity of Water (2021), Loss of Aura (Galeria Pedro Oliveira, 2022) Eternal Youth (2023), No tempo dos Dias Lentos (2023), Portugal Ano Zero, Livros de Fotografia em Portugal (2024) e O que elas viram, o que nós vemos (2025). Co-fundou em 2014 a editora Pierrot le Fou (www.pierrotlefou.pt). Virginia de Diego é artista visual e curadora, desenvolvendo uma prática que investiga a memória, identidade e arqueologia através da fotografia, instalação e edição. Doutorada Cum Laude em Belas-Artes pela Universidad Complutense de Madrid (ES), é atualmente professora convidada na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Como artista, o seu trabalho tem sido apoiado pela Bildrecht (AT), Wien Kultur (AT) e Escuela LENS (ES), e apresentado no CentroCentro (ES), La Casa Encendida (ES), PHotoESPAÑA (ES), Foto Wien (AT), mumok (AT), Improper Walls (AT), O Istituto (PT), entre outros. Em dezembro de 2026, apresentará a sua primeira exposição retrospetiva na Cárcel Vieja – Centro de Arte Contemporáneo (Múrcia, ES), com o título Everything is Illuminated by the Shadows of the Past. Enquanto curadora, apresentou YA NO NOS IMPORTA, projeto distinguido pela Comunidade de Madrid em 2018. Em 2020, fundou a PRESENTE, uma galeria de montra no Porto, onde desenvolveu a série “POST/PROTO”, com base na sua investigação de doutoramento. Em 2025, o projeto de investigação Jeans from Today foi finalista da convocatória Curadores Gulbenkian x Cité des Arts Paris. Nesse mesmo ano, lançou DORIAN LOCI, um projeto de longa duração que reimagina o confetti enquanto forma de arte contemporânea. Aikaterini Gegisian é uma artista grega com ascendência arménia residente em Salónica e Londres. O seu trabalho tem sido reconhecido a nível internacional, com exposições em instituições e festivais como a Bienal de Veneza, onde integrou o pavilhão arménio distinguido com o Leão de Ouro em 2015; as bienais de Moscovo e Mardin; e os museus Mathaf, International Center of Photography, MOMus, BALTIC, Institut Valencià d’Art Modern, Spike Island, Kunsthalle Osnabrück e DEPO. Em 2016, o Middlesbrough Institute of Modern Art organizou a primeira retrospetiva dedicada aos seus filmes. Os seus livros incluem A Small Guide to the Invisible Seas (2015), Handbook of the Spontaneous Other (2020) e Third Person (Plural) (2025). As suas obras integram coleções como a dos museus Victoria and Albert Museum, Frac des Pays de la Loire, Middlesbrough Institute of Modern Art, MOMus e California Museum of Photography. A sua formação inclui a University of Westminster, onde concluiu o doutoramento, o Chelsea College of Art, University of the Arts London e a University of Brighton. Foi investigadora e residente em instituições como a Library of Congress dos Estados Unidos da América e a Künstler:innenhaus Büchsenhausen. Miguel Amado é curador e crítico. Dirige o Sirius Arts Centre, em Cobh, Condado de Cork, Irlanda, desde 2020. De entre as exposições que organizou no Sirius Arts Centre, algumas das quais itinerantes, destacam-se as de artistas irlandeses ou radicados na Irlanda como Basil Al-Rawi, Alice Rekab, Samir Mahmood e Sarah Browne, a par de artistas internacionais como Anton Vidokle, Partisan Social Club, Daniela Ortiz e Chila Kumari Singh Burman. Exerceu anteriormente funções de direção e curadoria em instituições como Cork Printmakers, Irlanda; Middlesbrough Institute of Modern Art e Tate St Ives, Inglaterra; Abrons Arts Center e Rhizome at the New Museum, Nova Iorque; e Fundação PLMJ e Centro de Artes Visuais, Portugal. É mestre em Curadoria pelo Royal College of Art, Londres. |


















