|
|
© LAAF
A LAAF – Lisbon Art & Antiques Fair inaugura amanhã, na Cordoaria Nacional, em Lisboa, a sua 23.ª edição, permanecendo aberta ao público até 17 de maio de 2026.
Organizada pela Associação Portuguesa dos Antiquários (APA), a feira pretende afirmar-se como o mais relevante encontro nacional dedicado às artes e às antiguidades, reunindo antiquários, galerias, designers e especialistas num diálogo exigente entre mercado, conhecimento e criação artística.
A LAAF 2026 propõe um percurso que atravessa diferentes períodos históricos, da Antiguidade Clássica ao design contemporâneo, consolidando o seu papel enquanto plataforma de valorização da cultura material. Desde peças da Antiguidade Clássica, passando pelos períodos renascentistas, pelos séculos XVII e XVIII, até à pintura, escultura, mobiliário, pratas, joalharia e design contemporâneos, a LAAF assume-se com uma mostra de arte e antiguidades com uma perspetiva abrangente.
Ao longo da semana, o público poderá ainda acompanhar o programa Conversas Sobre Arte, com encontros e debates centrados em temas relevantes para o setor, envolvendo historiadores, curadores, investigadores e profissionais do mercado de arte.
Esta edição distingue-se igualmente por uma nova vertente editorial, com um catálogo pensado como espaço de reflexão crítica sob o tema Arte e Antiguidades, do Clássico ao Contemporâneo, bem como por um projeto cenográfico novamente concebido pelo estúdio OITOEMPONTO. Num contexto de crescente exigência por parte de públicos nacionais e internacionais, a LAAF afirma-se como um ponto de encontro privilegiado entre património, conhecimento e contemporaneidade.

© LAAF
UMA NOVA DIMENSÃO EDITORIAL
Em 2026, o catálogo da LAAF deixa de ser apenas um documento de consulta para se afirmar como um território de pensamento. A edição deste ano propõe uma leitura ampla sobre a forma como os objetos (artísticos, utilitários, simbólicos) atravessam épocas e continuam a moldar a nossa perceção do que é património, memória ou criação. A escolha do tema ‘Arte e Antiguidades, do Clássico ao Contemporâneo’ reflete precisamente essa ambição: observar continuidades e fricções, reconhecer heranças e compreender como a cultura material evolui sem perder a sua capacidade de significar.
A reflexão é construída através de contributos que dialogam entre si, vindos de áreas que raramente se cruzam num mesmo espaço editorial: do design às culturas materiais, da leitura urbana do passado às dinâmicas contemporâneas de sustentabilidade, da transformação histórica do objeto artístico ao legado de instituições centrais da vida cultural portuguesa. Cada texto acrescenta uma perspetiva que amplia o olhar sobre a feira e sobre o que nela se apresenta.
Entre os autores convidados estão Bárbara Coutinho (Diretora do MUDE), Joana Sousa Monteiro (Diretora do Museu da Cidade), Adelaide Duarte (historiadora), António Filipe Pimentel (consultor na Fundação Calouste Gulbenkian), João Paulo Queiroz (Presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes) e Augusto Alves Salgado (Diretor do Museu de Marinha), a par dos textos institucionais da Direção da APA.
Com esta pluralidade de vozes, o catálogo assume-se como uma peça central da edição de 2026, não apenas complemento expositivo, mas também arquivo, enquadramento crítico e espaço de debate.