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“MODUS OPERANDI” REÚNE 100 OBRAS DA COLEÇÃO DO MUSEU DE SERRALVES

2021-10-19




O título da exposição provém da obra homónima do artista norte-americano Joseph Kosuth, pertencente à Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CECA) em depósito em Serralves, e que vai estar na exposição, que aponta para diferentes formas de fazer, de operar, nomeadamente de fazer e pensar arte, explicou o curador da exposição e também diretor do museu, Philippe Vergne, destacando a ideia de Beuys que a "arte está inserida na vida quotidiana".

A exposição, uma homenagem de 30 artistas internacionais ao artista alemão Joseph Beuys (1921-1986)", vai estar patente ao público entre 19 de outubro e 06 de março; apresenta obras realizadas por artistas como Julião Sarmento, Robert Mapplethorpe, Júlio Pomar, Lourdes Castro, Mário e Marisa Merz, Mauro Cerqueira, Ângelo de Sousa, Carlos Bunga, Graça Pereira Coutinho, desde a década de 1960 aos dias de hoje, que agregam a ideia que "a arte contemporânea é um modo de expressão que luta contra as convenções, seja política, estética, ambiental, e sempre experimental", tal como defendia Beuys, acrescentou Philippe Vergne.

O coração da exposição arranca numa sala clássica de quadros, que congrega 28 gravuras e um objeto, que constituem o portfólio "For Joseph Beuys", mas à medida que se avança na exposição a pintura vai desaparecendo, dando lugar a outras disciplinas artísticas como música, performance, escultura e cinema. A pintura vai desaparecendo da exposição, "não porque não gostemos da pintura, mas antes porque seguimos os artistas e eles abriram o campo de representação [da arte]. A arte passa a estar nas paredes, através do audiovisual, até chegar ao fim com o cinema e dois filmes icónicos que se empurram e onde, finalmente, o legado de Beuys vem ao de cima, porque a arte dele empurra as convenções".

A exposição abre ao público na terça-feira e fica patente em Serralves até 06 de março de 2022.