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Idio Chichava, Dzudza (2025)
Durante dezassete dias em Novembro, o Alkantara Festival - Festival internacional de artes performativas - ocupa a cidade de Lisboa com uma programação que conta com projectos de dança, teatro e performance nacionais e internacionais, e uma festa, além de outros encontros para públicos, artistas e profissionais.
Os primeiros nomes anunciados revelam uma edição atravessada por questões de legado, reinvenção e continuidade. Há uma investigação teatral sobre violência e cumplicidade masculina, uma criação coral nascida da energia urbana de Maputo, a despedida de uma companhia histórica do teatro português e uma dança tradicional italiana transmitida entre corpos para não desaparecer.
“A edição de 2026 do Alkantara Festival é marcada por ideias de fim, de ciclo, de recomeço e por aquilo que persiste. É impossível seguir em frente sem nos perguntarmos o que queremos preservar e o que gostaríamos ainda de guardar. Esta é uma das perguntas que orientou a construção da edição deste ano.” Carla Nobre Sousa, co-directora artística do Alkantara Festival 2026
Centro Cultural de Belém, Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), Culturgest, Fundação Calouste Gulbenkian, MAAT: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, Museu Nacional de Arte Contemporânea, Teatro do Bairro Alto, Teatro Nacional Dona Maria II e outros espaços da cidade acolhem um programa que faz de Lisboa um ponto de encontro entre diferentes geografias, experiências e imaginários.
“Neste festival, deixamo-nos deslumbrar pela beleza das danças que nos movem. Acompanhamos a força dos coletivos, os que não param e os que recusam continuar como antes. Seguimos aquilo que nos fascina e olhamos, com frontalidade, para a perversão, a brutalidade e o terror.”
David Cabecinha, co-director artístico do Alkantara Festival 2026
A programação de 2026 reúne artistas para quem a memória, mais que um arquivo, é uma força activa, e para quem a criação contemporânea é um lugar de imaginação e transformação. Entre heranças culturais, experiências colectivas, fascínios e enigmas, os espectáculos apresentados propõem diferentes maneiras de pensar aquilo que permanece e o que está por inventar.
Das primeiras confirmações, o Cão Solteiro, em colaboração com André Godinho, estreia o seu espectáculo de despedida, 29 anos depois da fundação de uma das companhias mais singulares portuguesas. Em Menos, todos os que foram Cão Solteiro estão convocados para uma celebração que também assinala a reabertura da Sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II, após as obras de requalificação do edifício.
A programação completa do Alkantara Festival 2026 será anunciada nos próximos meses.
Informações sobre programação, horários, bilhetes e acessibilidades podem ser consultadas em alkantara.pt.