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© Mónica de Miranda / Cortesia da Artista
Küstenlinie / Linha de Costa, patente na Embaixada de Portugal / Camões Berlim, entre 10 de setembro e 3 de novembro, reúne obras de artistas de projeção internacional que integram a Coleção de Arte Contemporânea do Estado
Linha de Costa é a nova exposição da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), apresentada na Embaixada de Portugal / Camões Berlim, por ocasião da Berlin Art Week. Este é o segundo projeto da CACE em parceria com a Embaixada e assinala a inauguração do seu novo espaço. A inauguração terá lugar no dia 10 de setembro, às 18h00, na sede da Embaixada (Derfflingerstraße 12, 10785 Berlim), onde a exposição estará patente ao público até 3 de novembro. A entrada é livre, de segunda a sexta-feira, das 11h00 às 13h00 e das 15h00 às 17h00.
Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, a convite da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, a exposição desenvolve-se em torno de ideias de deslocação, expansão, aculturação e independência, estabelecendo um diálogo entre a leitura crítica do passado colonial português e os desafios do presente.
Ao reunir obras de um conjunto de artistas portugueses com percursos de projeção internacional, Küstenlinie / Linha de Costa interroga os processos de construção da identidade nacional e os modos de representação da história. No contexto particular de uma embaixada, esta reflexão adquire também uma dimensão simbólica: afirmar a arte como espaço de pensamento crítico, diálogo e defesa dos valores democráticos.

Armanda Duarte, Quinto dedo (2018). © Cortesia da Artista
Linha de Costa é uma exposição que interpela a ideia de limite físico e cultural, equacionando a ligação ao mar, a expressão da história colonial portuguesa e a noção de fronteira que esta comporta. Promovendo uma reflexão crítica em torno destes tópicos, a exposição apresenta um conjunto de obras da CACE - Coleção de Arte Contemporânea do Estado na Embaixada de Portugal na Alemanha, em Berlim, articulando trabalhos dos artistas Armanda Duarte, Catarina Simão, Filipa César, Hugo de Almeida Pinho, Luciana Fina, Manuel Santos Maia, Maria Trabulo e Mónica de Miranda.
Focada em debater ideias de deslocação, expansão, aculturação e independência, apoiadas na problematização do passado e do presente, a exposição indaga a discursividade identitária e celebra a defesa dos valores democráticos, ensaiando modos de debater a complexidade histórica e representacional do país. Linha de Costa alude à abstração de um recorte territorial e à imprecisão e intermitência que este detém. Refletindo a crença num lugar comunicante, permeável e flexível, onde o encontro e a inclusão ditam a evolução da sociedade, o limite não surge como o traço vincado de uma fronteira cartográfica, mas como algo que é histórica e culturalmente poroso.
FONTE: CACE