Vista da exposição | Lluís Hortalà


Vista da exposição | São Trindade


Vista da exposição | Inez Teixeira


Vista da exposição | Magali Sanheira


Vista da exposição | Rui Sanches


Vista da exposição | André Gomes


Vista da exposição | Manuel Valente Alves


Vista da exposição | Pauliana Pimentel

Exposições anteriores:

2017-11-09


WE DON’T KNOW EACH OTHER




2017-09-21


PODCASTS FOR PARENTS: Space Adventures and Social Activism




2015-11-11


I STOOD UP AND... NEVER SAT DOWN AGAIN




2015-09-08


ISSO - IN ONE WAY OR ANOTHER




2015-05-15


INSIDE OUTSIDE




2014-09-03


O MANIFESTO DA GRUTA




2014-05-05


ESTADO DE SÍTIO




2014-02-20


se não me engano, faz Angola




2013-11-05


DEAR STORIES




2013-09-06


ALÉM MARGEM(S)




2013-05-30


M.A. AND FRIENDS – Sete Artistas Ulissiponenses




2013-03-07


LES DAMES CHINOISES #3




2012-11-05


I WOULD PREFER NOT TO




2012-09-30


O SONHO DE WAGNER




2012-06-05


OS CULTUROFAGISTAS




2012-04-12


OBJET TROUVÉ




2011-11-24


URBSCAPES: Espacios de hibridación




2011-09-29


FOTÓGRAFOS-VIAJANTES & VIAGENS DE FOTÓGRAFOS




2011-06-30


QUINZE ENSAIOS




2011-05-12


LA BELLE ALLIANCE




2011-03-24


EXPLORAÇÃO DO PROCESSO DO IMAGINÁRIO




  
share |

O SONHO DE WAGNER


André Gomes, Inez Teixeira, Lluís Hortalà, Magali Sanheira, Manuel Valente Alves, Pauliana V. Pimentel, Pedro Cabral Santo, Rui Sanches, São Trindade. 

 

Curadoria | victor pinto da fonseca

 

«I do not want art for a few anymore than I want education for a few, or freedom for a few» William Morris (1834 – 1896) Lembrar o potencial e as possibilidades da arte, é romântico, num certo sentido. A exposição O Sonho de Wagner, retira o seu título ao documentário realizado em 2012 por Susan Froemke, sobre a magnífica produção de Robert Lepage da tetralogia de Wagner: O Anel de Nibelungo. O Anel de Nibelungo (1848-1874) refere como a sociedade se torna refém do poder e do dinheiro e, como isso é destrutivo… Objectivamente, esta alusão - actualmente - é extraordinariamente importante: nós podemos ver isto, no tempo presente; os problemas, os sonhos, são os mesmos que agora nos ocupam. A sociedade esqueceu-se do essencial, parecendo que a economia se tornou na medida absoluta de como nós ordenamos e ditamos o progresso e o desenvolvimento. É interessante lembrar como no nosso país já não é possível sonhar, empreender é impossível mesmo, sobretudo na arte! Paradoxalmente só a arte nos oferece tudo. Vasto Mundo o do Romantismo O título da exposição O Sonho de Wagner, é também uma referência à arte pela arte, nosso último reduto de participação e liberdade e, segundo, uma referência ao romantismo – à necessidade de nos construirmos em liberdade de pensamento, que nos permita encontrar a verdadeira medida da nossa loucura, exaltando o prazer dos sentidos capaz de captar as emoções e a sensibilidade da humanidade. O romantismo enquanto arte, sempre apareceu ligado ao conceito de liberdade, de transcendência entre outros, no sentido revolucionário. Ainda que o romantismo se exprima entre a época neo-classicista (quase em simultâneo, ainda que numa óptica antagónica) e o realismo, actualmente é difícil (insensato) estabelecer -com precisão - onde começa o romantismo em termos de espírito, comportamento e vontade. O termo “romântico” designa menos um período histórico ou um movimento artístico preciso, que um conjunto de qualidades, temperamentos, de atitudes e sentimentos - cujas particularidades residem na sua natureza específica e sobretudo na origem das suas relações. À medida da literatura, o romantismo terá a sua origem em Shakespeare (Romeu e Julieta) e reencontra-se em Baudelaire. Mas o que é sobretudo original no romantismo, é o princípio que reúne naturezas duplas, através de uma linha que corre entre o sentimento (emoção) e a razão: ligação que não visa excluir as contradições ou resolver o dualismo (as antíteses) espírito/ coração, vida/ morte, finito/ infinito, do bem e do mal, mas acolhê-las numa coexistência (complementaridade) que constituí a verdadeira novidade do romantismo. O critério simples que determinou a escolha metódica dos artistas, é podermos encontrar personalidade romântica em aspectos da vida de cada um destes artistas, devendo o visitante fazer a sua própria leitura das obras expostas. É incrivelmente importante a complexidade que a prática artística nos pode trazer. A exposição O Sonho de Wagner responde a um propósito específico, de incitar o visitante a apropriar-se no essencial do “sentimento romântico”.

Meia praia, Agosto 2012

victor pinto da fonseca

 


Registe-se para receber os convites das nossas exposições:

Nome:

Email:

Telefone:

Morada:

Localidade:

Código Postal: