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ENTREVISTA



FERNANDA BRENNER


Por ocasião da "ocupação" da galeria Kunsthalle Lissabon pela instituição de arte contemporânea de São Paulo, Pivô, Julia Flamingo entrevistou a sua fundadora e directora artística, Fernanda Brenner. Considerada pela plataforma Artsy uma das vinte jovens curadoras mais influentes da América Latina, Fernanda Brenner fala nesta entrevista sobre as intenções do Pivô, a sustentabilidade de um projecto como este e a sua relação com o contexto local e internacional.
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O ESTADO DA ARTE



MARC LENOT


NO MODELO NEGRO, O OLHAR DO ARTISTA BRANCO
A exposição "Le modèle noir" no Musée d'Orsay é ao mesmo tempo necessária e decepcionante. Adopta duas perspectivas, uma, indispensável, mais propriamente histórica, e a outra, no espírito dos lugares, mais artística. Há muito poucas grandes exposições em França sobre a escravatura, a colonização e o racismo, e só podemos regozijar-nos da dimensão histórica desta exposição, que vai da Revolução Francesa até 1940. Para a escravatura, o tráfico de escravos e a sua abolição, a apresentação, nos textos afixados e no catálogo, dessa cronologia, das suas aventuras e dos seus heróis é importante. É lamentável, no entanto, que não haja um esclarecimento económico sobre as consequências da abolição. E era sem dúvida o lugar para se fazer mais história da colonização e do racismo metropolitano, que teria sido tão pertinente para a compreensão do percurso artístico.
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PERSPETIVA ATUAL

INÊS FERREIRA-NORMAN


CALDAS LATE NIGHT: ATORES, AGENTES.... FESTA! E A DESCENTRALIZAÇÃO DAS ARTES
O Caldas Late Night começou em 1996. Os alunos da ESAD.CR (Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha) queriam uma plataforma para mostrar trabalhos que não foram selecionados pelo corpo docente para as exposições de final de ano, e assim começaram a organizar este evento que agora se tornou num ritual em que mais velhos, novos, crianças e adolescentes fazem parte e mostram o quanto a população das Caldas da Rainha está recetiva, e participa, na vida cultural da cidade! No entanto, as artes são feitas de muitos mundos, o CLN abordou uma série deles e deixou outros um pouco à quem. Após 23 edições, pondero à cerca do que estes alunos e o seu público ganham em vir a esta festa.
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OPINIÃO

CARLA CARBONE


JOÃO ONOFRE - ONCE IN A LIFETIME [REPEAT]
O carácter exploratório e experimental de Onofre aproxima-nos da realidade e do quotidiano. Ao contrário da mera recreação que afasta o fruidor da realidade, e da própria vida. Assim, na exposição do artista Onofre, justapõem-se essas duas realidades. Com a ajuda da música, os diferentes registos relembram-nos Cage, quando afirmava que “tudo era música”. Para melhor entender Onofre, talvez devêssemos dizer então que tudo pode ser arte.
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ARQUITETURA E DESIGN

CARLA CARBONE


ATELIER FALA - ARQUITECTURA NA CASA DA CERCA
A Casa da Cerca, em Almada, tem-se apresentado como lugar privilegiado para debate e reflexão sobre o tema do desenho. Neste momento encontra-se patente, no espaço da galeria, a Exposição “Gatos & Colunas”, do atelier de arquitectura fala. Sediado no Porto, o atelier é composto por uma equipa de arquitectos, sendo os seus principais representantes, Filipe Magalhães, Ana Luísa Soares e Ahmed Belkhodja. A exposição encontra-se organizada com base em oito ferramentas, e apela à reflexão sobre o desenho, enquanto ferramenta de arquitectura. No espaço da galeria podemos observar o recurso ao esquiço, ao desenho “single line”, à colagem, à imagem 3D, à maqueta e também à fotografia.
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MÚSICA

PEDRO VAZ


O PUNK QUER-SE FEIO - G.G. ALLIN: UMA ABJECÇÃO ANÁRQUICA
“My mind is a machine gun, my bodies are bullets, the audience is the target”. É com este ímpeto que Kevin Michael Allin se apresenta ao mundo. Numa obra polémica que passa pela imagem, pelo discurso, uma música nociva e directa que está em constante equilíbrio entre o crime e a arte. Após o surgimento do Punk em Inglaterra nos anos 70, o género diverge-se e Kevin Allin escolhe o Hardcore Punk para procurar uma reacção através do choque, para uma sociedade “in which the social and historical setting of critical activity is a totality felt to be benign (free, apolitical, serious, uncharacterizable as a whole”.
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PREVIEW

Blank, de Irma Blank | Inauguração: 28 de junho, 22h, Culturgest


Primeira retrospetiva internacional e primeira exposição individual em Portugal de Irma Blank (Calle, Alemanha, 1934).
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

CHRISTINE HENRY

A FUGA


Associação 289, Faro

Fuga é composta de esculturas, ou de grupos escultóricos, que se referem a factos específicos da vida da artista ou a outros tantos, igualmente pessoais, mas da ordem do metafórico e do existencial: representam, ou apresentam vestígios, de fugitivos diversos no seu movimento contínuo.
LER MAIS MIRIAN TAVARES

JOÃO JACINTO

A CHUVA CAI AO CONTRÁRIO


Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa
Provoca-nos uma sensação sombria e de inquietação no ser humano, que se desvela na condenação dela mesma. O artista projeta através da sensação operada nas cores escuras e húmidas da chuva, o movimento angustiante do traço.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI

AVELINO SÁ

QUASE NADA


Galeria Fernando Santos - Espaço 531, Porto
Será preciso entrar e aproximar-se de cada obra para que a pintura se manifeste. Subtil, discreta, parcimoniosa. Fascinante, no entanto, pela delicadeza da sua matéria, pela suavidade de pigmento e cera, pelo brilho macio laboriosamente atingido.
LER MAIS LAURA CASTRO

PEDRO TUDELA

AWDIˈTƆRJU


MAAT, Lisboa
Em Pedro Tudela o som é, sem duvida, um dos media que mais interage, dialoga e se relaciona com o espaço expositivo em que é inserido. É particularmente intrusivo, envolvente do local em que se reproduz. Porém, não só afecta, como é afectado. As condições espaciais são determinantes no modo, na força e na clareza com que as vibrações sonoras se projetam.
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COLECTIVA

CONSTELAÇÕES: UMA COREOGRAFIA DE GESTOS MÍNIMOS


Museu Coleção Berardo, Lisboa
Ana Rito e Hugo Barata tomaram como ponto de partida o excepcional grupo de obras da Coleção Berardo dos anos 1960, 1970 e 1980, e fizeram diversas intervenções numa timeline já existente, aproximando e colocando em diálogo obras de nomes inquestionáveis do minimalismo e da arte conceptual com outros artistas contemporâneos, principalmente portugueses.
LER MAIS JULIA FLAMINGO

PEDRO CABRAL SANTO

OMNIA


Associação 289, Faro
Omnia, exposição de Pedro Cabral Santo, é um dispositivo em semiose infinita, é uma meta-exposição que se refere a toda a obra do artista, ao mesmo tempo em que se constitui enquanto uma exposição diferente de todas as demais. Porque a arte, enquanto dispositivo em si mesmo, não se repete: a cada nova exposição, renova-se, recria-se.
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COLECTIVA

SILVESTRE PESTANA, CAROLINA PIMENTA / JULIÃO SARMENTO, LUÍSA SEQUEIRA, FILIPE MARQUES


Galeria Nuno Centeno, Porto
Esta atual, plena e múltipla exposição destes artistas reflete vários valores pelos quais as instituições culturais deveriam conduzir-se: mostrar criadores fundamentais ao desenvolvimento da arte contemporânea, incentivar o cruzamento entre artistas e impulsionar e dar palco a criadores notáveis menos reconhecidos.
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