Links

ENTREVISTA



MANOEL BARBOSA


Esta é a primeira de uma série de entrevistas que acompanham o Ciclo de Reenactments - Performance Arte Portuguesa que será apresentado na Plataforma Revólver, em Lisboa. Este ciclo tem por objectivo partilhar episódios da história da performance portuguesa. No dia 17 de novembro, pelas 19h00, será transmitido em live streaming a performance TROUMT, de Manoel Barbosa. Publicamos esta entrevista sobre o percurso do artista, o seu papel enquanto divulgador da história da performance arte em Portugal, e sobre o momento e as circunstâncias da apresentação da performance TROUMT, na Fond’Action Boris Vian, em Paris, em 1982. Manoel Barbosa é artista plástico e performer. É um dos pioneiros da performance arte em Portugal e hoje é também um dos responsáveis pela partilha desta história.
LER MAIS

O ESTADO DA ARTE



TINY DOMINGOS


11ª BIENAL DE BERLIM
Antecedida por uma série de eventos, a 11ª Bienal de Berlim finalizou-se com uma exposição "epílogo" intitulada The Crack Begins Within repartida por 4 locais com títulos elucidativos: Anti-Igreja (KW), Montra de Corpos Dissidentes (Galeria DAAD), O Museu invertido (Martin Gropius Bau) e Arquivo Vivo (Ex-Rotaprint). Na continuidade da última edição, a organização da Bienal voltou a apostar em geografias fora do eixo Europa-EUA para a curadoria desta edição e selecionou uma equipa ibero-americana constituída por María Berríos, Renata Cervetto, Lisette Lagnado e Agustín Pérez Rubio que reivindicam, como é natural, a sua posição em prol do chamado Sul global.
LER MAIS

PERSPETIVA ATUAL

CARLA CARBONE


A EXPOSIÇÃO INVISÍVEL
Não é uma exposição concebida para ver, mas para escutar. Não é uma exposição para encontrar o que gostaríamos de ver, mas para pôr a pensar. Para questionar. Para tentar compreender o que nos causa estranheza. Para interpretar os rumores e as vozes que se disseminam, entrecruzam, diluem nos vários espaços. Nietzsche, em A Gaia Ciência, falava-nos justamente da estranheza a propósito de som, e mais precisamente de música - o filósofo era compositor e melómano. Para Nietzsche era preciso “aprender a ouvir”- depois era preciso “esforço e boa vontade para suportar, apesar da sua estranheza, praticar a paciência com o seu aspeto e expressão, o bom coração com a sua singularidade”.
LER MAIS


OPINIÃO

VICTOR PINTO DA FONSECA


O SENTIMENTO É TUDO
O novo Centro de Arte Contemporânea de Coimbra apresenta desde Julho passado a exposição "De que é feita uma colecção? Corpo e Matéria", que reúne 30 obras de arte que um dia pertenceram à coleção do extinto Banco Português de Negócios. Ao longo das últimas décadas, o extinto Banco Português de Negócios, foi um poderoso motor de crimes de corrupção, fraude fiscal, burla qualificada, gestão criminosa, etc., profundamente ligado ao agravamento do défice de Estado e ao enriquecimento ilícito de Oliveira e Costa e da comunidade de amigos que ele construiu ao seu redor. A curadoria da exposição "De que é feita uma coleção? Corpo e Matéria" simplesmente ignora a história sombria desta colecção. (E ignorar não é o mesmo que ignorância, exige esforço da nossa parte) Razão pela qual a exposição está em evidente contradição com a curadoria, se queremos saber de que é feita uma colecção.
LER MAIS

ARQUITETURA E DESIGN

ANA C. BAHIA


AS MULHERES NO PRIVATE PRESS MOVEMENT: ESCRITAS, LETRAS DE METAL E CHEIRO DE TINTA
É interessante constatar como os ofícios da edição e da impressão de livros atravessaram a vida de algumas mulheres escritoras nas primeiras décadas do século XX, algumas vezes conectando-as entre si a formar uma impressionante teia colaborativa de produção cultural. Contrariando a forma com que a história do livro é contada através dos tempos – geralmente sob perspectivas masculinas –, as mulheres colocaram “as mãos na massa” quando o assunto é impressão de livros. Com o advento das lutas feministas e da emancipação da mulher, o século XX testemunhou a sua evolução, tanto como operárias quanto como artistas.
LER MAIS

MÚSICA

ANDRÉ FONTES


O RETORNO DE UM DYLAN À PARTE
Dylan foi muitas pessoas, significou muitas coisas, e foi por isso reinterpretado vezes sem conta. Mas a interpretação política foi subsistindo. A política marcou aquele nosso primeiro amor por Bob Dylan, e porque o amor se volta para trás quando tem dúvidas, é natural que cada novo Dylan seja interpretado à luz do primeiro – se forçarmos muito a vista, até conseguimos ver no Dylan evangélico, e na sua igualdade dos homens perante Deus, uma censura da verticalidade social.
LER MAIS




:: 2ª Edição Festival Emergente | 3 Dez, das 16h às 22h, Capitólio + Online

:: 12ª edição InShadow – Lisbon ScreenDance Festival | 20 de novembro a 13 de dezembro 2020



PREVIEW

Zona Fronteiriça, de Camila Lobos Díaz | 10 - 20 Dez, Carpintarias de São Lázaro, Lisboa


A AiR Carpintarias é uma residência artística em Artes Visuais para artistas estrangeiros não-residentes em Portugal. A artista chilena Camila Lobos Díaz foi a selecionada para esta residência que se iniciou em setembro e termina no final de dezembro.
LER MAIS

EXPOSIÇÕES ATUAIS

JOSEF KOUDELKA

RUINES


Bibliothèque Nationale de France - Bibliothèque François-Mitterrand, Paris

Não há lógica geográfica ou histórica para o esquema de apresentação destas imagens, mas apenas agrupamentos formais e estéticos. Às vezes a ruína mal é visível, como no grande Grand Saint Bernard enevoado. A cenografia pretende ser "um andar rítmico mas aleatório, favorecendo as surpresas visuais e a renovação do olhar". Em vez de descobrirmos AS ruínas, nós vemos aqui UMA ruína única, genérica, polimórfica e ubíqua.
LER MAIS MARC LENOT

JORGE SANTOS

A ILUSÓRIA VERDADE


Galeria Quattro, Leiria
Os trabalhos que Jorge Santos apresenta em Leiria, refletem uma experienciação romântica que o artista acolheu de forma genuína, pura e legítima, ao se entregar a um isolamento criativo intemporal, que unicamente um espaço de natureza activa protegida, se revela apto a germinar. Jorge Santos expõe trabalhos de múltiplas fases de criação que, ao contrário do que se possa antever, e não sendo trabalhos recentes, assoalham intemporalidade, à semelhança da natura capturada.
LER MAIS SÉRGIO PARREIRA

PEDRO CALHAU

DO INESGOTÁVEL


Fundação Eugénio de Almeida - Centro de Arte e Cultura, Évora
Abrir a mente de modo a que os seus próprios mecanismos possam sondar, tanto o mundo das pequenas formas como o que está imensuravelmente distante, através do potencial de diversas linguagens e anulando a fronteira entre terra e cosmos, tal parece ser a ambição de Pedro Calhau.
LER MAIS NUNO LOURENÇO

KORAKRIT ARUNANONDCHAI & ALEX GVOJIC

NO HISTORY IN A ROOM FILLED WITH PEOPLE WITH FUNNY NAMES 5


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Tal como Dante, descemos para um lugar desconhecido e obscuro com destino aos 3 ecrãs de vídeo. Acompanhados do som latejante e intenso, das máquinas de fumo, dos lasers verdes chegamos até um espaço de paragem e observação. Esta é uma experiência sonora, visual e quase táctil.
LER MAIS MAURO SANTOS GONÇALVES

THIERRY FERREIRA

HABITAR O LUGAR


Vários locais / Leiria, Leiria
Thierry viveu em muitas casas e participou na construção de todas, são nítidas as lembranças dos espaços da sua primeira casa em França, bem como de todas as outras. As casas em que viveu tinham todas uma característica, estavam sempre inacabadas. Serão estas estruturas espaciais algo que se está a edificar? ou pelo contrário, a desmontar? Permanece a dúvida.
LER MAIS SAMUEL RAMA

ISAKI LACUESTA

ISAKI LACUESTA


Solar - Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde
Cineastas começaram a explorar os espaços dos museus e os videoartistas passaram a fazer filmes para o grande ecrã. A nova exposição na Solar é dedicada à prática de vídeo do cineasta espanhol Isaki Lacuesta, que não é uma excepção a esta tendência e se concentra também em remodelar arquitectonicamente a visão cinemática e em jogar com a semântica e as sensações nas suas obras.
LER MAIS DASHA BIRUKOVA

COLECTIVA

GLOBAL(E) RESISTANCE


Centre Pompidou, Paris
O que é a resistência do Sul e como se expressa ela? Se excluirmos alguns artistas sobre cujo trabalho nos interrogamos o que faz lá, navegamos, pelo curso da exposição entre resistência subtil, discreta, alusiva e resistência mais assertiva, mais política, com obras mais ativistas, legíveis mais facilmente de acordo com uma grelha política, por vezes os artistas eles mesmos envolvidos na luta.
LER MAIS MARC LENOT