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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Franz Roh, Schauspielerin (Actriz), 1928-33, tiragem negativo, 15.6×21.2cm, p. 160.


Max Burchartz, Lotte (Olho), 1928, 30.2x40cm, p. 225.


Lore Feininger, Erich Salomon, 1929, 23.2×16.5cm, p. 88.

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ARQUIVO:


COLECTIVA

CHEFS-D'OEUVRE. PHOTOGRAPHIQUES DU MOMA. LA COLLECTION THOMAS WALTHER




JEU DE PAUME (CONCORDE)
1, place de la Concorde
75008 Paris

14 SET - 13 FEV 2022


 

Jeu de Paume mostra (até 13 de fevereiro) uma coleção de fotografias reunidas pelo colecionador alemão Thomas Walther e adquirida pelo MoMA (onde Quentin Bajac, então no MoMA, já a havia exposto), cerca de 230 fotografias de 120 fotógrafos datadas essencialmente do período entre as duas guerras e provenientes principalmente da Alemanha e dos Estados Unidos. Encontramos ali todos os grandes nomes da época, e alguns outros menos conhecidos; uma vintena dos fotógrafos são mulheres (Suzanne Malherbe / Marcel Moore está incluída na lista de artistas, mas não há obra dela: como neste livro, ela é apenas a colaboradora de Claude Cahun).

Se muitos artistas têm apenas uma ou duas imagens, o que necessariamente induz a um olhar bastante superficial, os mais bem representados são André Kertész com 11 provas, depois Maurice Tabard, Edmond Weston, Germaine Krull e, mais inesperadamente, o historiador e crítico Franz Roh (que joga com a estranheza do negativo).

A exposição está organizada por temas em seis secções, de forma bastante didáctica: A vida de artista (em torno de retratos de artistas, da Bauhaus, de Kertész e de comunidades artísticas); Aqui vem o novo fotógrafo! (do título do livro de Werner Gräff; sobre os novos pontos de vista como Willi Ruge em paraquedas, os mergulhadores de Rodchenko e os atletas de Lissitzky e de Riefenstahl); Descoberta da fotografia (experimentações, fotogramas, vortografias, sobreposições, colagens e montagens); Realismos mágicos (estranheza, surrealismo, jogos ópticos, distorções e close-ups como o insólito enquadramento fechado do rosto da filha do designer e fotógrafo Max Burchartz); Sinfonia da grande cidade (mobilidade, cinema, arquitetura); Alta fidelidade (straight photography, realismo, Blossfeldt).

É uma exposição rica e plena de descobertas, mas na qual a atenção se dilui rapidamente. Uma sugestão para a revisitar: fazê-lo tendo à mão uma cópia do ensaio de Michel Frizot no catálogo sobre o olho e a objectiva, que dá uma visão mais sintética deste conjunto (ou em todo caso da maioria das fotografias), mais coerente aos meus olhos que a segmentação proposta: emerge por exemplo o retrato por Lore Feininger (filha de Lyonel) de Erich Salomon, fotógrafo sub-reptício dos poderosos e dos políticos, com um jogo de reflexos nos óculos e na objectiva (mas Salomon não está presente na coleção). 

Catálogo da La Martinière de 352 páginas, reproduções de todas as obras, outros ensaios de Sarah Hermanson Meister sobre as revistas, os livros e as exposições, e de Quentin Bajac sobre a "distração", entre filme e foto; diferente do catálogo do MoMA, com mais reproduções. Grande lacuna, no entanto: nenhuma biografia, mesmo resumos, dos artistas; não é muito constrangedor para Berenice Abbott ou Manuel Alvarez Bravo (para nomear os dois primeiros, muito conhecidos), mas o que sabe sobre Iwao Yamawaki ou Georgii Zimin (para falar dos dois últimos)? Existe também uma brochura, mais básica e menos dispendiosa. Livro recebido em serviço de imprensa.



MARC LENOT