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MEGALITO CENTRAL DE STONEHENGE PERCORREU “DISTÂNCIA INCRÍVEL” REVELA NOVO ESTUDO2024-08-22Uma pesquisa recentemente publicada que acompanha as origens de um megalito central em Stonehenge forneceu novas pistas sobre a construção de um dos marcos mais famosos e intrigantes de Inglaterra. De acordo com as conclusões de um estudo divulgado na revista científica britânica “Nature” na passada quarta-feira, 14 de agosto, uma equipa internacional de geólogos descobriu evidências de que a Pedra do Altar de Stonehenge era originária do nordeste da Escócia, indicando que foi transportada por um mínimo de 430 milhas ( ~700 quilómetros) até à sua localização actual na planície de Salisbury, no sul de Inglaterra. Os investigadores afirmam que esta caminhada é a viagem mais longa conhecida para qualquer pedra utilizada para criar um monumento durante o período Neolítico (também conhecido como Nova Idade da Pedra), proporcionando uma nova visão sobre os avanços tecnológicos das comunidades pré-históricas na região. “Esta é uma distância incrível para os tempos neolíticos, antes de se pensar que a roda chegou à Grã-Bretanha”, escreveram os investigadores Nicholas Pearce, Richard Bevins e Rob Ixer num artigo sobre as suas descobertas. Construído em várias fases há aproximadamente 5000 a 4200 anos, Stonehenge consiste em diferentes aglomerados de pedras, classificados em dois tipos conhecidos como sarsens e bluestones. De maior dimensão, as pedras sarsen compreendem o anel exterior do marco e a ferradura interior de trílitos (duas pedras verticais encimadas por uma laje horizontal); têm origem principalmente nas proximidades de West Woods, em Marlborough. Existem também dois arcos interiores compostos por pedras azuis – um termo genérico utilizado para distinguir as rochas ígneas não locais do marco. O geólogo HH Thomas descobriu em 1923 que a maioria das pedras azuis de Stonehenge vieram inicialmente das montanhas Preseli, no sudoeste do País de Gales. Deitado no centro de Stonehenge encontra-se um arenito micáceo verde claro conhecido como Pedra do Altar. Pesando mais de 13.000 libras (mais de seis toneladas) e medindo quase 16 pés e meio (cinco metros) de comprimento, é a maior das pedras azuis do marco. O seu propósito e data precisa de chegada são ainda desconhecidos, mas especula-se que tenha sido colocado na ferradura trilithon principal do local durante a segunda fase de construção, por volta de 2620 a 2480 a.C.. Thomas sugeriu que a Pedra do Altar tinha origem no arenito vermelho localizado a sul e a leste da cordilheira Preseli. No entanto, fragmentos guardados em coleções de museus que foram analisados pelos investigadores através de fluorescência de raios X portátil, um método não destrutivo para analisar a composição química de um objeto, revelaram que esta informação estava incorreta. Uma investigação mais aprofundada sobre a idade dos grãos minerais da pedra indicou que esta tinha sido originalmente proveniente da Bacia Orcadiana, no norte da Escócia. “É entusiasmante saber que o culminar do nosso trabalho ao longo de quase duas décadas desvendou este mistério. Podemos dizer com confiança que esta rocha icónica é escocesa e não galesa e, mais especificamente, que veio dos antigos arenitos vermelhos do nordeste da Escócia”, escreveram Pearce, Bevins e Ixer no seu artigo seguinte. Embora o estudo não revele como a pedra fez esta longa viagem (nem a razão pela qual), certamente colocou os investigadores um passo mais perto de descobrir o antigo puzzle de Stonehenge. “Esta proveniência da Pedra do Altar é apenas o início”, disse Anthony Clarke, investigador da Universidade Curtin que contribuiu para o estudo. Fonte: Hyperallergic. |













