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LADROES ROUBAM PINTURAS AVALIADAS EM MILHÕES

2026-03-31




Quatro homens mascarados roubaram três obras de arte, uma de Pierre-Auguste Renoir, uma de Paul Cézanne e uma de Henri Matisse, de um museu de arte privado em Itália, na semana passada, segundo relata o jornal La Repubblica, de Bolonha. As pinturas estão avaliadas em milhões de dólares.

O assalto, que ocorreu na noite de 22 de março, durou apenas três minutos. Aconteceu na Fundação Magnani Rocca, situada numa aldeia nos arredores de Parma, e envolveu o roubo de “Natureza Morta com Cerejas” (1890), de Cézanne, “Les Poissons” (1917), obra do final da carreira de Renoir, e “Odalisca no Terraço” (1922), de Matisse.

Uma notícia da BBC referia que “Les Poissons”, a única pintura a óleo sobre tela, vale a maior parte dos 9 milhões de euros, estando avaliada em cerca de 6 milhões de euros. As obras de Cézanne e Matisse são ambas em papel: um desenho a lápis e aguarela sobre papel e uma água-tinta sobre papel, respetivamente.

O jornal La Repubblica noticiou que os ladrões entraram na mansão arrombando uma das portas principais e que deixaram para trás uma quarta obra que deveria fazer parte do roubo, provavelmente impedida pelo sistema de alarme do museu.

A investigação está a ser conduzida em conjunto pelos Carabinieri de Parma e pela Unidade de Proteção do Património Cultural dos Carabinieri. A notícia do roubo e a confirmação das três obras furtadas só foram divulgadas publicamente no domingo.

Em comunicado ao jornal La Repubblica, a Fundação Magnani Rocca afirmou que o roubo ocorreu “em menos de três minutos – não de forma improvisada, mas sim dentro de uma estrutura organizada e planeada”, e que um roubo muito maior não aconteceu “graças à ativação dos sistemas de segurança e à rápida intervenção da equipa de segurança interna, dos Carabinieri e da empresa de segurança privada, aos quais apresentamos os nossos mais sinceros agradecimentos pela sua coragem e prontidão”.

A fundação não fez mais comentários sobre o roubo e manteve o seu horário normal de funcionamento. A sua atual exposição, patente até 28 de junho, intitula-se “Simbolismo em Itália: Origens e Desenvolvimento de uma Nova Estética (1883–1915)”.

Também conhecida como a “Villa das Obras-Primas”, a Fundação Magnani Rocca alberga a coleção do crítico italiano Luigi Magnani, que fundou a instituição, batizada em homenagem aos seus pais, em 1977, antes da sua morte, em 1984. Além de obras de Renoir, Cézanne e Matisse, o seu acervo inclui ainda peças de Ticiano, Dürer, Rubens, Goya, Canova e de Chirico. O último ano registou um aumento de roubos de arte em museus, sendo o mais notório o furto das joias da coroa do Louvre, em Paris, durante o dia. Os objetos, avaliados em 102 milhões de dólares, foram roubados em oito minutos, com os ladrões a acederem a uma janela e a escaparem numa grua. O paradeiro das joias roubadas é ainda desconhecido, mas as consequências foram graves, levando à demissão da diretora do Louvre, Laurence des Cars, em fevereiro de 2026.


Fonte: ARTNews