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JOÃO PENALVA DISTINGUIDO PELO GRANDE PRÉMIO FUNDAÇÃO EDP ARTE 2026

2026-04-23




João Penalva é o artista distinguido pelo Grande Prémio Fundação EDP Arte. A escolha foi feita por unanimidade por um júri internacional que destacou o seu “percurso singular e não linear, ancorado num profundo trabalho de investigação e experimentação com materiais e linguagens diversas, os vários projetos ambiciosos que desenvolveu, e a consistência na qualidade da sua obra”.

“O virtuosismo e a complexidade do seu trabalho são revelados na exploração de caminhos e narrativas através da escrita, pintura, desenho, instalação, fotografia e vídeo, numa indistinção permanente entre o real e a ficção”, acrescentam os membros do júri, sublinhando “a importância histórica do artista, ainda relativamente pouco conhecido junto do grande público”.

O júri desta edição foi presidido por Vera Pinto Pereira, Presidente da Fundação EDP e constituído por Andrew Renton (Escritor, Curador e Professor na Goldsmiths, University of London), François Quintin (Curador e Diretor da Collection Lambert), Luisa Cunha (artista e vencedora do Grande Prémio Fundação EDP Arte 2021), Luiz Camillo Osorio (Curador e Professor de Filosofia da PUC-Rio), João Pinharanda (Curador e Diretor Artístico do MAAT) e Miguel Coutinho (Administrador e Diretor-geral da Fundação EDP).

A escolha de João Penalva confere, segundo o júri, a continuidade do espírito que tem orientado o Grande Prémio Fundação EDP, reconhecendo a consistência e continuidade de um trabalho “de enorme qualidade ao longo do tempo.”


Nascido em Lisboa em 1949, João Penalva iniciou o seu percurso artístico no ballet e na dança contemporânea, tendo sido bailarino das companhias de Pina Bausch e Gerhard Bohner.

Em 1976, fixa-se em Londres e estuda no Chelsea College of Arts, momento a partir do qual desenvolve uma prática como artista visual com um trabalho que se notabiliza, entre outros motivos, pela impossibilidade de ser abarcado em fórmulas simples. Recorrendo a diversas fontes como a literatura, objetos encontrados e materiais de arquivo, o seu trabalho envolve frequentemente uma pesquisa profunda.

Até aos anos 90, desenvolve uma produção assente na pintura neoexpressionista, mas a partir desta década diversifica e complexifica as linguagens artísticas usadas, explorando o vídeo, a instalação, a fotografia, a música e a performance, e correlacionando imagem, texto e linguagem. Explora as diversas possibilidades narrativas destes suportes e dispositivos através de uma indistinção entre o real e ficção e trabalha sistematicamente o papel do acaso e o lugar do espectador, o mecanismo da perceção e a instabilidade interpretativa.

João Penalva vive e trabalha em Londres até 2021, ano em que regressa a Lisboa. Mantém, desde 2002, o cargo de professor externo na Academia de Arte de Malmö da Universidade de Lund, Suécia. Representou Portugal nas Bienais de São Paulo (1996) e Veneza (2001). Teve exposições individuais espalhadas pelo mundo, viajando por Vilnius, Londres, Innsbruck, Glasgow, Malmö, Milwaukee, Toronto, Budapeste, Berlim, Paris, Munique, Perth, entre outras cidades.

João Penalva está representado na Coleção de Arte Fundação EDP e obras suas integraram exposições coletivas produzidas pela Fundação EDP ou pelo MAAT como T.D. Transmissão Direta da Torre do Relógio da Câmara Municipal do Porto (2015) e Quote Unquote –Entre Apropriação e Diálogo (2017).



Grande Prémio Fundação EDP Arte

O Grande Prémio Fundação EDP Arte foi criado no ano 2000 com o objetivo de consagrar artistas plásticos, com carreira consolidada e cuja obra tem marcado de forma significativa a arte contemporânea portuguesa.
Além do valor pecuniário do prémio de 50 mil euros, o artista escolhido é homenageado através de uma exposição de carácter retrospetivo e/ou antológico, e da publicação de um catálogo que constitui uma importante referência historiográfica e bibliográfica.

Ao longo das suas edições, o Grande Prémio Fundação EDP Arte já distinguiu grandes nomes da arte contemporânea como Lourdes Castro (2000), Mário Cesariny (2002), Álvaro Lapa (2004), Eduardo Batarda (2007), Jorge Molder (2010), Ana Jotta (2013), Artur Barrio (2016) e Luisa Cunha (2021).





FONTE: Fundação EDP