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ARTISTA HELEN CAMMOCK RETIRA OBRA DA NATIONAL PORTRAIT GALLERY APÓS POLÉMICA2026-06-25A obra vídeo “Persistence” (2025), que esteve em exposição na National Portrait Gallery de Londres, foi retirada após a polémica gerada pela afirmação de que Winston Churchill teria deixado deliberadamente a população indiana morrer de fome durante a fome de Bengala, em 1943. A obra estava patente desde setembro do ano passado no âmbito da exposição “Artists First: Contemporary Perspectives on Portraiture”, que convidava artistas contemporâneos a criar obras em diálogo com o acervo do museu. “Persistence” questiona a representação de figuras conhecidas no acervo, levando o público a refletir sobre "quem tem valor e quem tem importância", segundo o site do museu. No início deste mês, um artigo de Craig Simpson para o The Telegraph denunciava a obra de Cammock pelo seu "ataque aos líderes britânicos", citando a declaração do vídeo sobre Winston Churchill e outros "propagadores históricos da violência", incluindo os magnatas Benjamin Disraeli e Cecil Rhodes. Uma carta aberta à galeria foi então publicada pelo biógrafo de Churchill, Andrew Roberts, alegando que os factos sobre Churchill estavam incorretos. A carta foi assinada por mais de 50 pessoas, entre as quais Nicholas Soames, neto de Churchill. A 22 de junho, a BBC noticiou que Cammock retirou a obra. "Há uma pressão incrível sobre os artistas e as instituições de arte para que cedam à pressão externa; para que sejam, na melhor das hipóteses, benignos e, na pior, silenciosos", disse ela em comunicado. "Não aceito essa pressão. Questionar, desafiar e explorar ideias e histórias é vital para uma sociedade saudável, e a arte é intrínseca a isso." Fonte: Artreview |














