ARQUIVO - 30 AGO - 05 SET 2006
CRÍTICAS
Foram encontrados 1 registos.SOPHIE CALLE
L’Erouv de Jérusalem
Autor: SíLVIA GUERRA
OPINIÕES
Foram encontrados 1 registos.INÊS MOREIRA
A Ellipse Foundation – Contemporary Art Collection, instituição privada dedicada à aquisição e exposição de arte contemporânea, abriu recentemente ao público o seu Art Centre, um espaço de exposição e de acervo com 3.500 metros quadrados situado num pavilhão prefabricado localizado na zona comercial /industrial dos subúrbios de Cascais. A opção da Ellipse Foundation recaiu sobre a escolha de um armazém desactivado, redesenhando o seu interior para alojar as várias funções do Art Centre. São diversas as motivações e as ascendências que fundam este espaço, como refere João Rendeiro: “Não queríamos ter um “Guggenheim“, não queríamos ter um Frank Gehry, não queríamos ter um imobiliário que marcasse o projecto enquanto projecto arquitectónico e que absorvesse uma componente excessiva dos meios financeiros que tínhamos disponíveis. O que se colocou em cima da mesa foi a adaptação de um armazém, muito na linha do que temos visto a nível internacional, desde o Dia em Nova Iorque aos projectos de Miami, onde há uma adaptação do imobiliário à arte contemporânea.”
ARQUITECTURA E DESIGN
Foram encontrados 1 registos.MIGUEL VERÍSSIMO, BRUNO BALDAIA, INÊS MOREIRA
É artificial tudo aquilo que resulta da acção técnica e cultural do ser-humano. O alerta de que essa acção está a romper os equilíbrios ambientais do planeta; e sendo a interacção permanente e a interdependência – aparentemente sem escala, uma das lógicas das regras da vida e dos fenómenos ecológicos que a sustentam, é inevitável a constatação que tudo o que existe dentro desse domínio passará assim a ser designado como artificial porque está sujeito à acção humana.
PERSPECTIVAS
Foram encontrados 1 registos.ANTÓNIO PRETO
A Travessa de Cedofeita, antiga Viela do “Açougue” – mercado, feira, matadouro, lugar onde se vende carne ou se cometem crueldades –, é a rua do Porto onde se concentra o maior número e variedade de inscrições parietais, ou graffiti. Localizada nas imediações da Rua Miguel Bombarda (artéria onde se encontram sediadas quase todas as galerias de arte da cidade, também ela bastante grafitada), a Travessa de Cedofeita apresenta uma “exposição colectiva” em permanente transformação, mais ou menos caótica, mais ou menos “alternativa”, mais ou menos contestatária: trata-se, por um lado, da transposição acrítica de modelos e códigos de intervenção pública escrita tipicamente urbanos para um contexto em que a urbanidade não passa, na maior parte das vezes, de uma miragem (apesar do graffiti ser um fenómeno transcultural e transtemporal, comum a todas as sociedades letradas: foram encontrados espécimes nas ruínas de Pompeia); por outro, do prolongamento extemporâneo da discussão em torno do possível carácter “artístico” dessas práticas. Consequência da acelerada degradação urbanística (arruinamento físico e vivencial) que atinge o centro do Porto, a progressiva disseminação dos graffiti – realizados por grupos organizados (e não necessariamente por gangs) ou por indivíduos isolados – não deixa pois de apresentar algumas peculiaridades estéticas e programáticas sobre as quais interessa reflectir.















