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UNIÃO EUROPEIA: QUE PAÍSES TÊM MAIS E MENOS EMPREGOS CULTURAIS?2026-07-22UE assina primeira declaração sobre cultura, enquanto novos dados mostram mais trabalhadores no setor cultural. Em termos relativos, os empregos na área da cultura representam uma parcela pequena do mercado de trabalho da UE, mas garantem o sustento de milhões de pessoas em todo o bloco. Em 2025, o setor cultural da UE empregava 8,9 milhões de pessoas, o que correspondia a 4,3% do emprego total na União, segundo os dados mais recentes do Eurostat. Entre 2024 e 2025, o número de pessoas empregadas no setor cultural aumentou 0,5 pontos percentuais. Inclui funções como artistas, músicos e atores, entre outras. Quase metade das pessoas empregadas na cultura tinha entre 30 e 49 anos e a maioria dos trabalhadores do setor cultural possuía pelo menos um diploma de licenciatura. Seguiam-se 31,3% de trabalhadores com, no mínimo, o ensino secundário completo e 6,7% de trabalhadores com escolaridade até ao ensino secundário inferior. Em 17 dos 27 países da UE, o emprego cultural representava entre 4% e 5% do emprego total. As maiores quotas de pessoas empregadas na cultura registavam-se nos Países Baixos (5,7%), na Estónia (5,3%) e em Malta (5,1%). Já as percentagens mais baixas registavam-se na Roménia (1,8%), na Eslováquia (3,3%) e na Irlanda (3,4%). União Europeia reforça compromisso com a cultura No mês passado, o Conselho da União Europeia, o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia assinaram a sua primeira declaração dedicada à cultura, intitulada 'Europa para a Cultura - Cultura para a Europa'. Define aquilo que, segundo estas instituições, deve orientar a política cultural da UE num futuro próximo e procura reconhecer o papel central da cultura na resposta aos desafios atuais. Entre estes desafios contam-se as tensões geopolíticas, as alterações climáticas, a transição digital, as desigualdades sociais e a crise de saúde mental, de acordo com a nota de imprensa (fonte em inglês) do Conselho da UE. A iniciativa surge em boa altura, devido a uma combinação de fatores, segundo Mafalda Dâmaso, investigadora no Instituto Universitário Europeu, especializada em política e diplomacia cultural e mediática da UE. "O setor enfrenta um conjunto de desafios complexos que dizem respeito a todos os grupos políticos e Estados-Membros, ainda que o seu impacto varie na União", afirmou à Europe in Motion. "Vão desde a inteligência artificial, que coloca em causa a cadeia de valor cultural e criativa, a sustentabilidade do setor e o sustento dos trabalhadores da cultura, até à crescente quota de mercado e poder das plataformas, que põem em risco a diversidade cultural, e até ao uso cada vez maior do setor para difundir desinformação antidemocrática." Dâmaso acrescentou que "diferentes atores europeus apoiam a declaração por motivos diversos, mas todos convergem na ideia de que o setor tem de ser protegido". Estabelece 12 princípios para a política cultural da UE, entre os quais o apelo a que os artistas possam trabalhar sem censura e a que os trabalhadores da cultura beneficiem de melhores salários e proteção social. Mas a declaração não tem força de lei, pelo que não obriga os governos a aumentar o investimento no setor, e fica por isso por saber como cada país irá aplicar estas orientações. Fonte: Euronews |















