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LABIRINTO, O DESENHO DO MUNDO

2010-07-29




O Centro de Cultura Contemporánea de Barcelona (CCCB) e o Bancaja co-produziram a exposição “Por Labirintosâ€, que abriu ontem na capital catalã.

Comissariada por Ramón Espelt e o arquitecto Oscar Tusquets, com a colaboração do cientista Jorge Wagensberg, a exposição percorre a história dos labirintos.

Desde os petróglifos que se perdem na origem dos tempos até às impactantes construções contemporâneas, separando as suas duas grandes variantes: os unidireccionais, aqueles que têm um único caminho de entrada e saída, e os multidireccionais – inventados por Giovanni Fontana em 1420 – nos quais há percursos alternativos, becos sem saída e possibilidade de escolha.

Paralelamente, a mostra explora o mundo como labirinto. Os mitos, as culturas, as artes, a literatura, o cinema ou a contemplação das circunvoluções cerebrais como o nosso labirinto interior. Integra também a visão de artistas contemporâneos e reúne obras tão surpreendentes como a série de desenhos realizados pelo dramaturgo Friedrich Dürrenmatt sobre o mito do Minotauro.

A mostra é, em si mesma, composta por vários labirintos. No alto do edifício, sobre o grande pátio do CCCB instalou-se um palanque que desenha no chão a primeira rede, um labirinto móvel que varia segundo as horas do dia e a inclinação do sol. O visitante é avisado: quer entrar? “Um labirinto implica uma decisãoâ€, explica Espelt, “entra-se ou não se entra, joga-se ou não se joga. Cada labirinto tem um ritmo e é como uma dançaâ€.

Na exposição o visitante encontra mosaicos romanos, labirintos de catedrais góticas, labirintos como memoriais, fac-símiles de manuscritos medievais, todo o tipo de livros do século XVI ao XIX, vídeos, esculturas e grande quantidade de material contemporâneo, como a colecção da revista Caerdroia dedicada exclusivamente aos labirintos, que mostra como este mito continua vivo no psicológico colectivo.

Disponível em: www.elpais.com