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BIENAL DE SÃO PAULO ESCOLHE O SEU PRÓXIMO CURADOR2010-12-17Com a reeleição certa de Heitor Martins, pela primeira vez na última década, o novo presidente da Fundação Bienal é reeleito logo que a mostra seja encerrada e sem ter apresentado a sua prestação de contas. A pressa tem um só sentido: Martins e a Fundação Bienal pretendem anunciar o curador da 30ª edição, de 2012, o mais rápido possível, para que ele ou ela tenham um prazo mais adequado para uma mostra desse porte. Os curadores da edição que foi encerrada no último domingo tiveram pouco mais de um ano para tanto, prazo exíguo para uma exposição que ocupa cerca de 30 mil metros quadrados. Martins, ao conseguir recuperar a instituição do ponto de vista financeiro, tornou-se um consenso dentro da fundação. Pouco antes da abertura da própria bienal, numa reunião do conselho, a sua reeleição chegou a ser proposta, mas só não se concretizou porque, para que ela ocorresse, seria necessária a convocação de uma reunião com esse fim, o que não tinha sido o caso. Isso, contudo, foi a carta branca que o empresário precisava para já iniciar a escolha do novo curador e, com poucos membros da directoria, entre eles os colecionadores Justo Werlang e Miguel Chaia, começou a realizar encontros e pedir projectos. Foram procurados cinco curadores nesse meio tempo: os brasileiros Rodrigo Moura e Suely Rolnik, o venezuelano Luis Pérez-Oramas, curador de arte latino-americana do MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), o suíço Hans-Ulrich Obrist, director da Serpentine Gallery, em Londres, e o espanhol Agustin Perez Rubio, director do Museu de Arte Contemporáneo de Leon y Castilla. Obrist já está a organizar uma mostra sobre arte brasileira, com o apoio de Martins, mesmo antes de sua reeleição, que será exibida paralelamente à 30ª Bienal de São Paulo, juntamente com Paulo Herkenhof, entre outros. Por já ter participado em várias outras bienais, entre elas a de Veneza, e por já estar envolvido com arte brasileira, Obrist seria o favorito do grupo, mas o seu excesso de compromissos é um entrave à sua escolha, embora ele tenha manifestado interesse em organizar a mostra. Entre os restantes, Pérez-Oramas, que também é muito envolvido com arte brasileira e foi o curador da mostra de Mira Schendel e León Ferrari no MoMA e na Fundação Iberê Camargo, seria o favorito, já tendo estado, aliás, envolvido com a Bienal de São Paulo, em 1998, como um dos curadores convidados. Disponível em: www.folha.uol.com.br |













