ARQUIVO - 13 DEZ - 19 DEZ 2006
CRÍTICAS
Nenhum registo encontrado para a pesquisa pretendida.OPINIÕES
Foram encontrados 1 registos.ANTÓNIO PRETO
Bebendo em três fontes diferentes e aparentemente incompatÃveis – o romantismo alemão, o messianismo judeu e o marxismo –, a filosofia da história de Benjamin é uma crÃtica tanto ao historicismo hegeliano, como ao progressismo marxista. A crÃtica de Benjamin ao historicismo – que concebe toda a realidade como produto de um devir histórico e atribui à filosofia a tarefa de levar a cabo uma teoria da história –, de origem nietzschiana, expressa-se na recusa da “admiração nua pelo sucessoâ€, da “idolatria do factual†e da reverência diante da “pujança da história†que resulta numa insurreição contra a tirania da realidade, para nadar contra a corrente histórica. Se o historicismo de Hegel se baseia na observação de que não há nenhum critério objectivo para determinar a melhor teoria de análise de um determinado objecto de estudo, estando, por isso, as ciências, como quaisquer outras disciplinas, condenadas à historicidade – enquanto Karl Popper entende o historicismo como uma aproximação à s ciências sociais que assume a predição histórica como objecto principal, alcançável mediante a descoberta dos “ritmosâ€, dos “padrõesâ€, das “leis†e das “tendências†subjacentes à evolução da história –, Benjamin concentra-se no “apelo†que o passado dirige ao presente, entendido como “um ‘agora’ no qual se infiltram estilhaços do messiânicoâ€: centra-se no Jetztzeit que é o “relampejar fugaz†da imagem histórica no momento de um perigo. Incitando a escrever a história gegen den Strich, a contra-pêlo, o ponto focal, formulado de modo categórico, é o anjo da história e o seu pente (critério objectivo) a negativização: contra a tempestade do “cortejo triunfal†historicista, Benjamin fala em nome dos vencidos: “A catástrofe é o progresso, o progresso é a catástrofe. A catástrofe é o contÃnuo da históriaâ€. E não é esta sempre escrita pelos vencedores?
ARQUITECTURA E DESIGN
Nenhum registo encontrado para a pesquisa pretendida.PERSPECTIVAS
Foram encontrados 1 registos.CRISTINA CAMPOS
Uma viagem em direcção ao Sul, rumo à capital da Andaluzia, proporciona - até 08 de Janeiro - uma visita à 2ª edição da Bienal Internacional de Arte Contemporáneo de Sevilla (BIACS2). Okwui Enwezor, director artÃstico da mostra, teve menos de um ano para montar todo o projecto e seleccionou 91 artistas (Thomas Ruff, Thomas Schütte, Gerhard Richter, Steve McQueen, Alfredo Jarr, Thomas Hirschhorn, Renée Green, entre outros) provenientes de 35 paÃses que produziram cerca de 400 obras em exibição entre o Monasterio de la Cartuja (na Isla Cartuja) e as Reales Ataranzas (centro histórico da cidade, novidade nesta edição). A maioria das quais, sob diversos suportes, foram concebidas especificamente para a bienal. Dos 91 artistas, sete são espanhóis e destes quatro andaluzes. Portugal não está representado (em 2004 Pedro Cabrita Reis e João Pedro Vale participaram) nem qualquer artista/paÃs da lusofonia.













