ARQUIVO - 03 JAN - 09 JAN 2007
CRÍTICAS
Foram encontrados 1 registos.CANDIDA HÖFER
Em Portugal
Autor: DAVID SANTOS
OPINIÕES
Foram encontrados 1 registos.PEDRO PORTUGAL
Artória é no futuro. Em Artória os crÃticos de arte não têm poder e os historiadores de arte são artistas. Em Artória existem classificações estranhas para os funcionários e participantes do fenómeno a que chamamos arte: há Mutantistas, Critistas, Artoradores, Artistores, Colectoradores e MutancrÃticos, há Critoriadores, Artistómanos e HistorÃacos. O que há de diferente na economia da produção artÃstica e de prestÃgio em Artória? Em primeiro lugar os crÃticos da/e arte. A figura romantic-pop que nós conhecemos do crÃtico de arte que descobre o jovem artista quando ainda pastor de cabras, que faz talentosos drippings com xixi, esculturas com vacas prenhas cortadas ao meio ou interacção com coiotes dentro de espaços fechados, pertence a uma fase que em Artória é classificada de arcaica. A fase clássica em que o pastor-artista-filho-de-moleiro é condicionado a fazer um caminho de artisticidade pura, onde o crÃtico, pelas suas qualificações académicas, está mais habilitado a induzir a produção do “artiste protégéeâ€, deixou de ser necessária em Artória. Tão impensável como o artista-manager aka PJ-artist (Portfolio Jockey-artist).













