ARQUIVO - 11 JAN - 17 JAN 2012
CRÍTICAS
Nenhum registo encontrado para a pesquisa pretendida.OPINIÕES
Foram encontrados 1 registos.FILIPE PINTO
(...) A obra de arte disponibiliza um acesso ao sÃtio a partir do qual o artista vê o mundo. O que acontece é que os textos que se escrevem sobre o seu trabalho repetem inevitavelmente as suas intenções, numa obediência à voz da artista, repetem-se em mise en abyme; o que acontece é que a abordagem ao seu trabalho se dá acriticamente – lemos que Shibboleth é sobre racismo, que Plegaria muda é sobre jovens colombianos mortos pelo exército do seu paÃs, mas nada disso é patente nas peças; esse significado especÃfico é dado apenas pela intenção da artista. O que acontece comummente é que esses textos demonstram uma espécie de ventriloquismo, quer dizer, demitem-se de uma posição crÃtica mexendo apenas a boca para re-citar as palavras do artista; muitos textos não passam portanto de folhas de sala; e assim o significado do trabalho vai-se sedimentando em algo que lhe é exterior. Sem aquele texto prévio seria possÃvel dizer que Plegaria muda se trata de uma obra polÃtica? – A morte é sempre polÃtica; a morte representa sempre um acesso que já não existe, um possÃvel para sempre negado.













