Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA


Outras recomendações:

Fazer de casa labirinto


COLECTIVA
Balcony, Lisboa

Earthkeeping/Earthshaking - arte, feminismos e ecologia


COLECTIVA
Galeria Quadrum, Lisboa

Murmurar na Noite


Sebastião Resende
Mupi Gallery, Porto

Homo Kosmos (cough cough)


Tiago Borges & Yonamine
Galeria Av. Índia, Lisboa

60 Dias - Parte II


COLECTIVA
Kubikgallery, Porto

Fossil


James Newitt
Carpintarias de São Lázaro, Lisboa

Outros Portos - Outros Olhares


Margarida Gouveia, Mina Ao, Peng Yun, Xing Danwen, O Zhang
Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural, Porto

Exposição colectiva


Gonçalo Barreiros + John Wood and Paul Harrison
Galeria Vera Cortês (Alvalade), Lisboa

O Mergulho


Pedro Gomes
Casa das Artes de Tavira, Tavira

19_20


Sandra Baía
Travessa da Ermida, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


BÁRBARA FONTE

Neste corpo não há poesia




CAAA - CENTRO PARA OS ASSUNTOS DE ARTE E ARQUITECTURA
Rua Padre Augusto Borges de Sá
4810-523 GUIMARÃES

20 JUN - 08 AGO 2020


INAUGURAÇÃO: 20 de Junho, às 16h no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura, Guimarães



Neste corpo não há poesia
de Bárbara Fonte

Curadoria: Paula Parente Pinto



:::


BÁRBARA FONTE: Neste corpo não há poesia

“Um dia, há muito tempo, encontrei uma fotografia do irmão mais novo de Napoleão, Jerôme (1852). Disse então para comigo, com um espanto que, desde então, nunca consegui reduzir: ‘Vejo os olhos que viram o Imperador.’ Por vezes falava desse espanto, mas como ninguém parecia partilhá-lo nem sequer compreendê-lo (a vida é feita assim de pequenas solidões), esqueci-o.”1 O espanto sentido por Roland Barthes reflectia a capacidade que a fotografia tem de fixar até ao infinito aquilo que só acontece uma única vez: “isto, é isto, é assim!” e não se repete mais.

Bárbara Fonte (1981) descobre esta experiência da fotografia na imagem de uma raposa inerte no asfalto de uma via rodoviária, na emoção que excede o referente colado à fotografia. Apesar da morte do animal, a fotografia parece surpreendê-la pela capacidade de comunicar para além do limite do corpo. Esta é a descoberta de uma expressão e de uma linguagem que ultrapassa o corpo, de uma existência que excede o comportamento social do corpo. A história de Bárbara Fonte, a forma de existir com que se narra e identifica, não tem uma tradução corporal e, pelo contrário, transpõe-no. As fotografias que mostra não são documentos, são imagens performativas de rituais que denunciam a inépcia corporal para chegar mais perto de uma alma ou essência.

(excerto do texto de Paula Parente Pinto)