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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


ERNESTO DE SOUSA

Exercícios de Comunicação Poética com Outros Operadores Estéticos




VÁRIOS LOCAIS/LISBOA



27 NOV - 27 FEV 2022


QUADRUM
Palácio dos Coruchéus, R. Alberto de Oliveira nº 52
1700-019 LISBOA

GALERIA AVENIDA DA ÍNDIA
Av. da Índia 170
1400-038 LISBOA


Na Gal. Quadrum sábado 27 às 15 hrs leitura por Pedro Barateiro

Na Gal. Da Índia sábado 27 às 17 hrs– leitura de poemas


ARTISTAS
José de Almada Negreiros, Oficina Arara, Pedro Barateiro, Isabel Carvalho, Salomé Lamas, Hanne Lippard, Sarah Margnetti, Franklin Vilas Boas Neto, Rosa Ramalho, Nils Alix-Tabeling, Nora Turato, Treffen in Guincho*, Ricardo Valentim

* Treffen in Guincho (Encontro no Guincho) é uma obra coletiva realizada por Filipe André Alves, Hugo Canoilas, Clothilde, Vasco Futscher, Sophia Hörmann, Fernando Mesquita, Thea Möller, Nikolai Nekh, Sofia Montanha, Pedro Diniz Reis, Maddison Rowe, Andreia Santana and Anna Schachinger


curadoria de Lilou Vidal


Esta exposição dedicada à obra proteiforme de Ernesto de Sousa (1921-1988), organizada por ocasião do centenário do nascimento do artista, poeta, crítico, curador e cineasta da vanguarda portuguesa, pretende prestar homenagem à sua abordagem caleidoscópica da arte através de uma perspetiva dialógica intergeracional e trans-histórica da sua obra e dos seus arquivos.

Ecoando a questão da hierarquia, da autoria e a complexidade de privilegiar ou dividir as práticas múltiplas e complementares de Ernesto de Sousa – cujo lema “O Teu Corpo é O Meu Corpo, O Meu Corpo é O Teu Corpo” funciona como manifesto poético –, a obra, o arquivo e o documento serão convocados para uma releitura e um deslocamento através da intervenção pontual de uma geração atual de artistas portugueses e internacionais enquanto diferentes “operadores estéticos”.

O projeto revisita a primeira exposição individual que o artista realizou em Portugal na Galeria Quadrum, A Tradição como Aventura (1978), apresentada há 43 anos neste mesmo local, bem como uma seleção de obras, projetos interativos, coletivos e curatoriais realizados entre as décadas de 1960-1980 e apresentadas no espaço da Galeria Avenida da Índia. Esta exposição dupla convoca noções-chave do pensamento simpoético, não linear e assimétrico de Ernesto de Sousa, relacionando-as com numerosas preocupações atuais associadas com a descentralização dos imaginários. O passado como experiência do futuro (A Tradição como Aventura), a questão do género e dos binarismos (Changement de genre), a relação com a imagem e com o texto (numa polifonia de linguagens), ideias de erotismo e revolução como forças dissidentes e transgressivas (Revolution My Body), bem como a apetência pela periferia, oralidade, e uma estética do fragmento, são elementos que revelam o espírito aberto, crítico e inovador de Ernesto de Sousa no acesso a uma conceção do mundo.

Tomando como inspiração o subtítulo do programa da obra ‘mixed media’ e coletiva Nós Não Estamos Algures, Exercícios sobre a poesia comunicação, apresentada no Clube de Teatro de Algés em dezembro de 1969, o título e o formato desta exposição pretendem interrogar os mecanismos e a linearidade da exposição monográfica. Num exercício transformador e anacrónico, obras de arte, documentos, peças sonoras, textos, leituras, performances e filmes são apresentados em analogia com a produção labiríntica de Ernesto de Sousa, oferecendo uma experiência convivial, liminar e inclusiva.