Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA


Outras recomendações:

Outros Portos - Outros Olhares


Margarida Gouveia, Mina Ao, Peng Yun, Xing Danwen, O Zhang
Maus Hábitos - Espaço de Intervenção Cultural, Porto

Exposição colectiva


Gonçalo Barreiros + John Wood and Paul Harrison
Galeria Vera Cortês (Alvalade), Lisboa

O Mergulho


Pedro Gomes
Casa das Artes de Tavira, Tavira

19_20


Sandra Baía
Travessa da Ermida, Lisboa

ARQUIVO DE DESTRUIÇÃO


PEDRO LAGOA
Culturgest, Lisboa

Neste corpo não há poesia


Bárbara Fonte
CAAA - Centro para os Assuntos de Arte e Arquitectura, Guimarães

Público/Privado - Doce Calma ou Violência Doméstica?


COLECTIVA
Centro de Artes de Sines, Sines

The Soft and Weak Are Companions of Life


Zheng Bo
Kunsthalle Lissabon, Lisboa

Pequenas Notas sobre Figuração


Eugénia Mussa, Daniel V. Melim e Thomas Braida
Monitor, Lisboa

Inhale, Exhale (self-breathing kit)


Paulo Arraiano
Travessa da Ermida, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


DAVID INFANTE

123 90 948




MÓDULO – CENTRO DIFUSOR DE ARTE (LISBOA)
Calçada dos Mestres, 34 A/B
1070-178 LISBOA

27 OUT - 07 DEZ 2012


INAUGURAÇÃO:
27 de outubro de 2012





PRESS RELEASE


David Infante (1982, Angoulème, França), jovem fotógrafo revelado na exposição, À flor da pele, no Centro Português de Fotografia do Porto, em 2007, e, no ano seguinte, no Prémio BES Revelação 2008.Em 2009, em Lisboa, teve a primeira individual no espaço da Kameraphoto.

No catálogo do Prémio BES, Sérgio B. Gomes refere a dada altura: “.... Sem serem autofágicas, as fotografias de David Infante tendem para a auto-suficiência narrativa, mas não o isolamento, nem tão-pouco a depuração de sentido. São muitas vezes labirínticas na forma e no jogo percetivo e muito enredadas no conteúdo. A variedade de géneros com que Infante trabalha (retrato, auto-retrato, paisagem) serve para ampliar ainda
mais o universo do seu programa fotográfico rumo a uma complexa teia de referências, que vão desde um espaço pessoal e reconhecível até aos mais abstratos e dispersos contornos geográficos. Desde a mais íntima expressão do rosto até à sua negação enquanto veículo privilegiado de contacto de quem olha para quem é olhado.. ....”

A série, que agora mostra, confirma um autor com um percurso pessoal, onde sentimos uma estranheza constante perante as várias situações encenadas que David Infante regista a preto e branco e em provas analógicas. A presença dominante do retrato, com ou sem máscara ou a paisagem conduz-nos a outros territórios que vão além da mera fidelidade fotográfica.

DAVID INFANTE designa o portofólio, agora apresentado, pela série numérica, 123 90 948. No texto da folha de sala, o autor refere a dada altura: “Em todo o meu trabalho aparece refletida de forma constante “ a busca da identidade”. A nossa identidade formaliza-se através de um número identificador que nos acompanha por todo o tempo de vida e nos identifica perante a sociedade.

Da mesma forma que, apesar da vivência das mudanças e das transformações por que passamos, esse número nos acompanha sempre, a “obra” operada por cada um, representa a sua própria identidade em círculos mais restritos, capaz, por si só, de definir o indivíduo muito para além do abstrato que é um conjunto de caracteres, a formar um número. Ironicamente, do pouco ou nenhum sentido do paralelismo que possa existir nestas formas de identificar a pessoa, nasceu a ideia de dar a este trabalho o título 123 90 948, que por um lado, é uma identificação pessoal e, em simultâneo, passa a ser a marca “emblemática” da obra por mim produzida. Se o tal identificador numérico jamais me abandonará, tenho a certeza que as minhas fotografias me acompanharão sempre, já que são elas a parte mais importante da minha identidade.”