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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


DAVID INFANTE

123 90 948




MÓDULO – CENTRO DIFUSOR DE ARTE (LISBOA)
Calçada dos Mestres, 34 A/B
1070-178 LISBOA

27 OUT - 07 DEZ 2012


INAUGURAÇÃO:
27 de outubro de 2012





PRESS RELEASE


David Infante (1982, Angoulème, França), jovem fotógrafo revelado na exposição, À flor da pele, no Centro Português de Fotografia do Porto, em 2007, e, no ano seguinte, no Prémio BES Revelação 2008.Em 2009, em Lisboa, teve a primeira individual no espaço da Kameraphoto.

No catálogo do Prémio BES, Sérgio B. Gomes refere a dada altura: “.... Sem serem autofágicas, as fotografias de David Infante tendem para a auto-suficiência narrativa, mas não o isolamento, nem tão-pouco a depuração de sentido. São muitas vezes labirínticas na forma e no jogo percetivo e muito enredadas no conteúdo. A variedade de géneros com que Infante trabalha (retrato, auto-retrato, paisagem) serve para ampliar ainda
mais o universo do seu programa fotográfico rumo a uma complexa teia de referências, que vão desde um espaço pessoal e reconhecível até aos mais abstratos e dispersos contornos geográficos. Desde a mais íntima expressão do rosto até à sua negação enquanto veículo privilegiado de contacto de quem olha para quem é olhado.. ....”

A série, que agora mostra, confirma um autor com um percurso pessoal, onde sentimos uma estranheza constante perante as várias situações encenadas que David Infante regista a preto e branco e em provas analógicas. A presença dominante do retrato, com ou sem máscara ou a paisagem conduz-nos a outros territórios que vão além da mera fidelidade fotográfica.

DAVID INFANTE designa o portofólio, agora apresentado, pela série numérica, 123 90 948. No texto da folha de sala, o autor refere a dada altura: “Em todo o meu trabalho aparece refletida de forma constante “ a busca da identidade”. A nossa identidade formaliza-se através de um número identificador que nos acompanha por todo o tempo de vida e nos identifica perante a sociedade.

Da mesma forma que, apesar da vivência das mudanças e das transformações por que passamos, esse número nos acompanha sempre, a “obra” operada por cada um, representa a sua própria identidade em círculos mais restritos, capaz, por si só, de definir o indivíduo muito para além do abstrato que é um conjunto de caracteres, a formar um número. Ironicamente, do pouco ou nenhum sentido do paralelismo que possa existir nestas formas de identificar a pessoa, nasceu a ideia de dar a este trabalho o título 123 90 948, que por um lado, é uma identificação pessoal e, em simultâneo, passa a ser a marca “emblemática” da obra por mim produzida. Se o tal identificador numérico jamais me abandonará, tenho a certeza que as minhas fotografias me acompanharão sempre, já que são elas a parte mais importante da minha identidade.”