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HOMENAGEM A CHRISTO E JEANNE-CLAUDE ERGUE-SE NA PONT NEUF DE PARIS2026-02-25Em 100 dias, "La Caverne du Pont Neuf", uma obra de arte temporária de JR, surgirá no coração de Paris. De 6 a 28 de junho, a instalação prestará homenagem à obra "The Pont Neuf Wrapped", de Christo e Jeanne-Claude, que comemorou o seu 40º aniversário em 2025. Esta será uma oportunidade limitada para os parisienses e visitantes experimentarem uma releitura da ponte mais antiga de Paris. La Caverne du Pont Neuf estará acessÃvel gratuitamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Também será possÃvel vê-la de vários pontos de vista, seja a pé ou de bicicleta, das margens do Sena, dos cais altos e de uma série de pontes próximas, bem como da água, graças aos serviços de barcos fluviais, balsas e cruzeiros no Sena. O ar será o principal componente da obra de arte, uma vez que esta se baseará numa estrutura insuflável monumental de parede dupla com ventilação permanente. Ligeiramente pressurizado, o ar preencherá 80 arcos estruturais de lona e moldará o exterior da La Caverne du Pont Neuf. Os arcos serão revestidos com tecido estampado que criará um efeito escultural de trompe l'oeil, conferindo à La Caverne uma aparência rochosa. Na génese de "La Caverne du Pont Neuf", a visão de JR foi inspirada nas pedreiras de onde foram extraÃdas as pedras da ponte e enfatiza as origens da arquitetura histórica de Paris. A obra de arte acabará por justapor o bruto e o selvagem com a elegância refinada da Cidade Luz, criando um diálogo entre o passado e o presente. A Pont Neuf, que significa «Ponte Nova», foi concluÃda em 1607 e foi a primeira ponte em Paris que não utilizou madeira, tendo sido construÃda inteiramente em calcário lutetiano, conhecido como pedra de Paris. «A minha visão para este projeto está enraizada tanto no passado como no presente desta ponte icónica», explica JR. «Admiro o legado de Christo e Jeanne-Claude e partilho a sua ideia de que a missão da arte é fazer-nos pensar, questionar o que nos é familiar. O debate que um projeto de arte pública pode provocar tem o mesmo valor que a sua realização. A arte é uma transformação e uma forma de renovar a maneira como vemos o mundo à nossa volta. Através do sonho de La Caverne du Pont Neuf, é isso que espero tornar possÃvel em Paris». Enquanto o exterior da La Caverne du Pont Neuf está pronto para surpreender e intrigar parisienses e visitantes, o interior da obra de arte, aberto ao público, será igualmente impressionante. «Será uma travessia simbólica, um passo para o desconhecido, uma viagem dentro de si mesmo. Concebi a travessia da La Caverne como uma experiência onde a plenitude e o vazio coexistem em equilÃbrio», explica JR. JR propôs a Thomas Bangalter, ex-membro da dupla Daft Punk, participar no projeto, convidando-o a imaginar a dimensão sonora de La Caverne du Pont Neuf. Como artista plástico acústico, Thomas Bangalter procurou envolver La Caverne du Pont Neuf num tecido único que fosse sonoro sem ser realmente música. Através de uma abordagem conceptual e radical, ele concebeu uma textura que é ao mesmo tempo minimalista e maximalista, em consonância com o resto da obra de arte. «A minha intenção é esculpir um material sonoro a partir de elementos eletroacústicos, cuja ressonância mineralizará a estrutura da La Caverne com o seu aspeto monolÃtico e mÃstico», explica. Para JR, La Caverne du Pont Neuf será o ponto alto de um ciclo artÃstico iniciado em 2020, durante o qual ele questionou continuamente a crescente desconexão e isolamento entre os cidadãos, particularmente exacerbados pela pandemia e pelos sucessivos confinamentos. É com esse espÃrito que JR criou várias obras de arte trompe-l'oeil, criando brechas nas fachadas de edifÃcios icónicos, com La Ferita em Florença (2021), Punto di Fuga em Roma (2021) e La Nascita em Milão (2024). Esta abordagem também inspirou a criação de Retour à la Caverne (Regresso à Caverna) na fachada da Ópera de Paris (2023). A instalação no Palais Garnier encorajou os espectadores a regressarem a um romantismo inspirado no mundo natural. A caverna convidava os espectadores a espreitar para dentro, invocando a alegoria de Platão — um lugar onde a saÃda conduz ao conhecimento e à compreensão do mundo. Fonte: JR's press team |













