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MARC CHAGALL ESQUECIDO RESSURGE APÓS 20 ANOS NA ALFÂNDEGA2026-07-27Vinte anos depois de ter sido detida na fronteira franco-suíça, uma obra de Marc Chagall ressurgiu finalmente da alfândega. A gravura, “L’Acrobate Au Violon” (1924), chegou em 2005 à fronteira rodoviária no âmbito de um carregamento de obras de arte com destino à Suíça. As autoridades francesas descobriram que duas das obras — a de Chagall e um desenho de 1959 do escultor russo Ossip Zadkine — não tinham autorização para sair do país, disseram as autoridades alfandegárias. Deteram os dois cidadãos suíços que transportavam as obras, acusando-os de ocultação de bens culturais, segundo o jornal The Times, de Londres. Os infratores foram multados e as duas obras de arte foram confiscadas e armazenadas num depósito alfandegário no leste de França. Aí, permaneceram esquecidas até serem redescobertas, há dois anos. Agora, a gravura de Zadkine foi doada ao Museu Zadkine, em Paris, enquanto a de Chagall foi cedida ao Museu de Belas Artes e Arqueologia de Besançon, em França. Após a entrega oficial na segunda-feira, a gravura de Chagall será exibida na instituição em setembro. “O serviço alfandegário honrou-nos muito”, disse o presidente da Câmara de Besançon, Ludovic Fagaut, ao Times. “É a primeira obra de Marc Chagall a entrar para o acervo do museu.” É certo que não se trata de uma obra importante de Chagall. As pinturas do artista francês de origem russa costumam atingir milhões em leilões (o seu recorde é de 28,4 milhões de dólares por uma exuberante tela de 1928). Ainda assim, “L’Acrobate au Violon” é a quintessência de Chagall, com o acrobata titular a equilibrar-se sobre um violino — um motivo recorrente na obra do artista — enquanto parece fazer malabarismos com uma galinha e outro acrobata. “É fácil reconhecer Chagall por este estilo algo onírico”, disse Maël Vandewalle, curador do museu, ao Besançon Ici. “É um mundo onírico tão distante da realidade.” As gravuras mais famosas de Chagall surgiram da sua parceria de décadas com o marchand francês Ambroise Vollard, que encomendou ao artista ilustrações para livros como “Almas Mortas” (1948), de Nikolai Gogol, e “As Fábulas de La Fontaine” (1952). L’Acrobate teve origem noutra encomenda de Vollard, focada em pintores que se tornaram gravadores, e foi publicada numa edição de 150 exemplares. Um exemplar foi vendido por 5.000 dólares na Christie’s em 2016. Fonte: ArtnetNews |















