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HOJE: MASTERCLASS DE HUGO CANOILAS & VINCENZO ESTREMO NA FBAUL

2017-01-12




No âmbito do programa paralelo da exposição ”Debaixo do Vulcão” de Hugo Canoilas, patente no Museu Nacional de Arte Contemporânea – MNAC até 26 de março de 2017, realiza-se hoje, 12 de Janeiro, às 18h30 na FBAUL uma masterclass com Hugo Canoilas e Vincenzo Estremo, com o título "Movimentos de Descontentamento Suspeito".

"Movimentos de Descontentamento Suspeito" é uma palestra sobre a forma como as imagens flutuam de um lugar para outro e contribuem para a iconização da nossa sociedade cultural. A partir da identificação e da desconstrução de traços iconográficos presentes na pintura monumental de Hugo Canoilas, Endless Killing (2008), a palestra irá abordar como se encontram algumas referências vagas em produções culturais específicas.

"Debaixo do Vulcão" é um projeto artístico onde Hugo Canoilas tenta criar um espaço entre a ideia de filme e exposição através de uma série de intervenções dentro e fora do Museu. Concebidas de modo a problematizar noções várias de exposição, espaço institucional e intervenção pública, os vários fragmentos, que resultarão deste processo de intervenção, de Julho a Novembro de 2016, serão depois reunidos no MNAC-Museu do Chiado a partir de 25 de Novembro enquanto dispositivo expositivo, onde a sua integração com uma série de outros elementos propõe um repensar da experiência contemporânea de noções de espaço, tempo e recepção.

Explorando "Debaixo do Vulcão", o romance de Malcolm Lowry, e a transcrição da gravação de uma sessão de psicanálise invulgar referida por Jean Paul Sartre com Endless Killing (2008), uma obra anterior sua, Canoilas articula a experiência que tem da noção de filme com a sua reflexão de longa data sobre BLOCO – Experiências in COSMOCOCA "programa in progress" (1973-74), uma série de trabalhos de Hélio Oiticica e Neville de Almeida. Esta justaposição de referências, conceitos e fragmentos de ideias expõe um conjunto de processos que constituem a sua obra heterogénea. Canoilas tece assim considerações sobre som, pintura, texto, vídeo, performance e fotografia e o modo como estes operam desde a criação ao empoderamento do espectador como agente sensível e crítico.

Este repensar do formato exposição capaz de reunir uma heterogeneidade de elementos pretende criar um ambiente que faz exigências ao raciocínio, memórias e corpos do espectador de modo a que o projeto se reconfigure como um movimento espiral onde a repetição contínua de variados elementos ativa breves memórias e pequenas percepções.

A entrada é livre.



Fonte: FBAUL