ARQUIVO - 06 JUN - 12 JUN 2012
CRÍTICAS
Foram encontrados 1 registos.JOSÉ LUÃS NETO
Open in Total Darkness
Autor: MARIA BEATRIZ MARQUILHAS
OPINIÕES
Foram encontrados 1 registos.MARIA BEATRIZ MARQUILHAS
A tradição de olhar e pensar a Arte de um modo historicista dominou, até à actualidade, os discursos estéticos, sendo através de uma história de arte o modo como, na generalidade, abordamos uma obra, um artista, ou um movimento ou tendência artÃsticos. Esta clássica abordagem reflecte a unidade, coerência e continuidade associadas à Arte tal como esta tem sido concebida: uma ars una alicerçada na ilusão de que a expressão humana pode ser traduzida numa voz só [1]. Multiplicidade e incoerência dominam a criação artÃstica, na sua era pós-histórica, pois que a arte não é mais dotada da objectividade que permitiu, em tempos, uma visão historicista sobre ela. Hegel sabia-o, e assim declarou a morte da Arte. O que entendemos hoje por arte não é já passÃvel de conter em sim definições ou delimitações, pois que cada indivÃduo é único na manifestação sensÃvel que enforma através da obra de arte. A pluralidade torna-se gritante e a Arte exige uma reestruturação que respeite a sua ausência de estrutura.
ARQUITECTURA E DESIGN
Foram encontrados 1 registos.MÃRIO MOURA
Quando fala da "Colecção D" Jorge Silva costuma lamentar com ironia que com estes livros está a fazer publicidade à concorrência, promovendo colegas, vivos ou mortos, construindo os seus portfolios e apresentando-os a um público, dando a entender que com isso se dedica mais ao trabalho deles do que ao seu próprio. É uma boca, claro, porque esta colecção tem muito do toque do próprio Silva. É significativo, por exemplo, que nas capas não haja reproduções do trabalho de cada um dos designers apresentados mas ilustrações tipográficas dos seus nomes, dando uma unidade, um estilo, à colecção que seria difÃcil de conseguir de outro modo. Mesmo a selecção e apresentação das obras ficam a dever muito à prática de Silva como director de arte, embora aqui não se trate apenas de gerir ilustradores, designers e editores [1] mas a obra já feita, por vezes encerrada pela morte, de outros designers.













