Links

EXPOSIÇÕES ATUAIS


Diane Arbus, "Woman with a veil on Fifth Avenue"

Outras exposições actuais:

SILVESTRE PESTANA

COLAPSO


Galeria Municipal do Porto, Porto
ANA CAROLINA ESTEVES

TARRAH KRAJNAK

REPOSE EXPOSE COUNTERPOSE


Fondation A Stichting, Bruxelas
ISABEL STEIN

COLECTIVA

O PODER DE MINHAS MÃOS


Sesc Pompeia, São Paulo
CATARINA REAL

HELENA VALSECCHI

VAMPATA


Galeria Pedro Oliveira, Porto
SANDRA SILVA

ANNA MARIA MAIOLINO

TERRA POÉTICA


MAAT, Lisboa
MARIANA VARELA

SILVESTRE PESTANA

COLAPSO


Galeria Municipal do Porto, Porto
LEONOR GUERREIRO QUEIROZ

DANIEL BLAUFUKS

(AINDA) À ESPERA DE GODOT


Galeria Vera Cortês (Alvalade), Lisboa
MARIANA VARELA

AGNES ESSONTI LUQUE

HOTEL DEL ARTEFACTO EXPOLIADO


Museo Nacional de Antropología - Madrid, Madrid
FILIPA BOSSUET

ABEL RODRÃGUEZ

MOGAJE GUIHU: A ÃRVORE DA VIDA E DA ABUNDÂNCIA


MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, São Paulo
CATARINA REAL

JESSE WINE

AMOR E OUTROS ESTRANHOS


Fortes D'Aloia & Gabriel - Barra Funda, São Paulo
CATARINA REAL

ARQUIVO:


DIANE ARBUS

Revelacions




CAIXAFORUM BARCELONA
Av. de Francesc Ferrer i Guàrdia, 6-8
08038 Barcelona, España

15 FEV - 14 MAI 2006


No “Quaderni di Serafino Gubbio Operatore†de Pirandello, Serafino, um operador de câmara nos inícios da sétima arte, reflecte sobre a sua existência por detrás da objectiva, sobre a sua frieza e distância face aos sentimentos e vivências que atravessam o seu olhar, sobre a sua condição de captador passivo da natureza humana, neste ser observador e ser presente sem ser presença.
Semelhantes pensamentos vêm-me à mente enquanto atravesso esta “Revelacions†de Diane Arbus (1923-1971), a primeira grande retrospectiva internacional da fotógrafa de Nova Iorque.
Arbus movia-se no limbo, na estreita fronteira existente entre uma América gloriosa e confiante (entre a vitória da II Guerra Mundial e um optimismo face ao conflicto com o Vietname) e uma outra, alheia aos grandes ideiais e totalmente ignorada. Duas Américas mas uma só, perscutada através de um mesmo modo de ver, marcado por uma total ausência de julgamento e de comoção, sem, no entanto, entrar no campo da fotografia documental.
Ao percorrer a exposição, sentimo-nos dentro de um álbum de curiosidades de uma Nova Iorque desaparecida, dentro de um labirinto interminável feito de visões extremamente lúcidas onde travestis, nudistas, artistas de circo e prostitutas são captados com o mesmo olhar de quem fotografa famílias de classe média, burgueses endinheirados, jovens patriotas e teenagers apaixonados em Washington Park.
Por vezes parece que Fellini e Cartier Bresson se combinaram numa única pessoa e partilharam um mesmo interesse pela natureza humana, pela fronteira entre teatro, circo e realidade, pela representação nua e quase antropológica daqueles que davam corpo a uma Nova Iorque dos anos 50 e 60.
Esta exposição, para além das imagens mais conhecidas de Arbus, apresenta cerca de 200 fotografias, algumas raramente vistas, como os auto-retratos. Para além disso, exibe uma série de objectos pessoais, blocos de notas, cartas, apontamentos e livros da sua colecção pessoal que nos dão a conhecer um pouco do pensamento, do método e do estranho mundo de afinidades improváveis em que se movia Arbus.


Filipa Ramos