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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Nicolas Provost, “Suspension”, 2007. Vídeo, loop, 03'


Nicolas Provost, “Exoticore”, 2004. Vídeo, cor, 27'


Nicolas Provost, “The Divers”, 2006. Vídeo, loop, cor, 7'.


Nicolas Provost, “Bataille”. VĂ­deo, cor, 07', 2003. MĂșsica: Autechre


Nicolas Provost, “Papillon d’ amour”, 2003. Vídeo, loop, p&b, 04'


Nicolas Provost, “Plot Point”, 2007. Vídeo, cor, 15'


Nicolas Provost, “Gravity”, 2007. Vídeo, cor/p&b, 06'


Nicolas Provost, “Induction”, 2006. Vídeo, loop, 07'

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ARQUIVO:


NICOLAS PROVOST

Suspension




SOLAR - GALERIA DE ARTE CINEMÁTICA
Solar de S. Roque Rua do Lidador
Vila do Conde

29 NOV - 25 JAN 2009


Podem ser vistos na Galeria de Arte CinematogrĂĄfica (SOLAR), em Vila do Conde, atĂ© ao dia 25 de Janeiro, um conjunto de trabalhos do artista belga Nicolas Provost. A exposição que tem como tĂ­tulo “Suspension”, reĂșne 8 vĂ­deos realizados entre 2003 e 2007: “Suspension”, 2007; “Plot Point”, 2007; “Gravity,” 2007; “Induction”, 2006; “The divers”, 2006; “Exoticore”, 2004; “Bataille”, 2003, e “Papillon d’ Amour”, tambĂ©m de 2003.


“Exocticore” e “Induction” sĂŁo os Ășnicos que se regem por cĂłdigos narrativos cinematogrĂĄficos convencionais, que o artista exclui em trabalhos como “Suspension”, “Bataille” ou “Papillon d’ Amour”, nos quais explora a plasticidade das imagens.


“Plot Point” Ă© gravado com uma cĂąmara oculta, recolhendo imagens das ruas de Nova Iorque. Centrando-se em figuras como polĂ­cias ou agentes de segurança, atravĂ©s da montagem e do som, cria um ambiente de tensĂŁo que nunca tem um desfecho. Na verdade nĂŁo se verifica nenhum plot-point. Captadas ao amanhecer, as imagens terminam com um desfile de carros patrulha, intuindo a continuação do registo adoptado. O mundo diegĂ©tico Ă© construĂ­do a partir de uma narrativa sugerida por imagens de acontecimentos reais que nĂŁo tĂȘm qualquer relação entre si.


Em “Bataille” e “Papillon d’ Amour”, Nicolas Provost recupera imagens do filme Rashomon, de Kurosawa. Realizado em 1950, coloca em palco quatro testemunhas de um acontecimento, contando a sua versĂŁo do mesmo. Em concreto apenas se sabe que uma mulher foi violada por salteador e na sequĂȘncia disso, o seu marido, um samurai, morreu. A acção, que Ă© retomada em flashback por cada uma das testemunhas, tem como catalizador um triĂąngulo amoroso. SĂŁo as personagens desse triĂąngulo que Provost vai recuperar nestes seus vĂ­deos: em “Bataille” o confronto entre o samurai e o salteador, em “Papillon d’ Amour” a mulher expondo a sua histĂłria.


AtravĂ©s de uma re-montagem que recorre a um efeito de espelho sĂŁo alteradas as estruturas que articulam os elementos narrativos, tendo como consequĂȘncia o reforçar das relaçÔes de sentido do filme original.


O efeito de espelho cria um eixo central com uma dinùmica centrípeta. Dinùmica essa que potencia outros efeitos, como o efeito de caleidoscópio, ou o efeito de aplanamento das imagens. Perante a voracidade do eixo, as diferenças entre primeiro plano, segundo plano e plano de fundo são esbatidas. As distorçÔes da re-montagem afectam não apenas a topografia original do espaço, contaminam a forma e o movimento originais, alterando também o tempo fílmico.


As personagens saídas desta distorção são como fantasmas, em passagem por diferentes níveis: o do filme original; o dos factos reais; o da variante individual, com a sua respectiva imagem, que pretende se torne a verdade cristalizada; o nível plåstico das imagens e o nível diegético.



Alexandra Beleza Moreira