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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Vasco Araújo, Vulcano, 2012. Vídeo still.


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ARQUIVO:


VASCO ARAÚJO

Vulcano




MUSEU GEOLÓGICO - LNEG
Rua Academia das Ciências, Nº. 19 – 2º (à Rua do Século)
1249-280 Lisboa

12 JAN - 02 FEV 2013


Há museus em que gostávamos de viver. E há obras em que gostávamos de permanecer eternamente. Vulcano, de Vasco Araújo é uma dessas obras. Artista com exposições individuais como Story Telling, Eco ou Vasco Araújo: Per-Versions e participações em exposições coletivas como Em Vivo Contacto, Experience of Art ou Dialectics of Hope, apresenta-se agora no Museu Geológico de Lisboa.

Por si só, o Museu Geológico de Lisboa deixa-nos arrebatados pela história, identidade e memória que contém em si. É verdadeiramente uma viagem pelo tempo que de 12 de janeiro a 2 de fevereiro de 2013, culmina com a obra Vulcano – um vídeo projetado estrategicamente na última sala do museu, que nos faz percorrer todo o edifício e o seu conteúdo até chegar à mesma. Com a duração de cerca de 17 minutos, texto de Vasco Araújo e voz de Francesco Troisi, pinturas de João Fitas e banda sonora sortida, esta pode ser considerada uma obra de arte total.

Inserida no seu contexto mais indicado – o Museu Geológico de Lisboa – o artista utiliza a metáfora “vulcânica” para explorar “a observação do ser humano na sua vertente psicológica. Nesse sentido, interessa-me ver como é que o homem se transforma e o medo que ele tem dessa transformação”. A “junção ao vulcão acontece porque o vulcão , além de ter uma evidente forma escultórica, é um dos fenómenos (...) que obriga a uma transformação efetiva”, explica Vasco Araújo.

Num vídeo forte, com imagens (stills) que alternam entre vulcões e rostos de um homem aterrado, o texto construído pelo artista e lido em italiano sugere muito sobre a mente humana – e principalmente, sobre os seus medos.

Definindo o seu trabalho como “psicologicamente político”, ao percecionar esta obra percebe-se que não há realmente melhor forma de o descrever. Um murro no estômago talvez seja dizer demasiado mas que é definitivamente uma peça que nos faz refletir como não há assim tantas, é a mais pura das verdades. Um verdadeiro prazer a ser experienciado. A sua única falha é apenas ser tão breve.


Zara Soares