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“COREIA”: GRANDE EXPOSIÇÃO TRAZ SÉCULOS DE ARTE E FÉ A LONDRES2026-10-05Muito antes de o K-pop encher estádios e os filmes coreanos conquistarem reconhecimento mundial, os artistas da península fundiam sinos de templo, moldavam cerâmicas delicadas e captavam em tinta as montanhas. Esse universo cultural mais antigo está em destaque em “Korea”, a primeira grande exposição do British Museum dedicada à arte e à história coreanas em mais de 40 anos. A mostra reúne cerca de 100 peças, datadas de 300 a.C. até à atualidade, que exploram as crenças e tradições que moldaram a arte coreana. Em exposição estão 10 tesouros nacionais e outros 13 tesouros, classificações oficiais coreanas que reconhecem a sua importância cultural e histórica, segundo a Samsung, parceira empresarial da exposição. Entre as peças expostas encontra-se um queimador de incenso com cerca de 900 anos, encimado por uma criatura mítica, e um grande sino de templo budista com aproximadamente 1 000 anos. Segundo o British Museum e a Samsung, o percurso expositivo vai das cerâmicas azul-esverdeado cintilantes da dinastia Goryeo à porcelana depurada de Joseon, moldada por ideais confucionistas. Em conjunto, estas obras ilustram como o budismo e o pensamento confucionista moldaram a arte coreana ao longo dos séculos. Para a curadora da mostra, Yoojin Kwak Choi, a “grande estrela da exposição” é a obra de Jeong Seon “Clearing After Rain on Mount Inwang”. Jeong Seon foi um pintor coreano do século XVIII, da dinastia Joseon, que contribuiu para deslocar a pintura de paisagem de cenas idealizadas ao estilo chinês para os cenários reais da Coreia, explica Choi. Mas a exposição apresenta também exemplos modernos do saber-fazer coreano. Um vaso de 2018 de Yeesookyung reúne fragmentos de cerâmica da Coreia do Norte e da Coreia do Sul. Na tradição artesanal coreana, as peças imperfeitas são destruídas, pelo que a artista recolheu cacos resultantes dessa destruição e colou-os com folha de ouro. A maioria das obras em exposição pertence à coleção do falecido presidente da Samsung, Lee Kun-Hee. Ao longo da vida, o empresário acumulou uma vasta coleção e, após a sua morte, em 2020, a família doou mais de 23 000 obras aos museus nacionais da Coreia do Sul. “Algumas pessoas podem achar que a cultura coreana é recente, mas ela tem milhares e milhares de anos”, afirmou Benjamin Braun, diretor de marketing da Samsung Europe. Para os visitantes que chegaram à Coreia através da música e do cinema, a exposição abre uma porta para essa história mais longa. “Korea” pode ser vista no British Museum até 31 de janeiro de 2027. Fonte: Euronews |















