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MORRE CORINNE DAY, A “INVENTORA” DE KATE MOSS2010-09-02No passado fim-de-semana, Corinne Day morreu em Londres vítima de um tumor cerebral que lhe tinha sido diagnosticado havia um ano. “Morre a fotógrafa de celebridades Corinne Day” é o título na BBC. Mas na realidade, Corinne Day foi muito mais do que isso. Corinne Day foi uma escritora de diários com uma máquina fotográfica em vez de caderno. “Em casa tenho um diário, tomo notas a partir dos pensamentos que tenho. E quando trabalho, recorro a essas notas para encontrar algo. Sou uma viciada no trabalho”, explicou a própria Day em The Observer em 2002. As suas palavras e as suas fotos soam a Nan Goldin. O exibicionismo (físico e emocional), a crueza, o realismo de séries como Tara (1999) remetem inevitavelmente a The Ballad of Sexual Dependency (1986) da fotógrafa norte-americana. “Comecei por tirar fotografias ao meu namorado. Depois, às minhas namoradas”, explicava Day. A história da fotógrafa é bastante novelesca. Segundo o seu próprio relato, a sua mãe geria um prostíbulo em Londres. Aí aprendeu a desinibir-se sexualmente. Deu-se mal na escola, empregou-se numa transportadora aéra. Um fotógrafo viu-a num avisão e convenceu-a a posar como modelo. Tentou a sua sorte no ofício mas não chegou a criar expectativas. Conseguiu que outro fotógrafo, Mark Szaszy (seria seu sócio de toda a sua carreira) a ensinasse a “jogar” com a sua câmara e reconverteu-se em fotógrafa. A partir daí, Day empregou-se como fotógrafa de moda. Tinha um olhar próprio e bons clientes. Por exemplo, a revista The Face que lhe atribuíu uma reportagem que havia de intitular-se “Third Summer of Love”. O cenário, uma praia do Sul de Inglaterra; o estilismo, trapos de feiras, basicamente. Faltava a modelo. Foi assim que Day procurou entre as agências e deu de caras, por acaso, com uma polaroid de Kate Moss. A parceria Moss e Day repetiu-se na capa da Vogue em 1993. Em 2007, fotógrafa e modelo reecontraram-se por encomenda da National Portrait Gallery. Então, “disse a Kate que, antes de posar, queria que conversássemos sobre algo sério”, explicou Day a The Guardian. “Na conversa ela acabou por revelar a maneira como se sentia”. E então fizeram as fotografias. Disponível em: www.elmundo.es |


















