Links

EXPOSIÇÕES ATUAIS






Illídio Candja.

Outras exposições actuais:

MAHKU - MOVIMENTO DOS ARTISTAS HUNI KUIN

CIPÓ - PINTURAS HUNI KUIN NA COLEÇÃO MAR


Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro
ISABEL STEIN

RODRIGO CASS

GEOMETRIA SENSÍVEL


Escola das Artes | Universidade Católica do Porto, Porto
CLÁUDIA HANDEM

RUI CALÇADA BASTOS

SEGUNDO SONO


Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, Almada
CARLA CARBONE

MICHAEL NAJJAR

HETEROTOPIC TURBULENCES


Galeria Filomena Soares, Lisboa
MARIANA VARELA

MARIA JOSÉ OLIVEIRA

EU QUE JÁ FUI EU


MNAC - Museu do Chiado , Lisboa
CLÁUDIA HANDEM

COLECTIVA: ERA UMA VEZ NA AMÉRICA

FARIBA HAJAMADI: CONVERSA DE CORVOS


Pavilhão Julião Sarmento, Lisboa
MARIANA VARELA

ATHINA KOUMPAROULI

MANIFESTA 16 RUHR


Kulturkirche Liebfrauen, Duisburg
LUISA FERREIRA

MIRANDA PENNELL

H IS FOR HISTORY N IS FOR NOW


Solar - Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde
LIZ VAHIA

TIAGO MADALENO

NO PESCOÇO DO CISNE


Mais Silva Gallery, Porto
MADALENA FOLGADO

MANUEL JOÃO VIEIRA

A ILHA PÚRPURA: NOTAS E PAISAGENS


MAAT, Lisboa
AYŞENUR TANRIVERDI

ARQUIVO:


ILLÍDIO CANDJA

ARCHIVE




GALERIE LUMIÈRES D'AFRIQUE
200 Chaussée de Wavre
1050 Bruxelles

07 NOV - 31 DEZ 2014


Illídio Candja, jovem pintor moçambicano a viver e trabalhar entre o Porto e Maputo, é provavelmente um dos mais interessantes pintores da sua geração. A actual exposição "Archive" na Galerie Lumières dAfrique, em Bruxelas, apresenta uma pequena seleção de trabalhos iniciais do artista, entre 2009 e 2012. A maioria apresentados pela primeira vez.

 

Desde 2012, o seu trabalho tem vindo a captar a atenção de diversos especialistas internacionais e tem sido exibido através de diversas exposições no estrangeiro, nomeadamente na Unix Gallery, Nova Iorque (2013), na Galerie Gree t room, Hamburgo (2012) e na Galerie Rammlmair, Hanover (2012). Em 2015 apresentará novas pinturas na África do Sul, no Oliewenhuis Art Museum.

 

É verdade: muitos artistas precisam de anos para cuidadosamente criarem a sua identidade de pintores; mas Illídio Candja, limitou-se a seguir a sua inspiração de pintor, indiferente a associações e referências a outros artistas contemporâneos, sem nunca esquecer a sua origem africana. Candja é como um fabricante que acredita que os seus produtos chegarão sempre a ser especiais por si mesmos. Pintura após pintura, afirma a sua extraordinária liberdade criativa e produz uma obra de alteridade interna ao mundo artístico sem qualquer demagogia ou ingenuidade, influenciado pelo que terá sido a sua formação artística na tradição do colorido do seu país.

 

O primeiro ponto a destacar na pintura de Illídio Candja, é o modo como consegue produzir uma pintura universal; o universalismo da sua visão reside no modo como recorre a imagens de objectos artesanais e artefactos ancestrais, provenientes do imaginário africano do artista e os converte em elementos essenciais, singulares, na sua pintura, através da utilização num contexto moderno do uso de colagens, de modo que se torna impossível separar as pinturas-colagem do percurso do artista.

 

A pintura de Illídio não trata de criar uma posição crítica, mas trata-se de uma prática artística, estética e cultural, análoga à de quem se orienta por um comportamento livre, partindo do postulado de que a arte inventa modos de habitar o mundo. O artista propõe-nos habitar o seu mundo, transmitindo-nos uma mensagem mediática das coisas a que ele é sensível, incluindo as que o preocupam, a partir de um remix de pensamentos e ideias do passado, do presente e do futuro.



A experiência africana de Ilídio Candja converteu-se em diversas experiências determinantes para a estrutura das suas pinturas: intermitências entre imagem e ideia, identidade e experiência. Coloridas e exóticas, as pinturas de Candja, convertem-se em infinitos modos imaginários, coabitação inteligente entre imagens da cultura africana e os fundos abstractos da pintura-colagem sobre os quais se colocam as imagens e se activa a sua memória africana.



Victor Pinto da Fonseca