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STEVEN PARRINO - WILL FOWLER - JENNIFER WEST - WILLEM DE KOONING - CHRIS OFILI - RAYMOND PETTIBON - MERLIN CARPENTERExposições em Nova IorqueVÁRIOS LOCAIS 01 OUT - 05 NOV 2007 SOBRE PINTURASTEVEN PARRINO GAGOSIAN GALLERY. 980 MADISON AVENUE 25 Setembro – 3 Novembro, 2007 When I started making paintings, the word on painting was “PAINTING IS DEAD”. I saw this as an interesting place for painting... death can be refreshing, so I started engaging in necrophilia... Approaching history in the same way that Dr. Frankenstein approaches body parts... Nature morte... my contemporaries were NO WAVERS... BLACK FLAGERS... and this death painting thing led to a sex and death painting thing... that became an existence thing... that became a “Cease to Exist” thing... A kind of post-punk existentialism. I am still concerned with “art about art”, but I am also aware that “art about art” still reflects the time in which it was made. Content is not denied... Content is not obvious... Content is sustained in the air or the vibe of the work. Steven Parrino, 2003 Steven Parrino “destrói” a própria tela numa atitude punk, mas há também uma negociação histórica e formal, a procura singular de um novo espaço para a pintura. A exposição mostra pinturas, desenhos e esculturas que abrangem a totalidade da carreira do artista nova-iorquino, que morreu em 2005 num acidente de mota. A elegância de Parrino, ou das suas pinturas, existe não apenas na tendência minimal das cores e dos materiais (a neutralidade ácida do preto esmalte é a eleita), mas também na energia dos gestos simples – os buracos das pinturas, as telas quebradas, a tela esburacada ou repuxada. A pintura enquanto vítima de acidentes fatais, enquanto personagem punk e contra-cultura. Através da pintura, Parrino inclui na história da abstracção o espírito anárquico, contra-corrente. WILL FOWLER JENNIFER WEST WHITE COLUMNS. 320 WEST 13th STREET 12 Setembro – 27 Outubro, 2007 As pinturas de Will Fowler (a viver em Los Angeles) são de uma abstracção densa e de certo modo infantil, pelas cores saturadas que ele faz sair directamente do tubo e pelas formas geométricas repetidas em malhas obsessivas e rastos irregulares. As pinturas tornam-se leves pela clareza que impõem, e porque não deixam espaço para a ironia. São imagens de sistemas disfuncionais, estruturas cegas que deixam ver outras, de tendência não representacional, de simples gestalt – apesar de complexas pelo número de camadas, são abstracções delineadas e construídas na sobreposição consecutiva de “não-imagens”, o que as torna utópicas e livres. Também em exposição na White Columns está Jennifer West (nova-iorquina), que utiliza a película cinematográfica como base experimental para efeitos pictóricos relativamente simples de obter. A película é imersa em café, whisky, suor, água e outras substâncias orgânicas ou inorgânicas. Para além de serem lindos, sujos e retinianos os efeitos visuais obtidos nestas reacções químicas agora projectadas, é impossível escapar à beleza e simplicidade destas experiências, que nos levam até às décadas do cinema experimental e avant-garde. Os nomes dos dois filmes expostos são “Naked Deep Creek Hot Springs” e “Whatever Film”, ambos de 2007 que, justapostos, criam na pequena sala que ocupam uma atmosfera saturada e tóxica. WILLEM DE KOONING: “THE LAST BEGINNING” GAGOSIAN GALLERY. 522 WEST 21st STREET 18 Setembro – 27 Outubro, 2007 I reflected upon the reflections on the water, like fishermen do. Willem De Kooning Na última série de pinturas de De Kooning, da década de 80, é interessante olhar para a sua serenidade e segurança e pensar um pouco na crítica a defender o sublime do seu expressionismo anterior, como se estas fossem pinturas ocas – que não transmitem emoções concretas. Mas esse é o objectivo – fugir nas formas leves, inacabadas e indescritíveis a classificações de género – nem mulheres, nem figuras, nem paisagens. São elementos soltos que se desenvolvem e transbordam nas margens da tela. Uma espécie de homenagem a Kandinsky. Um namoro final com a pintura abstracta. CHRIS OFILI: “DEVIL’S PIE” 20 Setembro – 3 Novembro, 2007 RAYMOND PETTIBON: “HERE’S YOUR IRONY BACK (THE BIG PICTURE)” 11 Setembro – 20 Outubro, 2007 DAVID ZWIRNER GALLERY. 525 WEST 19th STREET Chris Ofili, a viver em Trinidad, apresenta novos desenhos, esculturas e pinturas sob o título “Devil’s Pie”. A não dimensionalidade das figuras lembra Matisse, e o tema do romance não se desvia do imaginário recorrente do artista. Há pinturas em variações de negro a lembrar a densidade de William Blake misturada com um cenário tropical ao luar. Os ciclos de vida, os mitos e os casais a dançar em sedução são, juntamente com as escolhas fauve e fantásticas das cores, o objecto narrativo de Ofili. O pintor inspira-se no seu dia-a-dia, nas cenas de Trinidad e no facto de tudo isso lhe sugerir uma evocação histórica e uma tentativa de referir os temas da pintura clássica, onde o resultado é uma mistura cultural singular, naïf, dicotómica, sofisticada, de influência negra, urbana e espiritual. Raymond Pettibon apresenta a sua sétima exposição individual, também na enorme galeria de David Zwirner, intitulada “Here’s Your Irony Back (The Big Picture)” – uma instalação de desenhos que criam histórias fragmentadas. Pioneiro da estética e ética do-it-yourself, conhecida como cultura underground no sul da Califórnia – onde high e low art se fundem, Pettibon toca em vários aspectos da cultura contemporânea – os clichés da política, os preconceitos sexuais, raciais e sociais. Nos seus inúmeros desenhos há geralmente um texto narrativo original ou retirado da literatura (Marcel Proust, W. Faulkner, Henry James, Gustave Flaubert, Pulp Fiction ou a Bíblia). Esta exposição tem como tema a política externa americana e a Guerra no Iraque. Os desenhos têm um carácter genérico que se tornou o seu estilo singular, onde por vezes se repetem surfistas, tempestades, personagens de B.D., comboios, ícones pop, numa enorme variedade temática. A justaposição dos desenhos, tal como das cenas, personagens e textos expõe o mistério das relações e factores que fazem ou tentam explicar o todo de uma história. Open-ended… MERLIN CARPENTER: “THE OPENING” REENA SPAULINGS FINE ART. 165 EAST BROADWAY 23 Setembro – 28 Outubro, 2007 Merlin Carpenter fez as pinturas agora em exposição durante a própria inauguração. As telas brancas, em grande número e de diferentes tamanhos, penduradas nas duas longas paredes da galeria, frente a frente e nos seus lugares futuros e presentes foram, de repente, entre cocktails e alguém a tocar piano, energicamente pintadas com uma trincha a deixar escorrer tinta preta pela mão. Aliás, nem todas as telas expostas foram pintadas – algumas apenas apanharam salpicos. O press release da exposição é totalmente incongruente com o trabalho apresentado, o que torna “The Opening” mais interessante. Ele fala de uma série intitulada “The Black Paintings”, reencontrada há pouco tempo numa cave, em Itália, nunca antes exposta e onde a descrição disfuncional das pinturas refere inúmeras variações de cor, num fascínio psicadélico. Nas telas expostas no espaço que pertence à fictícia galerista Reena Spaulings, Carpenter deixou frases como: Relax It’s Only a Crap Reena Spaulings Show.
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