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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Sandra Zuzarte, A Damaged VHS Tape, 2011. © Rita Delille.


Tiago Batista (desenho), POGO (produção), Desobedience Machine. 2011 © Rita Delille.


Eduardo Matos, A Bebedeira, 2011. © Rita Delille.


Pedrita. 2011 © Rita Delille.


Francisco Luis Carreira, Yes We Can, 2011. © Rita Delille.


Bruno Cecílio, Europa, 2011. © Rita Delille.


Teresa Milheiro, Passagem para um outro lado, 2005. © Rita Delille.


Pedro Amaral, Smoking, no smoking, 2011. © Rita Delille.


Paulo Carmona, Generic Landscapes: Orange Baloons, 2011. © Rita Delille.

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COLECTIVA

Vídeo Home System




CINEMA NIMAS
Avenida 5 de Outubro, 42B
Lisboa

22 SET - 02 OUT 2011


Vídeo Home System é um evento multidisciplinar promovido pela associação cultural POGO que dinamizará o espaço do Cinema Nimas ao longo de um ciclo que tem como epicentro o movimento pós-punk e a cultura visual do sistema VHS que marcou a década de 80. Comissariado por Ruy Otero, Bruno Cecílio e Fernando Fadigas, este projecto propicia um retorno à arte combativa e limitada aos meios artísticos que então vigoravam, através de uma variada programação, ao longo de 11 dias, dentro e fora da sala do antigo cinema Nimas, espaço simbólico da cidade de Lisboa.


Reunindo artistas de diversas áreas, como Rita Só (performance), Alexandre Estrela e Miguel Soares (artes plásticas), Francisco Luís Pereira (filosofia), João Urbano (literatura), Pedrita (design), Teresa Milheiro (joalharia) e ainda Paulo Carmona, Tiago Batista, Pedro Cabral Santo (artes plásticas), que fizeram parte, nos anos 90, de “Autores em Movimento”, Vídeo Home System explora os limites fronteiriços entre o vídeo, as artes plásticas, a fotografia, a performance, o design, a literatura, a joalharia e a música, congregando mais de 40 artistas portugueses oriundos de diferentes gerações, num olhar de cariz político, artístico e social que incide sobre os anos 80 e 90. A interdisciplinaridade artística está na base de um projecto único e torna possível a diversidade de abordagens e de obras criadas a partir de um mesmo aglomerado de conceitos.


O tema – Obediência – está na origem de uma estética crítica, a nível político e social, promovendo uma reflexão sobre a actualidade que habitamos. Os artistas seleccionados pertencem a uma das gerações mais politizadas, postura que se reflecte nas suas criações artísticas. A força da colectividade é também visível no carácter eclético que o evento adquire, através de mais de 80 obras que, sob diversos moldes, ditam valores e princípios partilhados.


Aliando exposição, instalação e performance, Vídeo Home System, apresenta uma exposição colectiva e permanente nas zonas exteriores à sala de cinema, a par de uma programação variada na sala de cinema, que será palco de estreias de curtas-metragens, sessões de vídeo-screening, performances de palco, e concertos de música experimental e jazz, próximos do improviso, procurando dar visibilidade a bandas e músicos nacionais. O intuito é explorar o espaço e o palco do cinema Nimas através de meios contemporâneos ao VHS, como as fitas magnéticas, o walkman, o casiotone, os sistemas analógicos de síntese, as consolas gameboy, o Zx Spectrum, o Atari e o 8-Bit, som característico dos jogos de computador que marcaram a década de 80.


A exposição permanente parece figurar um manifesto, um acto colectivo de desobediência, integrando ícones da cultura dos anos 80, como uma máquina flippers tunizada, a Máquina da Desobediência, de Tiago Batista e uma máquina de feira com gancho, Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse. Luís Amarelo, com The Door, apresenta uma porta onde se pode ler a palavra “Interdito”, tendo no entanto um orifício por onde podemos espreitar, acedendo visualmente ao que se passa no interior da sala, num apelo à desobediência. Natureza Morta, de Bertílio Martins, é uma obra fotográfica onde podemos vislumbrar uma paisagem natural, um pequeno riacho rodeado de vegetação, “invadida” por uma fita que se espalha pelo espaço, de um brilho que se multiplica no reflexo da água. Aqui a desobediência parece estar na incursão de um elemento humano e artificial num espaço natural, como que evidenciando a desobediência intrínseca à condição humana, e que tanto interfere com a Natureza.


Eduardo Matos, com A Bebedeira, expõe uma série de peças escultóricas moldadas a partir da lama do rio Trancão e que parecem contar uma história, vestígios de um momento pretérito, maços de tabaco, garrafas, cassetes, objectivas, uma máquina de filmar, lâmpadas. Yes we can, provavelmente a obra cujo carácter político é mais evidente, uma bandeira dos Estados Unidos da América, na qual as linhas horizontais ganham forma através da repetição da frase “What exactly could you?”. Bruno Cecílio, com Europa, ergue também uma crítica reflexiva a respeito da actualidade política, numa obra onde, sobre um mapa da Europa, pedaços da escultura de um corpo humano desmembrado, evidenciam os hiatos existentes no continente europeu, bem como o fracasso que a ambição de uma Europa unida e única representa.


O ciclo de eventos culminará com uma conferência em torno da temática da desobediência quando apropriada pelas artes plásticas e performativas e as múltiplas linguagens que estas adquirem quando pretendem representar uma certa clandestinidade e uma voz de protesto perante o estado vigente. A conferência contará com a presença de João Urbano, editor da revista NADA, e do artista Francisco Luís Parreira.


Maria Beatriz Marquilhas