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COLETIVAAntic MeasuresGALERIJA GREGOR PODNAR BERLIN Lindenstrasse 35 D-10969 Berlin 19 NOV - 21 JAN 2012 Depois de uma noite vibrante de Ghana Hiplife, uma amálgama ultradinâmica de rap, hip hop, reggae e estilos musicais do Gana, inserido no festival Worldtronics11, e enquanto se está à espera de Bogotá Boom, no contexto do mesmo festival de música eletrónica urbana na HKW, onde Papaya Republik vão misturar as tradições musicais da Colômbia com batidas funk e grooves de baixo, façamos um intermezzo: O galerista esloveno Gregor Podnar tem-se afirmado a nÃvel internacional nos últimos anos, representando um elenco de artistas concetuais já estabelecidos da Europa de Leste – como Dan Perjovschi ou Vadim Fiskin, que previamente não eram representados pelas galerias devido ao mercado, que se encontrava subdesenvolvido –, e alguns artistas emergentes como Tobias Putrih, por exemplo, sediado em Nova Iorque. Desde 2004, Gregor Podnar tem uma galeria em Berlim- Kreuzberg, contudo, mantém um espaço mais experimental em Liubliana, reservado para a produção artÃstica local, que se confirma muito inovadora. A exposição Antic Measures, comissariada por Chris Sharp, é uma exposição coletiva que junta obras que partilham o interesse por materiais pouco comuns, mudanças de escala divertidas, pelo espaço urbano e que de alguma forma se apropriam do cubo branco. Entretanto, são estabelecidas relações inesperadas entre elas. Na primeira sala encontramos uma pequena escultura, Untitled (1993) de B. Wurtz, feita de uma meia branca que está virada para cima, ou suspensa na vertical, em cima do suporte de alumÃnio e madeira. Em frente a ela está uma proposta simultaneamente monumental e minimalista, Endnote pink (inflatable) (2010), que vai do chão ao teto. Trata-se de uma estrutura de polieteno insuflada e transparente que parece demasiado grande para o espaço da galeria. Ao lado dela, na parede, aparece Stadtstrukuren (2004), dez fotos a preto e branco, com forte contraste, granuladas, que parecem antigas, mas de facto não o são, mostrando “casais†de pombas no espaço urbano vazio. A segunda sala apresenta uma escultura feita de caixas modulares, Aufbau (2010), do artista berlinense Manfred Pernice, remetendo ao mesmo tempo para estruturas urbanas e para utensÃlios de armazenamento doméstico. A seguir temos um trÃptico desenhado em grande escala, 3 Solitäre (2011), ou seja, um mash up de extravagâncias solitárias de Esther Kläs. No chão está espalhada a pequena escultura do nova-iorquino B. Wurtz, The Secret of the Pyramids (1987), composta por materiais baratos, como caixas de papel desfeitas. O trabalho dele liga todas as três salas e, na última, já o reconhecemos quando vemos sacos plásticos suspensos no ar, pendurados em suportes leves e fininhos, em frente a um vÃdeo de Lou Hubbard, Hack (2006), onde a artista está a brincar com uma antiguidade (um cavalinho) e uma garrafa vazia. Antic Measures é uma exposição que não é pretensiosa. Devolve ao espetador um momento breve, um flash, de emancipação. E é por isso que sempre se regressa à galeria Gregor Podnar, seja em Berlim ou em Liubliana, na expectativa de encontrar algo modesto e de grande qualidade, como foi o caso.
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