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DAN FLAVINDan Flavin - Une retrospectiveMUSÉE D’ART MODERNE DE LA VILLE DE PARIS 11, avenue du Président Wilson 75116 Paris 09 JUN - 08 OUT 2006 The Light DrugO Musée de la Ville de Paris acolhe a retrospectiva dedicada a Dan Flavin (1933-1996) organizada pelo Dia Art Foundation de Nova Iorque em associação com a National Gallery of Art de Washington. Esta mostra monográfica do artista americano, com 50 obras e 60 desenhos, é uma das exposições mais estimulantes neste momento em Paris. Em 1979, Joseph Kosuth afirmava numa sua obra: “If I expect to see red, then I prepare myself for redâ€. Ao entrar num final de tarde na exposição de Dan Flavin não estou preparada para nenhuma cor em particular. E a primeira obra apresentada no seu perfeito desequilÃbrio espacial é “The diagonal of May 25†(1963) dedicada ao escultor Constantin Brancusi, que constitui também o manifesto do suporte artÃstico explorado por Flavin: “I declared the diagonal of personal ecstasy a common eight-foot strip white fluorescent light of any commercially available colorâ€. As suas obras a partir de 1963 são feitas com tubos de luz fluorescente em 4 tamanhos e com 9 cores diferentes, standard, entre elas quatro brancos diferentes: White, white day light, soft white, cool white. Mergulhamos nesta fluorescência branca ao prosseguir no percurso da exposição com uma série de “monuments†(1967-1974) dedicados a Vladimir Tatlin, autor do projecto para a Terceira Internacional (Moscovo, 1920) que ocupam magnificamente a ampla curva modernista do museu. A iniciação à obra de Flavin fora feita e a partir dali os nossos sentidos estão contaminados pela luz. A passagem de um espaço do museu a outro é pontuada pelo efeito caleidoscópico das cores que se propagam, atingindo uma materialidade emergÃvel entre corredores verdes sem saÃda – “Untittled (to Jan and Ron Greenberg)â€, 1972-1973 – e que se transformam em painéis amarelos no outro limite da sala. As obras são “sem tÃtulo†mas estão dedicadas a diversas personagens e amigos do artista, bem como a criadores que estimularam o seu trabalho. Uma das salas mais impressionantes da retrospectiva apresenta “monument 4 those who have been killed in ambush (to P.K. who reminded me about death)†que é extremamente penetrante com o seu vermelho denso. Os guardas-sala do museu estão protegidos da luz por óculos escuros o que lhes confere o discreto anonimato, adequado a uma visita-experiência pessoal, escoltada por olhos vendados. As obras de Dan Flavin nasceram na América dos anos 60, uma América que brilhava na noite dos cafés iluminados a néon, retratada por Edward Hopper em telas como “Nighthawks†de 1942. Flavin captura e transforma as “cores artificiais†de Hopper em “propostas situacionais†recebendo inspiração das vanguardas europeias e do construtivismo russo. Ele e os criadores do chamado minimalismo americano como Donald Judd, Sol LeWitt e Carl Andre instalam as suas obras no Museu Guggenheim de Nova York (1959), edifÃcio que é o apogeu da obra de Frank Lloyd Wright na América. América que permanecerá imutável nos seus drive-in’s, graças aos clichès de Hiroshi Sugimoto (admirador da obra de Dan Flavin), onde o ecrã branco iridiscente fica emoldurado num tempo suspenso. Flavin diria das suas obras: “My icons bring limitated lightâ€. Permito-me não concordar com a afirmação do artista pois as suas obras impressionam-nos ainda hoje com o brilho de uma luz nuclear, deixando um rasto incandescente na nossa retina. … como o rumor da combustão de gaz. Ainda bem que esta luz ainda brilha na América protegida de hoje.
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