Links

EXPOSI脟脮ES ATUAIS


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.


Fotografia: Ant贸nio Jorge Silva / Casa da Cerca.

Outras exposi莽玫es actuais:

COLECTIVA

1潞 CICLO EXPOSITIVO 2026


Museu Arpad Szenes - Vieira da Silva, Lisboa
CATARINA REAL

SUSANA PILAR

NOT ALONE


Galleria Continua (Paris - Marais), Paris
FILIPA BOSSUET

JOS脡 MA脟脙S DE CARVALHO

21 MINUTES POUR UNE IMAGE


CAPC - C铆rculo de Artes Pl谩sticas - Sede, Coimbra
CONSTAN脟A BABO

WILFRID ALMENDRA

HARVEST


Galeria Municipal de Arte de Almada, Almada
CARLA CARBONE

RITA MAGALH脙ES

FACE A FACE 鈥 RITA MAGALH脙ES E A NATUREZA-MORTA NA COLE脟脙O DO MNSR


Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto
MARC LENOT

SUSANA ROCHA

LEAKING BODIES


Plato (Porto), Porto
SANDRA SILVA

ANDR脡 ROM脙O

INVERNO


Galeria Vera Cort锚s (Alvalade), Lisboa
MARIANA VARELA

PEDRO CASQUEIRO

DETOUR


MAAT, Lisboa
CARLA CARBONE

HUGO LEITE, ED FREITAS E THALES LUZ

EU SOU AQUELE QUE EST脕 LONGE


Espa莽o MIRA, Porto
LEONOR GUERREIRO QUEIROZ

ANNE IMHOF

FUN IST EIN STAHLBAD


Museu de Serralves - Museu de Arte Contempor芒nea, Porto
MAFALDA TEIXEIRA

ARQUIVO:


PEDRO BARATEIRO

O MEU CORPO, ESTE PAPEL, ESTE FOGO




CASA DA CERCA - CENTRO DE ARTE CONTEMPOR脗NEA
Rua da Cerca
2800-050 Almada

26 SET - 28 FEV 2021


 


Quando Merleau-Ponty falava da unidade das coisas, no espaço, referia-se a ela como se de um pequeno mistério se tratasse. O pensador perguntava, mais ou menos, o seguinte: “Como é que o sabor, o cheiro, a cor, o som das coisas, tão diferentes entre si, poderão ser entendidas como pertencendo única e exclusivamente a uma mesma coisa?"

E como é que se identificam as coisas segundo categorias, grupos ou padrões?

“As coisas do mundo”, como dizia Merleau-Ponty, “não são apenas objetos neutros, que se estendem à nossa frente, para serem contemplados. Cada um desses objetos simboliza ou desperta uma forma particular de acção, de reação perante os mesmos, que pode ser favorável ou desfavorável. (…) É por esse motivo que os gostos das pessoas, e as atitudes que tomam, em relação ao mundo, podem ser decifradas através dos objetos que escolhem”.

A nossa relação com as coisas não é exterior a elas: cada uma delas “fala com o nosso corpo e com o modo como vivemos”. Estão “impregnadas no modo como vivemos, com as nossas características”. sejam “hostis ou doces, e circundam-nos como símbolos de formas de vida que gostamos ou odiamos”. As coisas, e o “seu halo”.

As coisas e as observações mais profundas, as coisas que não se livram do olhar dos poetas. Porque os poetas têm a propriedade de ver além das propriedades observáveis. Eles penetram na sua essência, e fazem-nos ver o que elas falam. E o que nos oferecem, então, essas coisas?

Som, cor, forma, por vezes o odor.

A exposição de Pedro Barateiro, é uma oferenda aos vários sentidos.

As coisas não se apresentam somente através de um sentido, mas, tal como falava Sartre, (dando o exemplo do limão), através da cor, forma, textura, som. Despertam memórias, e situam os homens em ideias e representações.

 

Fotografia: António Jorge Silva / Casa da Cerca.

 

Encarnam significados porque precisamente despertam emoções e reações em nós, “nos nossos corpos”. Cada qualidade do objeto está relacionada com as outras qualidades sensoriais do mesmo objeto. Cada uma das qualidades do objeto reafirma as outras e reforça o seu todo.

E as coisas não aparecem, sem que estejam em relação umas com as outras. E com a própria memória. Os objetos evocam passados. Barateiro parece fazê-lo de forma exímia. Deambula pelos vários tempos da arte, e a sua História. É impossível não lembrar Flavin, e as suas esculturas em néon. O pensamento matemático, geométrico e, segundo Gablik, epistemológico do cubo. Torna-se, por isso, difícil não recordar os monumentos do minimalismo, invocando o mesmo Flavin, e a obra “Monument for V. Tatlin”, 1964.

 

Fotografia: António Jorge Silva / Casa da Cerca.

 

A exposição de Barateiro é um piscar de olhos, também, a outros géneros artísticos. Porque não evocar a Pop Art?, com os seus devaneios de massas, e com a generalização das mensagens escritas por SMS, a acentuar ainda mais a ausência do ser amado. O artista aqui toma partido exaustivamente do som familiar do toque do telemóvel.

Na exposição de Pedro Barateiro pode ver-se também o amor que dedica à Video Art, com um passeio no existencialismo humano – e que nos faz recuperar as deambulações de Bas Van Ader.

 

 

 



CARLA CARBONE