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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Peter Fischli & David Weiss, “The Right Wayâ€, 1983. 16mm film, 55 min. Copyright: Artistas


Peter Fischli & David Weiss, “Fashion Show†da série “Sausage Photographsâ€, 1979. Fotografia a cores. Cópia de exibição. 24 x 35 cm. Copyright: Artistas


Peter Fischli & David Weiss, “Mick Jagger and Brian Jones going home satisfied after composing 'I Can't Get No Satisfaction'†da série “Suddenly this Overviewâ€, 1981. Copyright: Artistas


Peter Fischli & David Weiss, “The Least Resistanceâ€, 1980-1. 16mm film, 30 min. Copyright: Artistas

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FISCHLI & WEISS

Flowers & Questions - A Retrospective




TATE MODERN
Bankside
London SE1 9TG

11 OUT - 14 JAN 2007


A dupla de artistas suiços Peter Fischli (Zurique, 1952) e David Weiss (Zurique, 1947), que descreve o seu trabalho como “Concertated Daydreamingâ€, apresenta agora “Flowers and Questionsâ€, uma exposição retrospectiva na Tate Modern comissariada por Vicente Todolí, que foi também o responsável pela sua exposição “O Mundo Visível†na Fundação de Serralves em 2001.

Fischli & Weiss, que trabalham em conjunto desde os anos 70, revelam nas suas obras um contínuo processo de descoberta do real através de pequenos elementos e de subtis pormenores que lhes permitem lançar um olhar fresco, quase ingénuo, sobre diversos temas, que vão das reflexões sobre a sociedade consumista (presentes em trabalhos como “The Way Things Goâ€, 1986-7; “The Sausage Photographsâ€, 1979) à pesquisa enciclopédica do real (“Flowers, Mushrooms†1997/8; “Fotografiasâ€, 2004/5; “Questionsâ€, 1980-2003) ou ao interesse pelo quotidiano anedótico e pelas micro-histórias (“Suddenly this Overviewâ€, 1981; “The Right Wayâ€, 1983).

“Flowers and Questions†apresenta-se mais como um percurso do que uma reflexão sobre a obra de Fischli & Weiss. Contudo é uma exposição inteligente e divertida que destaca o brilhante equilíbrio, desenvolvido pelos artistas ao longo dos seus 30 anos de carreira, entre atenção, reflexão, curiosidade, surpresa, ingenuidade e o lançar de um constante olhar infantil sobre o mundo sem que este caia no risco do patético ou do nostálgico naïf.

O início da exposição marca de forma muito evidente a influência do quotidiano e do banal na sua produção, seja a partir dos moldes em borracha preta de restos de raízes (“Big Rootâ€, 2005), tijolos ou outros, seja com as fotos “Flowers, Mushrooms, Airports†(1987-2006) ou com o projecto “Visible World†(1987-2000), um arquivo indiscriminado de 3000 fotografias tiradas pelos artistas durante as suas viagens.

O mundo, tal e qual como ele é, ganha um enorme potencial criativo nas mãos dos dois artistas suiços, de tal modo que a exposição termina com uma sala cheia de uma parafernália de aparentes objectos quotidianos que, vistos mais antentamente, são cópias perfeitas de caixas, restos de comida, de cigarros, instrumentos de trabalho, cadeiras, etc. em esferovite. Arquivo, humor e mimesis, parecem ser os eixos do seu trabalho.

O famoso vídeo “The Way Things Go†(1986-7), que utiliza uma semelhante colheita de objectos comuns, com os quais são generados uma série de mecanismos destrutivos em cadeia é apresentado juntamente com “Making things go†(1985/2006), filme que revela os ensaios e as tentativas frustradas que ficaram off the record das catástrofes encenadas. Parece haver um certo prazer em celebrar alegremente os paradoxos entre a realidade e a sua inexistência e o sucesso e o fracasso, sempre mergulhados na mais pura das trivialidades.

A gaia banalidade é igualmente festejada nas 80 pequenas esculturas em barro de “Suddenly this Overview†(1981/2006), que recriam vários momentos desconhecidos ou ignorados da história da humanidade, como “Herr and Frau Einstein shortly after the conception of their son, the genius Albertâ€, ou “Mick Jagger and Brian Jones going home satisfied after composing ‘I can’t get no satisfaction’â€, ou muitos pequenos momentos simultaneamente non sense e verosíveis da vida comum.

A exposição termina com os vídeos “The Rat and Bear†(1981 e 1982/3), em que os artistas, criam estes dois personagens e assim mascarados tentam impor uma estranha ordem ao mundo ao mesmo tempo que desenvolvem absurdas reflexões filosóficas que fazem a apologia da simplicidade da vida, uma celebração que, no fundo, percorre todo o seu trabalho e se assume como a linha unificadora de uma obra tão dispersa e heterogénea.



Filipa Ramos