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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Vista da instalação de Saloua Raouda Choucair, Tate Modern, 17 abril - 20 outubro 2013. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Foto: J. Fernandes, Tate Photography


Saloua Raouda Choucair, Les Peintres Celebres, 1948–1949. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Cortesia: Tate Modern


Vistas da instalação de Saloua Raouda Choucair, Tate Modern, 17 abril - 20 outubro 2013. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Foto: J. Fernandes, Tate Photography


Vistas da instalação de Saloua Raouda Choucair, Tate Modern, 17 abril - 20 outubro 2013. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Foto: J. Fernandes, Tate Photography


Saloua Raouda Choucair, Sculpture with One Thousand Pieces, 1966–1968. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Cortesia: Tate Modern


Saloua Raouda Choucair, Poem, 1963-5. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Cortesia: Tate Modern


Saloua Raouda Choucair, Infinite Structure, 1963-5. Tate. Purchased with funds provided by the Middle East North Africa Acquisitions Committee 2011. © SRC Foundation. Cortesia: Tate Modern


Vista da instalação de Saloua Raouda Choucair, Tate Modern, 17 abril - 20 outubro 2013. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Foto: J. Fernandes, Tate Photography


Saloua Raouda Choucair, Two=one, 1947-51.© Saloua Raouda Choucair Foundation. Cortesia: Tate Modern


Vistas da instalação de Saloua Raouda Choucair, Tate Modern, 17 abril - 20 outubro 2013. © Saloua Raouda Choucair Foundation. Foto: J. Fernandes, Tate Photography


Saloua Raouda Choucair, Intercircles, 1972–1974.© Saloua Raouda Choucair Foundation. Cortesia: Tate Modern

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ARQUIVO:


SALOUA RAOUDA CHOUCAIR

Saloua Raouda Choucair




TATE MODERN
Bankside
London SE1 9TG

17 ABR - 20 OUT 2013

Out of Lebanon: Saloua Raouda Choucair

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… Listen to this symphony with your eyes as you would listen to a concert with your ears
Georges Cyr, 1952




Passaram-se mais de seis décadas desde que Saloua Raouda Choucair, a artista pioneira da arte abstrata do Líbano, apresentou a que é considerada a primeira exposição abstrata no mundo árabe. No entanto, hoje é a primeira vez que a sua obra é exibida segundo uma visão retrospectare num museu de arte moderna no Ocidente, este é o caso da exposição Saloua Raouda Choucair na Tate Modern, que abriu em abril e estará patente até outubro de 2013.

O Líbano, provavelmente sempre fora um dos países Árabes mais liberais, onde o contacto e influências entre Ocidente e Oriente provocaram uma contaminação mútua. A maioria dos pioneiros libaneses da arte moderna, como Daoud Corn ou Yusuf Howayyek, viajaram para a Europa, para cidades como Londres, Paris ou Roma, onde estudaram e absorveram as tendências da altura. No entanto, é somente durante a segunda metade do século XX que se observa no Líbano um florescimento da participação de artistas mulheres na arena pública. Choucair, nascida em 1916, é uma das artistas mais inovadoras destas primeiras gerações de artistas que exploraram e experimentaram novas técnicas e materiais dentro na sua prática artística. Esta é uma artista cujo trabalho combina o abstracionismo ocidental com a estética islâmica, simultaneamente refletindo os seus interesses pela arte, poesia e arquitetura islâmica bem como, pela ciência e matemática.

A exposição patente na Tate Modern foca-se essencialmente nas suas pinturas iniciais de arte abstrata e na sua obra escultórica produzida entre os anos 50 e 80, compreendendo no total um conjunto de 124 obras, que revelam a qualidade e originalidade do seu trabalho como também a sua perseverança e firmes convenções sobre a arte e a vida.

Esta exposição começa com o seu intenso e estilizado auto-retracto Self-portrait (1943), do período em que esta estava sobre a tutela de dois grandes artistas libaneses, Mustafa Farroukh e Omar Onsi. Infelizmente, esta obra que merecia espaço para respirar num espaço expositivo com tanta informação, cor e formas, foi comprimida entre o texto de parede e as suas pinturas abstratas iniciais. Nesta sala podemos também encontrar os seus primeiros guaches, dos anos 40 e 50, que exprimem o seu interesse em formas modulares e geométricas. A maioria são estudos para tapeçarias ou pinturas a óleo de maior dimensão, como a obra exposta na segunda sala, Composition in Blue Module, que foi recentemente adquirida para a coleção da Tate. Certas pinturas são um claro reflexo das suas visitas ao Egito e a França. A primeira, em 1943, despertou a sua paixão pela arte islâmica; ao passo que a segunda deu-lhe uma visão do Modernismo na Europa, enquanto estudou em Paris na École des Beaux-Arts, estando em contacto com o pintor Fernand Léger e com o Atelier d’Art Abstrait. Exemplos destas influências são as três versões de Les peintres celebres, que se baseiam na obra Le Grand Déjeuner de Léger. Nestas, em vez de um retratar um harém com mulheres desnudadas a beberem chá, Choucair pinta segundo formas planas e cores fortes, mulheres com livros de arte. Talvez esta seja uma referência ao modo de como a arte, nesta altura, ofereceria uma oportunidade de liberdade e independência às mulheres no mundo árabe.

Enquanto em Paris, a artista participou em diversas exposições de arte, nomeadamente Salon des Réalités Nouvelles em 1950. Numa destas exposições, o embaixador do Líbano em França diz depreciativamente “O seu trabalho é curioso, Miss Raouda. Você nunca fez um trabalho Libanês para nós?” [1], um comentário que expressa claramente o quão ex-cêntrica esta artista era para o seu tempo, quando os artistas libaneses ainda faziam essencialmente arte figurativa. No final dos anos 50, após uma viagem de pesquisa aos Estados Unidos da América para aprender novas técnicas, a artista decide finalmente se estabelecer em Beirute onde progressivamente se começa a focar no seu trabalho de escultura.

As suas primeiras esculturas exploravam a trajetória da linha, e esta linha e curva acabaram por se tornar nos elementos base da sua linguagem visual, algo que utilizara por toda a sua carreira artística. Na Tate Modern podemos ver esculturas das séries Interforms, Poems or Duals, num diálogo com algumas das suas pinturas dos anos 50. Na segunda sala, destaca-se Sculpture with one thousand pieces (1966-8) da série Interforms, uma escultura constituída por milhares de quadriláteros de madeira que formam um puzzle particularmente complexo, evocando de algum modo estruturas arquitectónicas. As obras da série Poems são inspiradas pelo estilo de poesia Sufi, e compreendem módulos desiguais empilhados uns em cima dos outros. Enquanto que em Poems, os módulos funcionam em conjunto ou como peças isoladas, Duals, como já o nome sugere, apresenta um conjunto de dois objetos interligados que apenas fazem sentido quando combinados. Todas as suas obras são baseadas em regras derivadas da religião islâmica e do desenho geométrico, mas como Choucair afirma numa entrevista, ninguém estava à espera que ela utilizasse a engenharia [2].

Nos anos 60, Beirute era encarada como o centro cultural do mundo árabe, albergando diversas instituições e galerias, que investiam não só na arte local mas também exibiam artistas internacionais de renome. No entanto esta atmosfera eletrizante foi progressivamente desaparecendo com os eventos que precederam à guerra civil no Líbano que começara em 1975, impelindo a migração da massa crítica e de artistas para a Europa ou para os Estados Unidos da América. No entanto, Choucair permanece no Líbano, e testemunho disso é a obra Two=one (1947-51) que podemos ver na terceira sala, um trabalho que foi danificado por estilhaços de bomba durante a guerra civil libanesa, e que alberga tanto a memória deste período de conflito no Líbano, como as circunstâncias em que Choucair permanecera a trabalhar.

Choucair era uma artista muito racional e refletia pormenorizadamente sobre cada detalhe das suas obras, esta sua característica pode ser observada na forma como esta experimentava sobre o design dos seus protótipos em diversos materiais, como a pedra, madeira, barro ou a fibra de vidro, de modo a encontrar a melhor solução para o objeto final. A maioria dos seus protótipos são extremamente rigorosos, mostrando cada detalhe e disposição de todas as partes. Estas maquetes podem ser observadas dentro de uma grande vitrina embutida na parede na terceira sala, em que são exibidas juntamente com uma seleção de documentos, desenhos e objetos do quotidiano concebidos pela artista.

Por fim, numa sala cinzenta escura quadrangular e com uma iluminação precisa, sob plintos brancos são apresentadas algumas das suas esculturas experimentais em tensão centrífuga, feitas com acrílico, aço e fio de nylon. Estas esculturas dos anos 80 refletem a ambição de Choucair em incorporar o elemento da água e do movimento na sua prática artística. Durante os anos 80 e 90, Choucair começa a receber um crescente número de prémios e reconhecimento pela sua carreira no Líbano. Como resultado são-lhe encomendadas uma séria de projetos de arte pública, alguns dos quais ainda pertencem à paisagem urbana de Beirute, como as esculturas em Bachoura ou no parque público Gibran Khalil Gibra na zona de Zokak El Blatt [3]. Em 2011, Choucair teve a sua maior exposição retrospectiva intitulada Saloua Raouda Choucair: The Retrospective at the Beirut Art Center, no Líbano, contando com mais de trezentos trabalhos.

Saloua Rauoda Choucair, agora com 96 anos de idade, encontra-se entre os artistas vivos mais respeitados do Médio Oriente, e está a começar a ser reconhecida como uma figura importante da história global do Modernismo. Esta exposição no Tate Modern pode ser encarada como um importante marco no reconhecimento mundial do seu trabalho, tão merecido e ambicionado por Choucair. Esta foi uma jornada difícil e tumultuada para Choucair, pois “ela estava no lugar errado na hora errada (...) ela era uma mulher quando as artistas femininas eram raras, uma Druso, o que significava que ela estava condenada ao ostracismo por pessoas de outras religiões; e foi apanhada na violência que afligiu Beirute entre 1975-1990” [4], mas em última análise, e contra todas as probabilidades, ela superou as limitações impostas, por ser firme e por perseguir as suas próprias convicções, algo que ficará para sempre associado ao seu carácter.



NOTAS

[1] Holledge, Richard. Lebanon’s Lost Modernist, The Wall Street Journal, 2013.

[2] Vídeo documental: Saloua Raouda Choucair: From Beirut to Tate Modern, 2013.

[3] Solidere Annual Report 2010. Link: www.solidere.com

[4] Holledge, Richard. Lebanon’s Lost Modernist, The Wall Street Journal, 2013.


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SALOUA RAOUDA CHOUCAIR
TATE MODERN
17 April – 20 October / 2013


OUT OF LEBANON: SALOUA RAOUDA CHOUCAIR
By Inês Valle




… Listen to this symphony with your eyes as you would listen to a concert with your ears
Georges Cyr, 1952






It’s been more than six decades since Saloua Raouda Choucair, the pioneer abstract artist from Lebanon, presented what is considered the first abstract exhibition of the Arab world. Nevertheless, today is the first time that a major museum exhibition presents her work in the West. This is the case of the Tate Modern exhibition Saloua Raouda Choucair that opened its doors in April until closing on late October.

Lebanon has always been one of the most liberal Arab countries, where the contact and influences between West and East have contaminated both sides. Most of the Lebanese’s pioneers of modern art went to Europe, namely to London, Paris or Rome, where they attended art schools and learnt the new tendencies. Daoud Corn and Yusuf Howayyek are some of the examples. However it was only during the second half of the twentieth century that a flourishing of women in the art scene was observed in Lebanon. Choucair, born 1916, is one of the most vanguardist women artists of these first generations that explored and experimented new techniques and materials in their art practice. An artist whose work combines Western abstraction with Islamic aesthetics, it reflects simultaneously her interests for Islamic art, poetry, architecture, science and mathematics.

The exhibition at Tate Modern features particularly Choucair’ sculpture works from the 1950s to the 1980s, and her early abstract paintings, comprising in a total of 124 artworks, express the quality and originality of her work as well as her perseverance and convictions in art and in life.

This exhibition starts with her intense stylized Self-portrait, from the period when she was under tutelage of two leading Lebanese artists, Mustafa Farroukh and Omar Onsi. Unfortunately, this artwork that deserves space to breath within so many information, color and shapes, is compressed in a corner between the wall text and her early abstract paintings. Herein this room we also encounter some of her early gouache paintings (from the 40’s and the 50’s) that expressly show her interest in modular and geometric forms. Most of them are studies for textile pieces or bigger oil paintings, like the one from the recent acquisitions for the Tate Collection, the Composition in Blue Module, to be seen in the second room. Some of the other early paintings shown are a clear reflex of her visits to Egypt and France. The first was in 1943 and sparked her passion for Islamic art, while the later gave her an insight into the Modernism in Europe, when she stayed in Paris studying at the École des Beaux-Arts and was in contact with the painter Fernand Léger and with the Atelier d’Art Abstrait. Examples of these influences are the three versions of Les peintres celebres, which seem to be based on Léger´s Le Grand Déjeuner, but instead of a harem of naked women having tea, Choucair painted through flat shapes and bold colors women with art books. Perhaps this is a reference to the way Art, in this period, could offer a chance for freedom and independence to women in the Arab world.

While Choucair was in Paris, she participated in various art exhibitions, namely in the Salon des Réalités Nouvelles in 1950. In one of these exhibitions the Lebanese ambassador to France said disparagingly: “Your work is curious, Miss Raouda. Have you not done any Lebanese work for us?” [1], a comment that expresses clearly how eccentric Choucair was for her time, when Lebanese artists were mainly doing figurative art. In the late 50´s, after a research travel to the United States of America to learn new techniques, she finally decided to settle in Beirut and started to focus progressively on her sculpture works.

Her first sculptures explore the trajectory of the line, and this line and curve thus become the basic elements of her visual language, which she would use throughout all her career. At Tate Modern we can see some of her sculptures’ series like Interforms, Poems or Duals in dialogue with some of her paintings from the 50’s. On the second room, from the Interforms series outstands the Sculpture with one thousand pieces (1966-8), a sculpture formed by thousands of quadrilateral wooden pieces which sculpts a highly complex conundrum, evoking in some way architectonical structures. Poems was inspired by the stanza style of Sufi poetry, and comprise different individual modules stacked on the top of each other. While in Poems, the pieces can be presented either assembled or isolated, Duals, as the name suggests, presents series each formed by two interlocking objects that only make sense while together. All her artworks are grounded on rules that derived from the Islamic religion and geometric design, but as Choucair stated in an interview, nobody was expecting that she would use engineering [2].

In the 60´s, Beirut was seen as the cultural centre of the Arab world, teeming various institutions and galleries that were not only investing in the local art scene but also displaying internationally renowned artists. Nonetheless this electrifying cultural atmosphere progressively disappeared with the events that preceded the Lebanon war that started in 1975, impelling the migration of the critical mass and artists to Europe or the United States of America. Nevertheless Choucair remained in Lebanon, and in the third room we can see the Two=one (1947-51), an artwork that was damaged by bomb shrapnel during the Lebanese civil war, bearing the memory of this conflicting period in Lebanon as well the circumstances in which Choucair remained working.

Choucair was a very rational artist and every detail was reflected upon, and this can be observed in the way she repeatedly experimented her prototypes designs in different kind of materials, as stone, wood, metal, clay or fiberglass, in order to find the best solution to the final object. Most of her prototypes are also very meticulous, showing every detail and disposition of the parts. These maquettes can be seen in the third room, displayed in an embedded store window, alongside a selection of documents, drawings, and daily basis objects made by the artist.

Finally, in a square dark grey room with a precise illumination, and presented in a white plinth are some of her experimental sculptures with centrifugal tension made with Plexiglas, steel and nylon thread. These sculptures from the 1970´s reflect Choucair’s ambitious to incorporate the element of water and movement into her practice. During the 1980´s and 1990´s Choucair started to receive an increasing recognition and awards for her artistic practice in Lebanon. As a result she was asked to do some commissioned public projects, and some of them still remain part of Beirut’s landscape, as the sculptures at Bachoura or in the Gibran Khalil Gibran public garden at Zokak El Blatt area [3]. In 2011 she had a major retrospective exhibition titled Saloua Raouda Choucair: The Retrospective at the Beirut Art Centre, in Lebanon, with more than three hundred artworks.

Saloua Rauoda Choucair now 96 years old is one of the most respected living artists from the Middle East and is now becoming accepted as a significant figure in the history of global modernism. This exhibition at the Tate Modern can be seen as an important milestone of the worldwide recognition of her work, so much deserved and ambitioned by Choucair. This was a hard and tumultuous journey; as “she was in the wrong place at the wrong time, (…) she was a woman when female artists were rare; a Druze, which meant she was ostracized by those of other faiths; and she was caught up in the violence that beset Beirut between 1975-90” [4], but ultimately and against all odds she surpassed the imposed limitations, by being firm and following her own convictions, something that will always be associated with her character.



FOOTNOTES

[1] Holledge, Richard. Lebanon’s Lost Modernist, The Wall Street Journal, 2013.

[2] Vídeo documental: Saloua Raouda Choucair: From Beirut to Tate Modern, 2013.

[3] Solidere Annual Report 2010. Link: www.solidere.com

[4] Holledge, Richard. Lebanon’s Lost Modernist, The Wall Street Journal, 2013.




Inês Valle