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ENTREVISTA



ISABELLE FERREIRA


Esta entrevista começou antes de ter começado, sem que ninguém o soubesse. Teve início há pouco mais de um ano, quando, numa viagem a Paris, surgiu a oportunidade de visitar o atelier de Isabelle Ferreira (França, 1972), num momento em que a artista trabalhava intensamente na preparação de Notre Feu, exposição que viria a motivar esta conversa e que hoje se encontra patente no MAAT. Até então, o seu trabalho era-me pouco familiar. Entrar no atelier foi, por isso, um gesto inaugural: a descoberta de um universo simultaneamente rigoroso e sensível, onde matéria, gesto, imagem e memória se entrelaçam de forma quase orgânica.
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O ESTADO DA ARTE



ISABEL STEIN


10ª EDIÇÃO DO PHOTOBRUSSELS FESTIVAL
Criado em 2016, o PhotoBrussels Festival afirma-se como uma plataforma dedicada à fotografia contemporânea, reunindo artistas e instituições em Bruxelas durante um mês. Integrado no European Month of Photography (EMOP), o festival reivindica para a cidade um lugar central no circuito europeu de fotografia, atraindo tanto um público local, quanto visitantes internacionais. Com cinquenta e duas exposições distribuídas por museus, galerias, centros de arte e locais públicos, o programa agrega mais de uma centena de fotógrafos nacionais e internacionais. No décimo aniversário, a programação do PhotoBrussels inclui um fim de semana de lançamento do evento com vernissages e uma série de atividades paralelas, como conversas com curadores ou artistas e visitas guiadas.
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PERSPETIVA ATUAL

MARIANA VARELA


NUNO CERA: CÉREBROS, DISTANTES
Apresentado na Fundação Champalimaud e em exposição no Museu do Neo-Realismo, o filme de Nuno Cera, cérebros, distantes (distant—brains) apresenta por meio de uma produção áudio-visual de expressivo carácter estético um conjunto de questões que atravessam o campo da tecnologia e do futuro, do natural e do robótico, do passado e do presente. O artista constrói, entre o documental e o experimental, um filme que olha para os desenvolvimentos mais recentes da automação robótica, tendo nas fábricas de automóveis e nos institutos de medicina o que poderíamos chamar de principais protagonistas.
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OPINIÃO

INÊS FERREIRA-NORMAN


NO PRINCÃPIO DO MUNDO DISSE A OVELHA. E O FIO DE LÃ SE TORNOU PASTOR, ARTISTA E RESISTÊNCIA
O tempo das fábulas em si, era um tempo onde o animismo era uma realidade. O tempo em que os animais falavam. Será que eles ainda falam, e nós é que já não ouvimos? Na montanha ainda há alguns rebanhos. Onde vivo ouço o balir, o mugir, o berrar, o ladrar, o miar, o chilrar, o zumbir, o assobiar e o cantar cristalinamente (o embalar da água também). Viver no campo, no campo profundo, apresenta uma vivência com os animais que desperta a essência animalesca em nós próprios. Uma ecologia auditiva que nos sintoniza com a brutalidade da vida e da morte, e nos dá um sentido de pertença a um sítio, que é quase um pré-requisito para conseguirmos compreender a paisagem de forma íntima.
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ARQUITETURA E DESIGN

JOÃO ALMEIDA E SILVA


MODERNIDADE TRANQUILA. JOSÉ CARLOS LOUREIRO E A ÉTICA DA PERMANÊNCIA
O arquitecto José Carlos Loureiro (1925–2022) completaria 100 anos em Dezembro de 2025. Mais do que um exercício comemorativo, o seu centenário constitui uma ocasião para reavaliar criticamente uma obra cuja amplitude, consistência e discreta força transformadora moldaram de forma decisiva a arquitectura portuguesa da segunda metade do século XX. Num momento em que o discurso arquitectónico tende a privilegiar a visibilidade imediata e a excepcionalidade formal, revisitar Loureiro permite recentrar o debate na permanência, na adequação e na responsabilidade disciplinar.
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ARTES PERFORMATIVAS

EUNICE GONÇALVES DUARTE E BENILDE COSTA


O PRIVILÉGIO DE ESCOLHER NÃO VER: A SINGULARIDADE DO OLHAR
O livro Teoria das Cores expõe o desejo de Goethe em compreender o fenómeno da luz e a manifestação das cores. Nesta obra – composta por três volumes: a Didática, a Polémica e a Histórica –, Goethe questiona o modelo científico de Newton e propõe uma abordagem de estudo e compreensão do fenómeno que privilegie a experiência e a perceção. A manifestação da cor em Goethe depende da quantidade de luz derramada sobre uma superfície, do posicionamento do observador e da sua "intuição primeira".
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:: Fernanda Fragateiro doa obra Não Ver #02 ao Museu do Caramulo

:: Conhecidos os cinco finalistas do Salavisa European Dance Award

:: Museu Nacional Soares dos Reis acolhe ciclo de exposições com obras do Museu Nacional de Arte Antiga



PREVIEW

Ciclo de Cinema Movie Experiments, Los Angeles, Curadoria de Andy Rector | 25 de Fevereiro a 1 de Abril, Pavilhão Julião Sarmento, Lisboa


Ciclo que reúne cinema, conversa e investigação em torno de Los Angeles como dispositivo cinematográfico. Uma proposta ao longo de 6 semanas em formato de cineclube.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

RITA MAGALHÃES

FACE A FACE – RITA MAGALHÃES E A NATUREZA-MORTA NA COLEÇÃO DO MNSR


Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto

Sejamos francos! Não nos sentimos frequentemente, ou quase sempre, um pouco aborrecidos perante naturezas-mortas? Podemos admirar a beleza, a riqueza, a abundância, as formas, as cores. Podemos ser seduzidos por efeitos de trompe-l'oeil, de analogias, de evocações ou por reflexos e jogos de luz. Elogiaremos o talento do pintor, a sua habilidade em representar a luz, as texturas. Perante uma natureza-morta, é suposto meditar sobre a riqueza, sobre o poder, sobre a passagem do tempo, sobre a fugacidade dos prazeres, sobre a morte muitas vezes face às vaidades. Mas admitamos, muitas vezes é um pouco aborrecido.
LER MAIS MARC LENOT

SUSANA ROCHA

LEAKING BODIES


Plato (Porto), Porto
Nos alicerces discursivos que ajudaram a formatar a exposição “Leaking Bodiesâ€, a artista Susana Rocha reflete sobre o princípio desse corpo expandido legitimado, pela aceleração tecnocientífica, como corpo-máquina asséptico e otimizado, e que é exposto a uma “anestesia†afetiva e ausência de “excreção emocionalâ€. Nessa fenda que se abre, o prazer desloca-se do toque para o clique, e do vivido para o imaginado.
LER MAIS SANDRA SILVA

ANDRÉ ROMÃO

INVERNO


Galeria Vera Cortês (Alvalade), Lisboa
André Romão é um belo exemplo de um trabalho ao mesmo tempo romântico e simbolista, metafórico e escultórico, contemporâneo e atemporal, trazendo à vida Inverno, na Galeria Vera Cortês: uma enluarada exposição, introspectiva e minimalista que apresenta um conjunto de 8 peças de elevada carga poética, iluminadas por lâmpadas que ao mesmo tempo iluminam e concedem sombra aos objetos.
LER MAIS MARIANA VARELA

PEDRO CASQUEIRO

DETOUR


MAAT, Lisboa
O mais fascinante, na obra de Pedro Casqueiro, é a renúncia: à historicidade, à obrigatoriedade de um sentido, à linearidade cronológica, e manifestação evolutiva da obra do artista. Nas diferentes obras, presentes na exposição antológica Detour, que agora decorre no MAAT, de cerca de 80 pinturas, Casqueiro permite-nos, na sua pintura, o reconhecimento de vários recuos, avanços, regressos, antinomias, circularidades, confrontos e ligações.
LER MAIS CARLA CARBONE

HUGO LEITE, ED FREITAS E THALES LUZ

EU SOU AQUELE QUE ESTÃ LONGE


Espaço MIRA, Porto
Ao entrarmos no Espaço Mira, a luz branca dos dias cinzentos característicos do Porto desaparece, dando lugar à luz baixa e quente da sala de exposição. Dá-se assim, o início à exposição coletiva “Eu sou aquele que está longeâ€, com curadoria de Susana Chiocca. As afinidades formais e conceptuais dos três artistas - Hugo Leite, Ed Freitas e Thales Luz - sobretudo pela centralidade do corpo e ligados à dança, performance e teatro, constroem um campo de relações que atravessa toda a exposição e se estende à obra artística da própria curadora.
LER MAIS LEONOR GUERREIRO QUEIROZ

ANNE IMHOF

FUN IST EIN STAHLBAD


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Ambiciosa a vários níveis, a primeira mostra individual da artista germânica em Portugal, em exibição no Museu de Serralves, afirma-se nas palavras da curadora Inês Grosso: como uma espécie de manifesto depurado da artista, uma síntese de vários temas que atravessam o seu trabalho nos últimos anos. Em causa, ao longo da exposição, encontra-se a ideia de liberdade na época contemporânea, tema fundamental na prática artística de Imhof (1978), com particular incidência sobre a liberdade dos corpos e o modo como ideias de divertimento e lazer têm vindo a reproduzir lógicas de trabalho que contribuem para nos disciplinar e silenciar.
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COLECTIVA

SOPRO LUMINAR


Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu
A luz é a possibilidade única de percepção e experiência visual do mundo. A luz é direcional, isola, realça e guia o olhar. Na esfera da arte, foi sempre um elemento central. Desvela figuras, paisagens e narrativas, mas também sentidos e emoções. Se nos frescos e mosaicos antigos, a luz era sobretudo simbólica, caso da luz divina e eterna, desde o Renascimento que foi compreendida e estudada enquanto fenómeno científico e ótico. Mas a luz ganhou uma renovada importância com o surgimento da fotografia, técnica dela integralmente dependente.
LER MAIS CONSTANÇA BABO