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ENTREVISTA



MASBEDO


MASBEDO são uma dupla de artistas italiana, e trabalham juntos desde 1999. Iacopo Bedogni (1970) e Nicolò Massazza (1973) estiveram em Portugal por ocasião da 19ª Festa do Cinema Italiano. Abriram a exposição ‘Teorema da Falta’ no dia 10 de abril e estrearam o seu filme de 2024 em Portugal, ARSA, inseridos na programação do festival na categoria ‘Altre Visioni’. Nesta conversa também participou Federico Rudari, que fez a curadoria da exposição a par de Orsola Vannocci Bonsi. A exposição está patente na sala do primeiro andar da SNBA e conta com duas obras.
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O ESTADO DA ARTE



CLÃUDIA HANDEM


LIÇÃO DE ANATOMIA DE VIEIRA DA SILVA
Vieira da Silva não gostava de explicar a sua pintura, não o sabia como, achava-se “inútil e completamente estúpida†fora dela. Este sentimento de inaptidão aliava-se, paradoxalmente, ao desejo (e não à resolução) de abarcar tudo o que lhe era exterior, de ir a toda a parte, de assimilar toda a realidade. Não queria excluir nada do seu espanto nem do seu terror, não queria deixar escapar “nem a ligeireza dos pássaros, nem o peso das pedras, nem o brilho dos metais†nos seus quadros. Esta ambição desmesurada, rente a uma angústia que poderia tornar-se castradora da criação, fez de Maria Helena uma das grandes pintoras do século XX.
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PERSPETIVA ATUAL

JAMES MAYOR


ANOZERO’26 - BIENAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE COIMBRA
A Anozero’26 é um projeto ambicioso que foi concretizado com um orçamento modesto de 800 000 €, contando com uma plataforma internacional composta por três curadores e 53 artistas, arquitectos e colectivos. Carlos Antunes, director do CAPC e director fundador da Anozero, refere-se à bienal como uma forma de criar condições para que os visitantes se sintam mais à vontade com a sua diferença em relação ao “outroâ€. Através do intercâmbio com outros países, as ideias vão-se difundindo, gerando curiosidade e construindo confiança. Daniel Madeira, representante da Universidade de Coimbra na equipa curatorial da Anozero, comenta: “por ser tão antiga, a cidade precisa de olhar para o futuro".
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OPINIÃO

CRISTINA FILIPE


DARK SIDE OF IMAGINATION. JEWELLERY BY KADRI MÄLK
Tenho adiado escrever sobre esta exposição por ela parecer dispensar palavras que a interpretem. Precisei de esperar pelo seu encerramento — ontem, dia 5 de abril, domingo de Páscoa — para finalmente iniciar esta reflexão que, mais do que uma interpretação, pretende ser uma descrição: uma tentativa de fixar uma exposição que se quer irredutível. É uma estranha sensação imaginar que uma constelação tão imaculada de joias, desenhos, fotografias, design expositivo, som e filme tenha um fim. É como assistir à segunda morte de Kadri Mälk — como perdê-la duas vezes: primeiro, no dia 1 de janeiro de 2023, simbolicamente no dia de Ano Novo; agora, no dia seguinte à Ressurreição.
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ARQUITETURA E DESIGN

JOÃO ALMEIDA E SILVA


NÃO Hà MONUMENTO SEM ARQUIVO: LUCIO COSTA PARA ALÉM DE BRASÃLIA
Há uma distância difícil de vencer entre uma folha de arquivo e uma capital. Expor o arquivo de Lucio Costa é confrontar essa distância: a intimidade do documento perante a dimensão monumental de Brasília. De um lado, desenhos, fotografias, poemas, recortes de jornais, pequenos recados, filmes, trabalhos escolares e correspondência; do outro, a imagem histórica de um arquitecto-urbanista fixada no gesto fundador da então nova capital brasileira. A exposição Lucio Costa Arquivo, nascida do acervo pessoal entregue pela família à Casa da Arquitectura em 2021, parte precisamente desse intervalo. Não procura resolvê-lo; faz dele o seu argumento.
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ARTES PERFORMATIVAS

LEONEL VENTORIM


O TEATRO DO ACONTECIMENTO TOTAL
Comecemos não com uma didascália mas com uma redundância, pelo princípio. “E no princípio era o verboâ€, Logos, o que dizer sobre Shakespeare em 2026 quando practicamente já tudo foi dito sobre o mesmo e o seu trabalho? Rei Lear é um excelente exemplo. É possível dissociar este texto teatral dos jogos de poder, política e natureza humana? E assim dessa maneira não escrever o mesmo que todos? Não, é impossível. A primeira, decididamente, a segunda, provavelmente. Decididamente porque vivemos tempos em que os valores morais se arrastam pelas ruas da amargura e em que a opinião substituiu o facto, o ruído substituiu o diálogo, o fanatismo substituiu a crítica. Rei Lear é sobre vaidade, intriga, ganância e traição.
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:: 2º momento da exposição Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP inaugura no MAAT



PREVIEW

Exposição quarenta dias sem deus, de Inez Teixeira | Inauguração 29 de maio, às 18h30, SNBA


Especificamente concebida para o Salão da Sociedade Nacional de Belas Artes, a exposição “quarenta dias sem deus†reúne um amplo conjunto de obras, maioritariamente inéditas, que descrevem um arco temporal compreendido entre 2018 e 2026.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

TIAGO BAPTISTA

UMA VOZ NA PEDRA


Clube de Desenho, Porto

Ao longo das várias paredes acinzentadas do Clube de Desenho, no Porto, vão surgindo pequenos quadros que intercalam manchas de cor vibrantes e desenhos misteriosos de um mundo não totalmente conhecido. São as obras de Tiago Baptista, reunidas no conjunto intitulado “Uma Voz na Pedraâ€. Percebemos essa fusão da realidade com a imaginação através da exploração de mundos oníricos inventados pelo próprio artista.
LER MAIS LEONOR GUERREIRO QUEIROZ

ROSA BARBA

DESENHAR VOCABULÃRIOS


CAM - Centro de Arte Moderna, Lisboa
Barba trabalha, sobretudo, a relação imbricada do cinema, a escultura e a arquitetura, reinventando a forma cinética em experimentações de cinema expandido. Suas exibições caracterizam-se por uma abertura da maquinaria fílmica para torná-la um artefacto ao mesmo tempo escultural e arquitetónico: Barba revela e modifica o funcionamento da máquina projetiva; experimenta e reorganiza suas peças; e põe-nas a trabalhar sinfonicamente com o espaço.
LER MAIS MARIANA VARELA

CATHERINE OPIE

TO BE SEEN


National Portrait Gallery, Londres
Reconhecida, sobretudo, pela forma como retrata e apresenta diferentes identidades, comunidades e estruturas de poder, Opie é a autora de uma vasta e impressionante obra. Nos últimos 35 anos, tem-se dedicado sobretudo à fotografia de retrato em diversos contextos e sob diferentes formatos, apresentando, sempre, uma estética cuidada, recorrentemente inspirada em movimentos artísticos da pintura clássica e visualidades próprias do tradicional estúdio de fotografia.
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COLECTIVA

UM SILABÃRIO POR RECONSTRUIR IV


Culturgest (Porto), Porto
Submetida a uma temática especifica, José Maçãs de Carvalho elegeu como mote de Um Silabário por Reconstruir considerar a obra de arte visual por analogia à obra literária, numa relação entre a palavra e a imagem – o dizível e o visível – apresentando como leitmotiv a existência de um potencial narrativo em todas as obras. A partir dos universos artístico e literário – incluindo elementos paratextuais – observamos a diversidade de peças que compõem a exposição que entre pintura, desenho, bordado, escultura, vídeo e instalação, sugerem uma leitura narrativa.
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CRISTINA ROBALO

ANTES DE SUBIR À TONA


Fundação Carmona e Costa, Lisboa
Um exercício de distinção, sem perder de vista o fundo, é o que nos propõe a exposição antes de subir à tona, de Cristina Robalo. Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, a exposição ocupa o espaço de arte contemporânea da Fundação Carmona e Costa com obras em formatos e técnicas distintas que, mesmo assim ou por isso mesmo, constituem uma coerente exploração da ideia de desenho e da condição de um "indistinto distintoâ€.
LER MAIS LIZ VAHIA

COLECTIVA

SOUND FIELD


3 + 1 Arte Contemporânea, Lisboa
Quando nos posicionamos sobre uma obra de arte sonora, importa debruçarmo-nos sobre as questões de ordem sistémica da arte, bem como o seu domínio relacional. A arte sonora compreende, como disciplina artística, uma componente multissensorial e interdisciplinar. Com a preocupação na experiência do ouvinte, sobretudo no intento de desafiar a novas escutas e descobertas, articula tecnologia, instalação, escultura, artes visuais, música experimental, composições sónicas abstractas.
LER MAIS CARLA CARBONE

SILVESTRE PESTANA

COLAPSO


Galeria Municipal do Porto, Porto
A combinação infinita das palavras selecionadas pelo artista lembra a atual partilha facilitada de informação e a constante luta de uma verdade no meio de tantos significados. Regressando à poesia concreta e à arte experimental, a poesia de Silvestre Pestana é intemporal e propõe a reformulação de um poema num ato sensorial e visual. Deste modo, o artista oferece-nos um espaço para refletir no poder das tecnologias enquanto força para criar e destruir. Pode-se entender que é da responsabilidade humana identificar quando estes momentos de rutura aprisionam e desencadeiam consequências irreversíveis.
LER MAIS ANA CAROLINA ESTEVES