ARTES PERFORMATIVAS
JOANA PATRÃO E TIAGO MADALENO - GLOSSOLALIA
CLÁUDIA HANDEM
2026-02-26

Vista de Glossolalia, de Joana Patrão e Tiago Madaleno. © Miguel De.
Entrar em Glossolalia é entrar num circuito (rodoviário) não sinalizado que propõe uma “travessia imaginária” de um casal que, na impossibilidade de viver junto numa casa, decide procurar esse lugar de partilha nas suas viagens de carro. Assim é a premissa ficcional de uma envolvente instalação de vídeo e som criada por Joana Patrão e Tiago Madaleno, naquela que é a sua primeira exposição conjunta, apresentada na Escola das Artes, no Porto, a convite de Nuno Crespo. O duo recorre ao universo do cinema e dos road movies para perseguir a ideia de um amor em duração que parte do Dois e da escolha em habitá-lo num mesmo tempo e espaço. É nas propriedades (a-)linguísticas, (i)materiais e simbólicas dos diferentes meios em que trabalham que irão apresentar uma narrativa cedente aos sentidos, conciliando as suas práticas artísticas individuais num ato de amor conjunto, em permanente trânsito (não consigo evitar essa imagem romântica de se fazerem literalmente à estrada, juntos. Madaleno e Patrão são um casal).

Vista de Glossolalia, de Joana Patrão e Tiago Madaleno. © Miguel De.
A imagem da estrada constitui a solução formal para pensar o dispositivo da instalação: o road-movie que iremos assistir projeta-se numa linha intermitente pintada ao longo das paredes da sala expositiva. A estrada, sobredimensionada pela espessura grossa do tracejado e rebatida para o plano vertical (o da parede), estimula desde logo uma relação corporal distinta daquela a que se está geralmente habituado. A perspectiva e a noção de distância diluem-se, uma pista sobre o que se irá ver: as imagens são rodadas maioritariamente a partir do interior do veículo pessoal e surgem em reação aos seus limites e constrangimentos, seja filmando o seu interior e o que está próximo (os corpos, os espelhos, o volante), como aquilo que o extravasa na busca de imagens de evasão e escape (a paisagem natural, as janelas, os reflexos). O travelling faz-se assim de fragmentos atentos, em planos (muito) aproximados que tornam abstrato o que antes reconheceríamos como concreto e inteiro; animados pela velocidade e movimento do carro; deformados pelas superfícies reflectoras e fontes de luz; Para serem ajustados ao formato das linhas da estrada, os vídeos foram ainda cortados, obrigando a uma maior redução da informação visual e diluição das suas fronteiras espaciais. Esta subjacente contradição entre o formato panorâmico do frame - que reporta à máxima amplitude da paisagem -, e o seu conteúdo restrito - que deseja o máximo detalhe e aproximação aos objetos - é evocadora (e provocadora) de uma paisagem emocional que oscila entre estados, a que o observador só tem acesso por pequenos vislumbres, como um voyeur.




Glossolalia, Stills. © Joana Patrão e Tiago Madaleno.
A visualização dos vídeos em simultâneo, com ritmos diferentes e projetados em três canais, obrigam o olho a mover-se constantemente e a estar atento: a visão alterna entre o periférico e o focal, às vezes saltitante, por vezes arrastada, em redor da sala. Um pouco à semelhança de quem conduz. A sua composição é ainda mais misteriosa pela edição do som diegético que preenche todo o espaço, inteiramente captado nas viagens de automóvel - conversas, sons da rádio e do exterior, músicas de CDs. O material sonoro é manipulado e distorcido para criar uma banda sonora experimental, sombria (até mesmo gótica em alguns momentos), onde conseguimos dar nome a apenas alguns sons: um tic-tac de relógio, um coração a bater, uma voz que canta “This time will/still/steals/heals”?
A relação entre o que se vê e ouve, o que imaginamos estar fora e dentro, e o meio tecnológico que permite a mediação desse “algo que uma imagem não pode mostrar, mas deseja” [1], encontrará no Tiago e na Joana o anseio recíproco de se traduzirem e encontrarem um ao outro através de vias secundárias - as da traiçoeira linguagem -, uma vez que a da proximidade física já é adquirida pelo espaço confinado do carro. Do casal pouco ou nada se vê além das mãos, braços, alguma pele e detalhes de roupa. Descobrimos que o elo se fortalece pelo motor dos sentimentos - o do fogo. Quando próximo, queima. Quando afastado, ilumina.

Vista de Glossolalia, de Joana Patrão e Tiago Madaleno. © Joana Patrão
Uma vela dupla aparece assim como símbolo do casal amoroso no vídeo projetado na quarta parede da sala: a linha da estrada é interrompida por uma mancha que faz de tela para uma animação com texto, que vai descrevendo um sonho partilhado pelo casal (envolve um carro num pântano que se move na vertical). Ele vai sendo enquadrado por diferentes configurações da vela e intervalado por uma imagem de glitch digital que surge da tentativa falhada em visualizar o material videográfico num dos computadores dos artistas durante o processo de trabalho. Colocada em sequência, uma imagem aquosa surgiu - como uma “poça de óleo (...) de onde sorriam todas as cores” [2] - relacionando-se com o pântano sonhado e servindo de figuração da falha comunicativa entre elementos que não se reconhecem quando se encontram. O texto não serve de legenda aos vídeos da estrada projetados nas outras paredes, sendo geradora de imagens independentes que podem ou não coincidir com a dos vídeos, uma vez que a duração de ambos não é sincronizada.

Vista de Glossolalia, de Joana Patrão e Tiago Madaleno. © Miguel De.
Glossolalia representa assim um espaço alternativo de comunicação entre um par: um fenómeno pré-linguístico de origem fonética, que pode constituir um momento de encontro divino para quem o experiencia mas incompreensível para quem o assiste. O espectador desta exposição sente-se um pouco assim: na presença de uma dimensão outra, confuso devido à desconexão dos vários estímulos, e à falta de controlo perceptivo de uma obra encapsulante que funciona em 360º, transitando entre a recepção do estímulo e a sua estruturação lógica - o espaço de formação de uma linguagem em potência. O espaço do subconsciente da glossolalia.
Como em qualquer viagem, espera-se o fim da estrada. Madaleno e Patrão estendem-na para que nunca acabe: prolonga-se nas reticências das frases, nas intermitências da linha da estrada, na fuga da paisagem pela janela do carro, na vela que nunca se consome. A espera de um clímax e de um eventual desfecho é irrelevante porque ela é duração. Infinita.
Percorre-se a sala como se fossemos o veículo que galga a distância dos estímulos e o som, a dada altura, intensifica-se: faz antever a consequência da velocidade. A instalação em loop negoceia a rodagem da expectativa que, se não é a da morte, pelo menos é a da (sobre)vivência de um amor em êxtase.
Cláudia Handem
(n. 1992, Murtosa) Licenciada e mestre em Arquitetura pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e licenciada em Artes Plásticas - Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Articula a atividade laboral na área da arquitetura e design de interiores, com a prática artística no campo do desenho e da pintura. Escreve, de forma independente, sobre exposições de arte.
:::
Notas
[1] Frase do texto de Glossolalia na “Projeção de vídeo sobre parede pintada”, 2026.
[2] Frase do texto de Glossolalia na “Projeção de vídeo sobre parede pintada”, 2026.
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Joana Patrão e Tiago Madaleno - Glossolalia
Escola das Artes - Universidade Católica Portuguesa
Rua Diogo Botelho 1327
4169-005 Porto
15 de Janeiro a 21 de Fevereiro
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