Links

OPINIÃO


Vista da exposição Eles falam em Arco-Íris, 2023, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. © Jorge das Neves / cortesia CAPC


Vista da exposição Eles falam em Arco-Íris, 2023, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. © Jorge das Neves / cortesia CAPC


Landscape in Repair I, Gabriela Albergaria. © Inês Ferreira-Norman


Landscape in Repair 14, Gabriela Albergaria. © Inês Ferreira-Norman


Detalhe de Landscape in Repair #14, Gabriela Albergaria. © Inês Ferreira-Norman


Detalhe de Landscape in Repair, Gabriela Albergaria. © Inês Ferreira-Norman


Léxico Lítico, Marcelo Moscheta. © Inês Ferreira-Norman


Vista da exposição Eles falam em Arco-Íris, 2023, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. © Jorge das Neves / cortesia CAPC


Detalhe de Textile Remediation 1, Gabriela Albergaria. © Inês Ferreira-Norman


Vista da exposição Eles falam em Arco-Íris, 2023, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. © Jorge das Neves / cortesia CAPC


Vista da exposição Eles falam em Arco-Íris, 2023, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra. © Jorge das Neves / cortesia CAPC


Tradescantia pallida purpurea V, Margarida Lagarto. © Inês Ferreira-Norman


Detalhe de Tradescantia pallida purpurea V, Margarida Lagarto. © Inês Ferreira-Norman


Tradescantia pallida purpurea I, Margarida Lagarto. © Inês Ferreira-Norman


Detalhe de Tradescantia pallida purpurea I, Margarida Lagarto. © Inês Ferreira-Norman


Enterro Vital, Inês Ferreira-Norman. © Jenny Wenhammar


Enterro Vital, Inês Ferreira-Norman. © Jenny Wenhammar

Outros artigos:

FREDERICO VICENTE

2024-05-28
MARINA TABASSUM: MODOS E MEIOS PARA UMA PRÁTICA CONSEQUENTE

PEDRO CABRAL SANTO

2024-04-20
NO TIME TO DIE

MARC LENOT

2024-03-17
WE TEACH LIFE, SIR.

LIZ VAHIA

2024-01-23
À ESPERA DE SER ALGUMA COISA

CONSTANÇA BABO

2023-12-20
ENTRE ÓTICA E MOVIMENTO, A PARTIR DA COLEÇÃO DA TATE MODERN, NO ATKINSON MUSEUM

SANDRA SILVA

2023-10-09
PENSAR O SILÊNCIO: JULIA DUPONT E WANDERSON ALVES

MARC LENOT

2023-09-07
EXISTE UM SURREALISMO FEMININO?

LIZ VAHIA

2023-08-04
DO OURO AOS DEUSES, DA MATÉRIA À ARTE

ELISA MELONI

2023-07-04
AQUELA LUZ QUE VEM DA HOLANDA

CATARINA REAL

2023-05-31
ANGUESÂNGUE, DE DANIEL LIMA

MIRIAN TAVARES

2023-04-25
TERRITÓRIOS INVISÍVEIS – EXPOSIÇÃO DE MANUEL BAPTISTA

MADALENA FOLGADO

2023-03-24
AS ALTER-NATIVAS DO BAIRRO DO GONÇALO M. TAVARES

RUI MOURÃO

2023-02-20
“TRANSFAKE”? IDENTIDADE E ALTERIDADE NA BUSCA DE VERDADES NA ARTE

DASHA BIRUKOVA

2023-01-20
A NARRATIVA VELADA DAS SENSAÇÕES: ‘A ÚLTIMA VEZ QUE VI MACAU’ DE JOÃO PEDRO RODRIGUES E JOÃO RUI GUERRA DA MATA

JOANA CONSIGLIERI

2022-12-18
RUI CHAFES, DESABRIGO

MARC LENOT

2022-11-17
MUNCH EM DIÁLOGO

CATARINA REAL

2022-10-08
APONTAMENTOS A PARTIR DE, SOB E SOBRE O DUELO DE INÊS VIEGAS OLIVEIRA

LUIZ CAMILLO OSORIO

2022-08-29
DESLOCAMENTOS DA REPRODUTIBILIDADE NA ARTE: AINDA DUCHAMP

FILIPA ALMEIDA

2022-07-29
A VIDA É DEMASIADO PRECIOSA PARA SER ESBANJADA NUM MUNDO DESENCANTADO

JOSÉ DE NORDENFLYCHT CONCHA

2022-06-30
CECILIA VICUÑA. SEIS NOTAS PARA UM BLOG

LUIZ CAMILLO OSORIO

2022-05-29
MARCEL DUCHAMP CURADOR E O MAM-SP

MARC LENOT

2022-04-29
TAKING OFF. HENRY MY NEIGHBOR (MARIKEN WESSELS)

TITOS PELEMBE

2022-03-29
(DES) COLONIZAR A ARTE DA PERFORMANCE

MADALENA FOLGADO

2022-02-25
'O QUE CALQUEI?' SOBRE A EXPOSIÇÃO UM MÊS ACORDADO DE ALEXANDRE ESTRELA

CATARINA REAL

2022-01-23
O PINTOR E O PINTAR / A PINTURA E ...

MIGUEL PINTO

2021-12-26
CORVOS E GIRASSÓIS: UM OLHAR PARA CEIJA STOJKA

POLLYANA QUINTELLA

2021-11-25
UMA ANÁLISE DA PARTICIPAÇÃO CHILENA NA 34ª BIENAL DE SÃO PAULO

JOANA CONSIGLIERI

2021-10-29
MULHERES NA ARTE – NUM ATELIÊ QUE SEJA SÓ MEU

LIZ VAHIA

2021-09-30
A FICÇÃO PARA ALÉM DA HISTÓRIA: O COMPLEXO COLOSSO

PEDRO PORTUGAL

2021-08-17
PORQUE É QUE A ARTE PORTUGUESA FICOU TÃO PEQUENINA?

MARC LENOT

2021-07-08
VIAGENS COM UM FOTÓGRAFO (ALBERS, MULAS, BASILICO)

VICTOR PINTO DA FONSECA

2021-05-29
ZEUS E O MINISTÉRIO DA CULTURA

RODRIGO FONSECA

2021-04-26
UMA REFLEXÃO SOBRE IMPROVISAÇÃO TOMANDO COMO EXEMPLO A GRAND UNION

CAIO EDUARDO GABRIEL

2021-03-06
DESTERRAMENTOS E SEUS FLUXOS NA OBRA DE FELIPE BARBOSA

JOÃO MATEUS

2021-02-04
INSUFICIÊNCIA NA PRODUÇÃO ARTÍSTICA. EM CONVERSA COM VÍTOR SILVA E DIANA GEIROTO.

FILOMENA SERRA

2020-12-31
SEED/SEMENTE DE ISABEL GARCIA

VICTOR PINTO DA FONSECA

2020-11-19
O SENTIMENTO É TUDO

PEDRO PORTUGAL

2020-10-17
OS ARTISTAS TAMBÉM MORREM

CATARINA REAL

2020-09-13
CAVAQUEAR SOBRE UM INQUÉRITO - SARA&ANDRÉ ‘INQUÉRITO A 471 ARTISTAS’ NA CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2020-08-07
MUSEUS, PATRIMÓNIO CULTURAL E “VISÃO ESTRATÉGICA”

PAULA PINTO

2020-07-19
BÁRBARA FONTE: NESTE CORPO NÃO HÁ POESIA

JULIA FLAMINGO

2020-06-22
O PROJETO INTERNACIONAL 4CS E COMO A ARTE PODE, MAIS DO QUE NUNCA, CRIAR NOVOS ESPAÇOS DE CONVIVÊNCIA

LUÍS RAPOSO

2020-06-01
OS EQUÍVOCOS DA MUSEOLOGIA E DA PATRIMONIOLOGIA

DONNY CORREIA

2020-05-19
ARTE E CINEMA EM WALTER HUGO KHOURI

CONSTANÇA BABO

2020-05-01
GALERISTAS EM EMERGÊNCIA - ENTREVISTA A JOÃO AZINHEIRO

PEDRO PORTUGAL

2020-04-07
SEXO, MENTIRAS E HISTÓRIA

VERA MATIAS

2020-03-05
CARLOS BUNGA: SOMETHING NECESSARY AND USEFUL

INÊS FERREIRA-NORMAN

2020-01-30
PORTUGAL PROGRESSIVO: ME TOO OU MEET WHO?

DONNY CORREIA

2019-12-27
RAFAEL FRANÇA: PANORAMA DE UMA VIDA-ARTE

NUNO LOURENÇO

2019-11-06
O CENTRO INTERPRETATIVO DO MUNDO RURAL E AS NATUREZAS-MORTAS DE SÉRGIO BRAZ D´ALMEIDA

INÊS FERREIRA-NORMAN

2019-10-05
PROBLEMAS NA ERA DA SMARTIFICAÇÃO: O ARQUIVO E A VIDA ARTÍSTICA E CULTURAL REGIONAL

CARLA CARBONE

2019-08-20
FERNANDO LEMOS DESIGNER

DONNY CORREIA

2019-07-18
ANA AMORIM: MAPAS MENTAIS DE UMA VIDA-OBRA

CARLA CARBONE

2019-06-02
JOÃO ONOFRE - ONCE IN A LIFETIME [REPEAT]

LAURA CASTRO

2019-04-16
FORA DA CIDADE. ARTE E ARQUITECTURA E LUGAR

ISABEL COSTA

2019-03-09
CURADORIA DA MEMÓRIA: HANS ULRICH OBRIST INTERVIEW PROJECT

BEATRIZ COELHO

2018-12-22
JOSEP MAYNOU - ENTREVISTA

CONSTANÇA BABO

2018-11-17
CHRISTIAN BOLTANSKI NO FÓRUM DO FUTURO

KATY STEWART

2018-10-16
ENTRE A MEMÓRIA E O SEU APAGAMENTO: O GRANDE KILAPY DE ZÉZÉ GAMBOA E O LEGADO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS

HELENA OSÓRIO

2018-09-13
JORGE LIMA BARRETO: CRIADOR DO CONCEITO DE MÚSICA MINIMALISTA REPETITIVA

CONSTANÇA BABO

2018-07-29
VER AS VOZES DOS ARTISTAS NO METRO DO PORTO, COM CURADORIA DE MIGUEL VON HAFE PÉREZ

JOANA CONSIGLIERI

2018-06-14
EXPANSÃO DA ARTE POR LISBOA, DUAS VISÕES DE FEIRAS DE ARTE: ARCOLISBOA E JUSTLX - FEIRAS INTERNACIONAIS DE ARTE CONTEMPORÂNEA

RUI MATOSO

2018-05-12
E AGORA, O QUE FAZEMOS COM ISTO?

HELENA OSÓRIO

2018-03-30
PARTE II - A FAMOSA RAINHA NZINGA (OU NJINGA) – TÃO AMADA, QUANTO TEMIDA E ODIADA, EM ÁFRICA E NO MUNDO

HELENA OSÓRIO

2018-02-28
PARTE I - A RAINHA NZINGA E O TRAJE NA PERSPECTIVA DE GRACINDA CANDEIAS: 21 OBRAS DOADAS AO CONSULADO-GERAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA NO PORTO. POLÉMICAS DO SÉCULO XVII À ATUALIDADE

MARIA VLACHOU

2018-01-25
CAN WE LISTEN? (PODEMOS OUVIR?)

FERNANDA BELIZÁRIO E RITA ALCAIRE

2017-12-23
O QUE HÁ DE QUEER EM QUEERMUSEU?

ALEXANDRA JOÃO MARTINS

2017-11-11
O QUE PODE O CINEMA?

LUÍS RAPOSO

2017-10-08
A CASA DA HISTÓRIA EUROPEIA: AFINAL A MONTANHA NÃO PARIU UM RATO, MAS QUASE

MARC LENOT

2017-09-03
CORPOS RECOMPOSTOS

MARC LENOT

2017-07-29
QUER PASSAR A NOITE NO MUSEU?

LUÍS RAPOSO

2017-06-30
PATRIMÓNIO CULTURAL E MUSEUS: O QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS “CASOS”

MARZIA BRUNO

2017-05-31
UM LAMPEJO DE LIBERDADE

SERGIO PARREIRA

2017-04-26
ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE

LUÍS RAPOSO

2017-03-30
A TRAGICOMÉDIA DA DESCENTRALIZAÇÃO, OU DE COMO SE ARRISCA ESTRAGAR UMA BOA IDEIA

SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03
ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT

LUÍS RAPOSO

2017-01-31
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL - PARTE 2: O CURTO PRAZO

LUÍS RAPOSO

2017-01-13
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO

SERGIO PARREIRA

2016-12-13
A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE

ANA CRISTINA LEITE

2016-11-08
A MINHA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO...OU COISAS DO CORAÇÃO

NATÁLIA VILARINHO

2016-10-03
ATLAS DE GALANTE E BORRALHO EM LOULÉ

MARIA LIND

2016-08-31
NAZGOL ANSARINIA – OS CONTRASTES E AS CONTRADIÇÕES DA VIDA NA TEERÃO CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2016-06-23
“RESPONSABILIDADE SOCIAL”, INVESTIMENTO EM ARTE E MUSEUS: OS PONTOS NOS IS

TERESA DUARTE MARTINHO

2016-05-12
ARTE, AMOR E CRISE NA LONDRES VITORIANA. O LIVRO ADOECER, DE HÉLIA CORREIA

LUÍS RAPOSO

2016-04-12
AINDA OS PREÇOS DE ENTRADA EM MUSEUS E MONUMENTOS DE SINTRA E BELÉM-AJUDA: OS DADOS E UMA PROPOSTA PARA O FUTURO

DÁRIA SALGADO

2016-03-18
A PAISAGEM COMO SUPORTE DE REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ANDREI TARKOVSKY

VICTOR PINTO DA FONSECA

2016-02-16
CORAÇÃO REVELADOR

MIRIAN TAVARES

2016-01-06
ABSOLUTELY

CONSTANÇA BABO

2015-11-28
A PROCURA DE FELICIDADE DE WOLFGANG TILLMANS

INÊS VALLE

2015-10-31
A VERDADEIRA MUDANÇA ACABA DE COMEÇAR | UMA ENTREVISTA COM O GALERISTA ZIMBABUEANO JIMMY SARUCHERA PELA CURADORA INDEPENDENTE INÊS VALLE

MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17
PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL

RENATO RODRIGUES DA SILVA

2015-07-22
O CONCRETISMO E O NEOCONCRETISMO NO BRASIL: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO CRÍTICA

LUÍS RAPOSO

2015-07-02
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 2: O PRESENTE/FUTURO

LUÍS RAPOSO

2015-06-17
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 1: O PASSADO/PRESENTE

ALBERTO MORENO

2015-05-13
OS CORVOS OLHAM-NOS

Ana Cristina Alves

2015-04-12
PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE

J.J. Charlesworth

2015-03-12
COMO NÃO FAZER ARTE PÚBLICA

JOSÉ RAPOSO

2015-02-02
FILMES DE ARTISTA: O ESPECTRO DA NARRATIVA ENTRE O CINEMA E A GALERIA.

MARIA LIND

2015-01-05
UM PARQUE DE DIVERSÕES EM PARIS RELEMBRA UM CONTO DE FADAS CLÁSSICO

Martim Enes Dias

2014-12-05
O PRINCÍPIO DO FUNDAMENTO: A BIENAL DE VENEZA EM 2014

MARIA LIND

2014-11-11
O TRIUNFO DOS NERDS

Jonathan T.D. Neil

2014-10-07
A ARTE É BOA OU APENAS VALIOSA?

José Raposo

2014-09-08
RUMORES DE UMA REVOLUÇÃO: O CÓDIGO ENQUANTO MEIO.

Mike Watson

2014-08-04
Em louvor da beleza

Ana Catarino

2014-06-28
Project Herácles, quando arte e política se encontram no Parlamento Europeu

Luís Raposo

2014-05-27
Ingressos em museus e monumentos: desvario e miopia

Filipa Coimbra

2014-05-06
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 2

Filipa Coimbra

2014-04-15
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 1

Rita Xavier Monteiro

2014-02-25
O AGORA QUE É LÁ

Aimee Lin

2014-01-15
ZENG FANZHI

FILIPE PINTO

2013-12-20
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 4 de 4)

FILIPE PINTO

2013-11-28
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 3 de 4)

FILIPE PINTO

2013-10-25
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 2 de 4)

FILIPE PINTO

2013-09-16
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 1 de 4)

JULIANA MORAES

2013-08-12
O LUGAR DA ARTE: O “CASTELO”, O LABIRINTO E A SOLEIRA

JUAN CANELA

2013-07-11
PERFORMING VENICE

JOSÉ GOMES PINTO (ECATI/ULHT)

2013-05-05
ARTE E INTERACTIVIDADE

PEDRO CABRAL SANTO

2013-04-11
A IMAGEM EM MOVIMENTO NO CONTEXTO ESPECÍFICO DAS ARTES PLÁSTICAS EM PORTUGAL

MARCELO FELIX

2013-01-08
O ESPAÇO E A ORLA. 50 ANOS DE ‘OS VERDES ANOS’

NUNO MATOS DUARTE

2012-12-11
SOBRE A PERTINÊNCIA DAS PRÁTICAS CONCEPTUAIS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

FILIPE PINTO

2012-11-05
ASSEMBLAGE TROCKEL

MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07
BIRD

JOSÉ BÁRTOLO

2012-09-21
CHEGOU A HORA DOS DESIGNERS

PEDRO PORTUGAL

2012-09-07
PORQUE É QUE OS ARTISTAS DIZEM MAL UNS DOS OUTROS + L’AFFAIRE VASCONCELOS

PEDRO PORTUGAL

2012-08-06
NO PRINCÍPIO ERA A VERBA

ANA SENA

2012-07-09
AS ARTES E A CRISE ECONÓMICA

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-06-12
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (II)

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-05-21
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (I)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19
A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.

FILIPE PINTO

2012-01-16
A AUTORIDADE DO AUTOR - A PARTIR DO TRABALHO DE DORIS SALCEDO (SOBRE VAZIO, SILÊNCIO, MUDEZ)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2011-12-07
LOUISE LAWLER. QUALQUER COISA ACERCA DO MUNDO DA ARTE, MAS NÃO RECORDO EXACTAMENTE O QUÊ.

ANANDA CARVALHO

2011-10-12
RE-CONFIGURAÇÕES NO SISTEMA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - RELATO DA CONFERÊNCIA DE ROSALIND KRAUSS NO III SIMPÓSIO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PAÇO DAS ARTES

MARIANA PESTANA

2011-09-23
ARQUITECTURA COMISSÁRIA: TODOS A BORDO # THE AUCTION ROOM

FILIPE PINTO

2011-07-27
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (2.ª parte)

FILIPE PINTO

2011-07-08
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

ROSANA SANCIN

2011-06-14
54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMInations

SOFIA NUNES

2011-05-17
GEDI SIBONY

SOFIA NUNES

2011-04-18
A AUTONOMIA IMPRÓPRIA DA ARTE EM JACQUES RANCIÈRE

PATRÍCIA REIS

2011-03-09
IMAGE IN SCIENCE AND ART

BÁRBARA VALENTINA

2011-02-01
WALTER BENJAMIN. O LUGAR POLÍTICO DA ARTE

UM LIVRO DE NELSON BRISSAC

2011-01-12
PAISAGENS CRÍTICAS

FILIPE PINTO

2010-11-25
TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE

PAULA JANUÁRIO

2010-11-08
NÃO SÓ ALGUNS SÃO CHAMADOS MAS TODA A GENTE

SHAHEEN MERALI

2010-10-13
O INFINITO PROBLEMA DO GOSTO

PEDRO PORTUGAL

2010-09-22
ARTE PÚBLICA: UM VÍCIO PRIVADO

FILIPE PINTO

2010-06-09
A PROPÓSITO DE LA CIENAGA DE LUCRECIA MARTEL (Sobre Tempo, Solidão e Cinema)

TERESA CASTRO

2010-04-30
MARK LEWIS E A MORTE DO CINEMA

FILIPE PINTO

2010-03-08
PARA UMA CRÍTICA DA INTERRUPÇÃO

SUSANA MOUZINHO

2010-02-15
DAVID CLAERBOUT. PERSISTÊNCIA DO TEMPO

SOFIA NUNES

2010-01-13
O CASO DE JOS DE GRUYTER E HARALD THYS

ISABEL NOGUEIRA

2009-10-26
ANOS 70 – ATRAVESSAR FRONTEIRAS

LUÍSA SANTOS

2009-09-21
OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

2009-08-22
A NATUREZA DO CONTEXTO

LÍGIA AFONSO

2009-08-03
DE QUEM FALAMOS QUANDO FALAMOS DE VENEZA?

LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

2008-12-18
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

SANDRA LOURENÇO

2008-12-02
HONG KONG A DÉJÀ DISPARU?

PEDRO DOS REIS

2008-10-31
ARTE POLÍTICA E TELEPRESENÇA

PEDRO DOS REIS

2008-10-15
A ARTE NA ERA DA TECNOLOGIA MÓVEL

SUSANA POMBA

2008-09-30
SOMOS TODOS RAVERS

COLECTIVO

2008-09-01
O NADA COMO TEMA PARA REFLEXÃO

PEDRO PORTUGAL

2008-08-04
BI DA CULTURA. Ou, que farei com esta cultura?

PAULO REIS

2008-07-16
V BIENAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | PARTILHAR TERRITÓRIOS

PEDRO DOS REIS

2008-06-18
LISBOA – CULTURE FOR LIFE

PEDRO PORTUGAL

2008-05-16
SOBRE A ARTICIDADE (ou os artistas dentro da cidade)

JOSÉ MANUEL BÁRTOLO

2008-05-05
O QUE PODEM AS IDEIAS? REFLEXÕES SOBRE OS PERSONAL VIEWS

PAULA TAVARES

2008-04-22
BREVE CARTOGRAFIA DAS CORRENTES DESCONSTRUTIVISTAS FEMINISTAS

PEDRO DOS REIS

2008-04-04
IOWA: UMA SELECÇÃO IMPROVÁVEL, NUM LUGAR INVULGAR

CATARINA ROSENDO

2008-03-31
ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008): O PINTOR QUE ABRIU AO TEXTO

JOANA LUCAS

2008-02-18
RUY DUARTE DE CARVALHO: pela miscigenação das artes

DANIELA LABRA

2008-01-16
O MEIO DA ARTE NO BRASIL: um Lugar Nenhum em Algum Lugar

LÍGIA AFONSO

2007-12-24
SÃO PAULO JÁ ESTÁ A ARDER?

JOSÉ LUIS BREA

2007-12-05
A TAREFA DA CRÍTICA (EM SETE TESES)

SÍLVIA GUERRA

2007-11-11
ARTE IBÉRICA OU O SÍNDROME DO COLECCIONADOR LOCAL

SANDRA VIEIRA JURGENS

2007-11-01
10ª BIENAL DE ISTAMBUL

TERESA CASTRO

2007-10-16
PARA ALÉM DE PARIS

MARCELO FELIX

2007-09-20
TRANSNATURAL. Da Vida dos Impérios, da Vida das Imagens

LÍGIA AFONSO

2007-09-04
skulptur projekte münster 07

JOSÉ BÁRTOLO

2007-08-20
100 POSTERS PARA UM SÉCULO

SOFIA PONTE

2007-08-02
SOBRE UM ESTADO DE TRANSIÇÃO

INÊS MOREIRA

2007-07-02
GATHERING: REECONTRAR MODOS DE ENCONTRO

FILIPA RAMOS

2007-06-14
A Arte, a Guerra e a Subjectividade – um passeio pelos Giardini e Arsenal na 52ª BIENAL DE VENEZA

SÍLVIA GUERRA

2007-06-01
MAC/VAL: Zones de Productivités Concertées. # 3 Entreprises singulières

NUNO CRESPO

2007-05-02
SEXO, SANGUE E MORTE

HELENA BARRANHA

2007-04-17
O edifício como “BLOCKBUSTER”. O protagonismo da arquitectura nos museus de arte contemporânea

RUI PEDRO FONSECA

2007-04-03
A ARTE NO MERCADO – SEUS DISCURSOS COMO UTOPIA

ALBERTO GUERREIRO

2007-03-16
Gestão de Museus em Portugal [2]

ANTÓNIO PRETO

2007-02-28
ENTRE O SPLEEN MODERNO E A CRISE DA MODERNIDADE

ALBERTO GUERREIRO

2007-02-15
Gestão de Museus em Portugal [1]

JOSÉ BÁRTOLO

2007-01-29
CULTURA DIGITAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA

MARCELO FELIX

2007-01-16
O TEMPO DE UM ÍCONE CINEMATOGRÁFICO

PEDRO PORTUGAL

2007-01-03
Artória - ARS LONGA VITA BREVIS

ANTÓNIO PRETO

2006-12-15
CORRESPONDÊNCIAS: Aproximações contemporâneas a uma “iconologia do intervalo”

ROGER MEINTJES

2006-11-16
MANUTENÇÃO DE MEMÓRIA: Alguns pensamentos sobre Memória Pública – Berlim, Lajedos e Lisboa.

LUÍSA ESPECIAL

2006-11-03
PARA UMA GEOSOFIA DAS EXPOSIÇÕES GLOBAIS. Contra o safari cultural

ANTÓNIO PRETO

2006-10-18
AS IMAGENS DO QUOTIDIANO OU DE COMO O REALISMO É UMA FRAUDE

JOSÉ BÁRTOLO

2006-10-01
O ESTADO DO DESIGN. Reflexões sobre teoria do design em Portugal

JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO

2006-09-18
IMAGENS DA FOTOGRAFIA

INÊS MOREIRA

2006-09-04
ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE

MARCELO FELIX

2006-08-17
BAS JAN ADER, TRINTA ANOS SOBRE O ÚLTIMO TRAJECTO

JORGE DIAS

2006-08-01
UM PERCURSO POR SEGUIR

SÍLVIA GUERRA

2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006


DO FASCÍNIO DO TEMPO: A MORTE VIVA DO SOLO E DAS ÁRVORES, O CICLO DA LINGUAGEM E DO SILÊNCIO



INÊS FERREIRA-NORMAN

2023-11-13




 


Prelúdio Sazonal

Um dos meus maiores desejos, é que quando eu morra, já seja legal em Portugal ser enterrada em terreno privado, e em vez de num caixão, eu possa ser compostada numa vagem da qual nascerá uma árvore. A tecnologia já existe, falta a lucidez legislativa. E a tecnologia de que falo, não é necessariamente a de elaborar um produto vendável, mas de uma tecnologia que não foi inventada por nós humanos: a capacidade do tempo processar aspetos inerentes à matéria que nos rodeia, como a capacidade do tempo em processar como todos os seres sencientes vivem a sua experiência.

A morte é uma experiência altamente física e sensorial (imaterial), um evento em que o tempo se manifesta na sua potência máxima, onde a divisória entre o material e o sensorial se obstruem por não serem compatíveis. Quem experiencia a morte de um ente próximo, experiencia uma espécie de disfunção vital, pois estes mundos desalinham-se, e paradoxalmente, ao permitir a continuação do ciclo material, destabiliza, interrompe, por vezes arrasa, o ciclo cognitivo de quem sobrevive. Isto acontece, a meu ver, por uma questão percetual do tempo: nós não queremos admitir que somos uma porção material de um ciclo, tal como uma árvore cai na floresta e é transformada em solo. Nós sentimos que a morte é permanente, porque não temos acesso póstumo à consciência que habita a matéria, e tratamos tal matéria de formas energeticamente deficientes e simbolicamente díspares: ou guardamos cadáveres embalsamados em químicos e em caixas de madeira blindadas na esperança de que se preservem o maior tempo possível; ou usamos quantidades exorbitantes de energia para queimar e reduzir a presença material dos que morreram, colocando-os em jarras, ou transformando-os em diamantes sintéticos. Até na morte, a nossa sociedade está completamente desligada da Natureza, da sua tecnologia cíclica.

Numa planta, num animal, num humano, em qualquer organismo vivo, podemos encontrar azoto e carbono. E é através de um processo aeróbico que estes elementos presentes na matéria vegetal e animal se transformam em composto. Eu gosto de dizer que se transformam em solo, mas é cientificamente incorreto, pois solo tem uma componente mineral que o composto não tem. Nós partilhamos o nosso ADN com o ADN de tudo o que vive, e com o solo, através destes dois (e muitos mais) elementos químicos. É tão mais intuitivo nos devolvermos à terra (dust to dust), a um processo cíclico que não interrompa o passar do nosso valor material químico e inerente, ao nosso próximo momento de existência! No Tibete por exemplo, a prática de enterros celestiais consiste em deixar cadáveres decomporem-se no topo de uma montanha, para que os abutres nativos possam-se alimentar da matéria. A cultura (e as artes) serve também para isto, para estabelecermos formas e sistemas de honrar formas de viver e de morrer: formas de perpetuarmos a nossa efemeridade.

  

 

Ode Ficto-Crítica sobre a exposição ‘Eles falam em Arco-Íris’
Com Gabriela Albergaria, Marcelo Moscheta e Margarida Lagarto, e curadoria de Filipa Oliveira
CAPC Círculo Sereia

 

Eles falam em Arco-Íris, os fenómenos irrequietos
Mitos prediletos,
de ouro embutidos.
Quem conta um conto acrescenta um ponto
E a Filipa os encontrou em comum.
Acrescenta Gabriela à história do tronco
A palete, o tom que nunca é só um

Linha: - Navego entre algodão, pano, papel e carvão...
Papel: - Lápis de cor, por favor!
Pano: - O poliéster também veio à festa. Foi a Margarida que tratou desta.
Linha: - Ergo-me quase, mas sem querer ser reta e numerosa, acompanhada pelo barulho da vida, as vidas chuvosas, donde o carbono se ouve a truncar. Onde o silêncio se faz acompanhar. Não são as paisagens que são desprovidas de som, é na capacidade de esticar o tempo que está o silêncio enquanto dom. O papel principal é meu. Marcelo pode não o evidenciar, caracterizando Filipa que o seu tempo não seja linear, mas as pedras que são pequenas montanhas já se a-linharam tectónicamente. Tremem. Enlaçam. Correm. Estendem.

A linha une, a linha separa.
A cor rejubila o que a morte ampara.

A luz percorre e move (como se uma planta não soubesse!?)
Ai como Lagarto nos encomenda uma prece!
Sombras deslocam-se,
Elas querem que eu me sente, na cadeira, no muro ou no presente.

O tempo passa e a Erva Seca testemunha todos os artistas, todo o público que respira. Esse pautar curvilíneo, é uma manifestação contínua.
Há rasgões, há deslizamentos, há fenómenos obstáculos. Há guardiões também nos espetáculos.
O papel humilde, faz jus ao seu antepassado,
Que Gabriela comunica através de um particular enquadro, desenquadro, quebrado,
Como a nossa relação com a terra materna.

No vagar dos serões, lembro-me de bordar com a minha mãe
Uma infância de milhares de anos, em que urgências não eram de ninguém.
‘Quero arremendar as peúgas do teu pai’ me dizia ela,
Enquanto hoje me pergunto que proteções podemos proporcionar aos pés da terra?
Os pés da terra (o solo) precisam de saúde para andar, carbono, nitrogénio compostar,
Vaguear, meandrar, crescer, recuperar a vontade de viver.

O arco-íris tem urgência, tem urgência de ser apanhado. Tem um curto espaço de tempo em que um fica molhado, todavia observado, pela calma do bonito. Num momento especial que de muitas formas pode ser escrito, ou levado até ao infinito nas nossas memórias, sem restrições definidas. O Belo do arco-íris foi nestas salas escrito, desenhado e bordado, até imitado.

Para mim, o arco-íris nascia das papoilas dos prados,
Para a Margarida nasce das tardes longas com a sua Tradescantia pallida purpúrea.
Brincadeiras sérias de uma criança, em que sem sabermos, estamos à procura,
de uma certa cura.
De voltarmos a um sítio onde o tempo não é uma linha, mas um estado.
Interrogo-me se a sina humana é darmos a volta a um certo pecado.
O jardim do Éden não é feito de indústria,
é feito de maçãs cujas macieiras temos de cuidar, não abandonar, não controlar.

A moldura que nos cabe na cabeça de hoje já oscila mais vezes,
Já se moldam dizeres.
O Marcelo convida a zoom out e zoom in,
Com dupla ênfase:
Um outdoors dentro da galeria,
Uma pedra torna-se numa montanha,
Ela que é micro e macro que dançam em sintonia, sem alquimia.

Nesse solo e nos pés sedimentários, metamórficos ou ígneos,
Crescem as consequências do tempo.
O futuro não é incerto, é somente de todos, só não sabemos em que consenso.

Mais-do-que-uma-linha é difícil entender,
Um tempo em que os nossos pés e o solo se possam cozer.
O fascínio do tempo não é coisa de se ter, mas sim de se ser.

Do cuidado e da atenção nasce a força de viver,
É em pontos dados nessa canção que o arco-íris se permite ver.

 


Posfácio

A exposição ‘Eles falam em Arco-Íris’ está patente no CAPC, Círculo Sereia, em Coimbra até 30 de Dezembro. Vale a pena visitar um espaço que dá espaço, não linear, suspenso no pensamento artístico, na sua contemporaneidade ecologicamente atual. No entanto, é um espaço que questiono se dá visibilidade à arte feita sobre os assuntos em questão ou aos assuntos em questão também?

Os assuntos, esses, são claramente propostos pela curadora nos seus textos de obra: ‘Como é que a Natureza se cura? Como podemos sarar as nossas feridas, recuperar a nossa natureza? Qual é o papel da arte neste processo de mudança de paradigma, de comportamento e de atitude com o nosso planeta? Como podemos escrever uma nova narrativa sobre os escombros da contemporaneidade?’ pergunta.

Em entrevista a Filipa Oliveira ela falou-me de ‘um olhar cuidado que consegue ver aquilo que a maioria de nós não vê. [E que] essa capacidade [de ver] (...) vem de uma atenção profunda e concentrada e de um respeito imenso pela natureza. Acho que é [(o discurso académico-artístico sobre as urgências climáticas)] uma leitura do mundo atual, uma necessidade profunda de lidar com a crise com que estamos a viver, de estar alerta, de propor soluções. Espero que não seja temporário porque é um problema muito sério que temos que enfrentar e os artistas ajudam-nos a encontrar caminhos. Contudo, a história relembra-nos que quase todas as temáticas em arte são temporárias e que se relacionam com períodos do contexto histórico local e mundial. Por isso, de certa maneira, espero que seja temporário porque quereria dizer que a crise climática encontrou soluções. Mas para além de uma resposta a esta situação em particular, há na história da arte uma relação profunda, longa e muito enraizada com a natureza. Não acredito que essa temática, abordada de formas muito diversas, alguma vez desapareça da arte.’ [1]

A obra ‘Léxico Lítico’ de Marcelo Moscheta patente nesta exposição, com xisto provindo da Serra da Lousã, dá o mote para uma justaposição temporal e geográfica. Este xisto, que sob erosão e acumulação de nitrogénio e carbono se transforma em solo, coze-se com os pés dos pinheiros, carvalhos e sobreiros que nesta serra crescem. A Serra da Lousã é uma zona florestal contemplada na Rede Natura 2000, uma rede ecológica europeia com zonas determinadas de conservação e de proteção. Deste 2021, e elencadamente durante a inauguração desta exposição, a Serra da Lousã estava a ser alvo de cortes rasos por parte da empresa madeireira Álvaro Matos Bandeira e Filhos, Lda., quer em propriedade privada pertencente à Silveira Tech, quer em terrenos públicos pertencentes à Câmara Municipal da Lousã. Estes eventos foram reportados ao ICNF/GNR em tempo real, sendo que esta entidade não procedeu à apreensão dos madeireiros que já estavam embargados e consequentemente a cometer o crime de infração ao embargo. Viu-se desaparecer 7 hectares de floresta ilegitimamente, com as autoridades a testemunharem e a pedirem às vítimas que tivessem paciência: o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas a falar do desaparecimento criminoso da floresta.

As minhas interrogações prendem-se sempre muito com o transbordar empírico da arte para a nossa vida, e da nossa vida para a arte. E para mim é evidente, tal como Oliveira menciona, que o tema da natureza irá perdurar nas reflexões artísticas ainda por vir.

Quando convergirmos o membro da equação ‘tempo’ presente na abordagem desta exposição e com os acontecimentos surreais a meros quilómetros da sua inauguração, surge uma reflexão paradoxal, que na realidade está no cerne da atividade de quem se identifica com um discurso ecológico atual: como é que um desacelerar do tempo, que nos permite observar e ser natureza, pode impedir o acelerar das feridas ao mesmo tempo que estas se aprofundam? Parece lógico que para parar o acelerar, é preciso desacelerar, não é? Mas vivemos uma situação de urgência. Se é urgente, aquilo ‘que [por definição] é necessário ser atendido ou feito com rapidez; que não pode ser retardado’ [2], como é que retardar pode sarar?

Este é um exemplo de dissonância cognitiva, algo que é denominado como uma patologia, no entanto, não vejo que este seja o sinal de que o mundo está doente, mas vejo a dissonância cognitiva como uma capacidade, a de entender a inerente complexidade da natureza da vida. Nós não temos a capacidade logística - pois só vivemos no máximo um século – de ter a percepção fenomenológica do tempo no seu todo; as ciências tentam através da documentação e da invenção, mas há um aspecto experiencial que não nos permite isso de forma consciente e essa incapacidade intemporal, junto com a soberba, faz com que chamemos patologia a algo tão natural como a complexidade da existência.

Há uma citação do poeta indiano Rabindranath Tagore que me traz conforto nesta questão da nossa percepção do tempo, e que é muito apta devido ao tema arbóreo desta reflexão: ‘Aquele que planta árvores sabendo que nunca se vai sentar na sua sombra, já começou a perceber o sentido da vida’. Há que acatarmos a humildade que nos foi concedida e ativarmos aspetos sensoriais que estão adormecidos para reavermos as nossas referências ancestrais, e entendermos o mundo atemporalmente.

É fácil sermos transportados para os arco-íris de cada artista nesta exposição, pois o cuidado e a atenção são aspetos que esta exposição envolvente demonstra, tal como era a intenção da curadora, e nos faz sentir. No trabalho contemplativo e exaustivo de Margarida Lagarto e Gabriela Albergaria existem imensas analogias nas metodologias, na obra estética e material que remetem para o oximoro da suspensão do aspeto linear do tempo através do motivo da linha e da repetição, mas que nos transportam para um mundo espacial, sem limites; e é muito aqui que eu vejo o arco-íris: algo que não se sabe onde começa nem acaba, quer temporalmente, quer espacialmente. Também nos transporta para a meditação, para a aproximação entre o artista e o seu sujeito... e os pespontos, que se sustentam como símbolos da nossa vontade de unir.

Filipa Oliveira pergunta no texto de obra ‘Textileremediation #1’ de Gabriela Albergaria ‘Como escrever uma nova narrativa sobre os escombros da contemporaneidade? Como criar uma nova linguagem que é a das pedras, a das plantas, das linhas de algodão?’. Esta pergunta une esta obra e o léxico de xisto de Moscheta mesmo ao lado, uma tentativa de novas linguagens. O trabalho dos Otolith Group fala desta necessidade: ‘Com os métodos tradicionais de aquisição de conhecimento, as ciências naturais por um lado e as humanidades por outro, a humanidade atingiu o seu limite. (...) No seu filme-ensaio ‘Medium Earth’ (2013), o Otolith Group explorou a geologia ameaçada por terramotos da Califórnia, assim como o inconsciente capitalista estrutural planetário. Através de imagens que apelavam aos sentidos e da voz de um medium cujo corpo é sensível a ocorrências sísmicas, o filme escuta os desertos da Califórnia, traduz a escrita das rochas e descodifica a caligrafia das fendas da terra.’ [3]

Não me surpreende que artistas estejam em busca de novos abecedários, de novas traduções sensoriais, inclusive extradimensionais ou até espirituais, num mundo que nos falsifica conexão. Novas linguagens irão permitir-nos entender o mundo de outra forma, literalmente. A linguagem é um dos elementos mais fortes e determinísticos numa cultura e podemos observá-lo através das suas mudanças orgânicas através do tempo, da forma como é permeável e, fundamentalmente, porque se manifesta em forma de sistema.

Na cultura Budista por exemplo, é aconselhado selecionarmos as palavras que dizemos, os vídeos que vemos, a música que ouvimos, pois como se traduzem em sons, e consequentemente em vibrações, influenciam o estado energético do mundo à nossa volta. É para eles um sistema. Mas não é necessário a cultura Budista para nos dizer que nos sentimos melhor ao pé de uma pessoa que nos fale mansamente, do que alguém que profere palavrões ou gritos.

A linguagem mesmo se for visual ou plástica, é para mim um mundo sinestético onde os sons e o silêncio, na minha perceção e cognição estão sempre presentes, e numa galeria cheia de imagens, é-me muito intuitivo sentir o timbre dos sons ou dos silêncios que as imagens, esculturas ou qualquer outro trabalho plástico proporcionam. E sobretudo, o som e o silêncio, por sua vez, ditam a velocidade com que o tempo passa.

 

‘SILÊNCIO DESPALAVRADO
[…] Um material mais do que linguagem, um que desafia palavras e as ‘despalavra’ dos seus significados. […] Ruído e Silêncio é a infindável re-negociação de forma e significado.’ [4]

 

Na realidade, ‘Léxico Lítico’ fez-me lembrar do artigo que escrevi ‘Abordagens que procuram a vida em práticas eco-artísticas: uma proposta para uma mudança cultural radical através da linguagem’, no qual investigo a relação entre som, silêncio, inércia e plasticidade de uma obra, assim como também explico como a escrita de Robin Wall Kimmerer influencia o meu pensamento relativamente ao poder da linguagem:

 

‘Linguagens Europeias atribuem por norma género aos substantivos, mas Potawatomi não divide o mundo entre masculino e feminino. Nomes e verbos são ou animados ou inanimados. (...) Pronomes, artigos, plurais, demonstrativos, verbos – todos aqueles pedaços de sintaxe que eu nunca conseguia aprumar no liceu em inglês são alinhados em Potawatomi para nos prover de diferentes formas de falar do mundo que tem vida e do que não tem. Conjugações verbais, plurais, tudo é diferenciado conforme se o que estás a falar está vivo ou não.’ [5]

 

Esta atenção e cuidado para com o que está vivo, que se desenrola num tempo cíclico, pode ser consagrada em algo tão ubíquo como a nossa linguagem, aproximando-nos de forma muito real aos valores que andamos por aqui a filosofar e artificar, de forma sistemática.

Na cultura ocidental, já existe um movimento para que sejamos inclusivos com vários pronomes conforme o género com que cada individuo se identifique. Eu exploro essa noção no trabalho ‘Enterro Vital’ (2022) mas com o pensamento da cultura Potawatomi em mente. Após uma meditação pré-enterro sobre a formação da primeira célula (que sob a teoria de Cairnes-Smith foi através da presença de silicatos ferrosos no barro) levei os participantes a recitar um mantra que incluía a dicção de ‘wey’ enquanto pronome para denominar o que estava vivo. A repetição foi sem dúvida a metodologia de escolha para atingir uma certa atemporalidade, e para que este produzisse a energia vibracional que pudesse levar os participantes a assimilar o conceito. O que se constatou, conforme o feedback que posteriormente me deram. É claro que questões como estas terão de ser avaliadas juntamente com as comunidades de onde este pensamento originou por questões de apropriação cultural. É um trabalho que já iniciei, mas que ainda não produziu os frutos necessários para desenvolvê-lo.

 

Tradescantia pallida purpurea II, Margarida Lagarto. © Inês Ferreira-Norman

 

Esta transformação na nossa linguagem levaria a que houvesse uma reflexão revolucionária sobre o que consideramos na cultura ocidental estar vivo e não estar, o que é estar vivo no contínuo espaço-tempo, e consequentemente o cuidado e atenção que devemos dar às coisas, deixando assim de as coisificar. Filipa Oliveira fala da ‘cegueira vegetal’ num dos trabalhos de Margarida Lagarto; eu diria que o mundo tem uma cegueira mais viral, mais geral que é a cegueira vital. O desprezo que se dá aos nossos próximos, aos animais, à vida microscópica, é tanto que me atrevo a dizer que o único ato onde não há discriminação é no ato de negligenciar o valor da vida. Vejam-se os conflitos armados a crescerem e intensificarem-se por todo o mundo de dia para dia. Vejam-se os problemas de produção alimentar por culpa da chacina da vida no solo e dos insetos benéficos. Vejam-se árvores centenárias e públicas a serem cortadas para lucros de privados.

‘Muitos artistas mostram-nos outras possibilidades de relacionamento, mostram-nos o que podemos aprender com os mais-que-humanos. Novamente aqui a arte abre o caminho’ [1] diz Filipa Oliveira. E sei que isso é verdade, mas só me traz uma porção de alento. Sei que o mundo da arte nos traz o copo meio cheio, mas o mundo lá fora esvazia a outra metade.

Visitar a exposição ‘Eles falam em arco-íris’ fez-me sentir a mudança do paradigma mais difícil em modo dissonância artística: a produção artística nesta galeria convida-nos a ser, a estar, e não a produzir. Há quem diga que este é o valor autodestrutivo mais intrínseco na sociedade ocidental: que os humanos são julgados pelo que produzem, e não por aquilo que simplesmente são. Mas esta exposição é na realidade uma exposição do futuro, e dos antepassados. Há certamente uma dissonância temporal presente, pois os valores que os artistas apresentam e articulados pela curadora, não estão absorvidos pela nossa sociedade. Oliveira inclusive sublinha que ‘possivelmente falta-nos que o pensamento crítico e filosófico nestas áreas saia da academia’ [1]. Talvez assim se comece a escrever uma nova narrativa, onde a linguagem deixa de ser da academia, e passa a contar novas histórias criadas por todos.

Estamos realmente num momento histórico de dissonância temporal, em que uma parte da sociedade se move para um futuro que ainda não chegou, a cura, e outra que se agarra às escaras de um presente sem sentido, num conforto falso e sem longevidade. Um presente que não é o mesmo presente de que falo na Ode Ficto-Crítica. Esse é um presente omnitemporal e não um presente patológico que impede a apreciação da dimensão complexa e fascinante que o tempo tem.

Afinal de contas, quantos tempos o tempo tem?

 

 

 

 

Inês Ferreira-Norman
Mestre em Artes Plásticas pela University of the Arts London, foi editora chefe do Journal of Arts Writing by Students publicado pela Intellect entre 2019 e 2023, e tem-se formado e envolvido em projetos editoriais desde 2009. Foi produtora cultural e gerente de artistas no Reino Unido até 2018, quando voltou para Portugal para se dedicar à sua prática e ao pensamento artístico.

 

 

:::

 


Notas

[1] Entrevista a Filipa Oliveira por correspondência de email, recebida a 1 de Novembro 2023.
[2] Oxford English-Portuguese Dictionary (eletrónico licenciado para a Apple). Traduções da autora.
[3] Group, Otolith em Braidotti, Rosi e Hlavajova, Maria (eds), Post-human Glossary, Bloomsbury Academic, London & New York, 2018
[4] Griffiths, Lynda Marshal em Ferreira-Norman, Inês, ‘Life-seeking approaches in eco-artistic practices: A proposal for a radical cultural change through language’, JAWS: Journal of Arts Writing by Students, 7:1&2, pp. 51–81, Intellect Books, Bristol, 2021
[5] Kimmerer, Robin Wall, The Democracy of Species (Green Ideas), London: Penguin Books, ([2013] 2021)