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ENTREVISTA


Raphael Fonseca. © Vera Marmelo / Cortesia Culturgest


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RAPHAEL FONSECA


05/09/2026 

 


Nos corredores subterrâneos da Culturgest, entre a rampa e as galerias que se abrem lateralmente como parênteses de um discurso ainda por escrever, instala-se um novo tempo de programação. Raphael Fonseca chega a Lisboa vindo do Denver Art Museum, depois de uma década a atravessar instituições no Rio de Janeiro, em Niterói, no Porto, em Munique, em Singapura e em Amesterdão — uma trajetória que confirma o seu lugar entre as cem personalidades mais influentes das artes visuais, segundo a revista ArtReview. Curador da 14.ª Bienal do Mercosul, ainda com a poeira de "Estalo" por assentar, Fonseca traz para a Culturgest a experiência de quem já mediou entre continentes, gerações e temporalidades, e que agora aceita o risco de recomeçar num edifício que, mais do que arquitetura, é convite: à contemplação lenta, à queda vertical do olhar, à descoberta progressiva de um espaço que não se revela de imediato.

Esta conversa acontece nesse limiar — o de quem ainda não desenhou o mapa completo do que virá, mas já escolheu por onde começar a caminhar: pela palavra curadoria devolvida à sua raiz mais antiga, o cuidado; pela vontade de aproximar Lisboa e Porto, ainda hoje cenários demasiado paralelos; pela ambição de que os títulos, os textos de sala e a sinalética falem também com quem nunca atravessou a porta de um centro cultural. Fonseca não esconde as suas geografias afetivas — a Ásia, a América Latina, África — nem o desejo de cruzar artistas da sua própria geração millennial com nomes que já testemunharam décadas de institucionalização da arte em Portugal. Entre o que se replica, o que se observa e o que se ousa inovar, o novo programador de artes visuais da Culturgest ensaia aqui o tom estético da temporada que se inicia: um exercício de curadoria entendido como liberdade vigiada pelo cuidado, aberto a tudo o que ainda possa acontecer.



Por Pedro Vaz

 

 

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PV: Falando de curadoria, é interessante pensar na sua etimologia: a junção de «curare», que significa cuidar, e «curatore», definido como "aquele que administra". Num mundo tão marcado pela desinformação, ataques constantes à democracia e à própria forma como vemos e absorvemos o mundo; pensando na curadoria artística, que poderá a arte fazer para nos ajudar a recuperar de tudo isso? É mesmo de arte que as pessoas precisam agora?

RF: As pessoas precisam de arte sempre, precisam desde que o mundo é mundo. Quando eu dava aulas de artes visuais no secundário, no Brasil, o tema era arte contemporânea, e eu costumava brincar com isso: quando os alunos diziam que não entendiam de arte contemporânea, eu respondia: “Mas vocês jogam videogame, veem Netflix, veem filmes, veem séries, claro que têm interesse.” Acho que o mundo precisa de artes visuais, e que elas podem dar respostas, mais diretas ou mais indiretas, a várias questões do mundo contemporâneo. Mas o mundo também precisa de literatura, de cinema, de música, de todas as formas de arte. Tudo está, de certo modo, misturado, e as artes visuais desempenham o seu papel, não necessariamente porque a produção que mostramos como curadores precise responder explicitamente a todas as mazelas do mundo. Às vezes, em trabalhos sem uma relação tão direta, tão literal ou panfletária, aprendemos tanto ou mais do que com um trabalho bem-intencionado, mas excessivamente panfletário. Portanto, acho que é muito caso a caso, mas diria que sim: as artes visuais seguem sendo uma saída possível.


PV: Às vezes aplicamos curadoria em situações que não pensamos como sendo um processo curatorial, como é exemplo as primeiras experiências de organização do nosso quarto. Lembras-te do momento em que fizeste essa transição, em que pensaste que sempre fizeste algo que era da curadoria, mas que a certo ponto deu aquele click de "agora tenho consciência de que estou a fazer algo que entendo como sendo curadoria mesmo"?

RF: Tive dois episódios marcantes. Ainda no secundário, fazia parte do cineclube da escola, aos catorze anos. Durante uma semana, o cineclube organizava um curso técnico de produção audiovisual, com espaço na programação para alguma iniciativa própria. Eu tinha acabado de participar no Festival Brasileiro de Cinema Universitário, no Rio de Janeiro, e queria muito estudar cinema na universidade. Pensei que, se selecionasse alguns dos filmes que tinha visto nesse festival e os trouxesse para a escola — e, mais do que isso, se convidasse os realizadores, todos ainda estudantes universitários, para falarem com os alunos — poderia ser um estímulo, tanto para os colegas como para mim. Na altura não me via como curador, mas, olhando para trás: selecionei os filmes, enviei os convites, recebi os realizadores, fomos almoçar juntos. Foi, na prática, um pequeno festival de cinema dentro da escola — e isso era curadoria.
A coisa tornou-se mais séria pouco depois, também através de um festival de cinema: a primeira vez que integrei um comité de seleção e assinei como curador foi na Mostra do Filme Livre, um festival importante no Rio de Janeiro. Fiz produção nesse festival durante muito tempo, até que, num certo ano, me convidaram para ajudar a selecionar cineastas e filmes. É um processo muito diferente do das artes visuais: as candidaturas eram feitas online, por open call, o que tornava o processo mais justo do que nas artes visuais, onde a seleção passa muitas vezes por investigação e pesquisa dos curadores, e não por candidatura direta dos artistas. Creio, portanto, que essa aproximação com a curadoria começou ainda na adolescência e se consolidou no início da vida adulta, sobretudo através dos festivais de cinema.


PV: E vinte e quatro anos depois, passas do festival de cinema para a Culturgest. É um salto expressivo — se pensarmos em termos visuais, a Culturgest faz parte de um edifício imponente, uma espécie de castelo contemporâneo escondido de forma elegante no meio de Lisboa: só à medida que nos aproximamos começamos a ver os vários contornos arquitetónicos. Ao mapear e visitar o edifício pela primeira vez, qual foi a maior surpresa e o maior desafio com que te deparaste?

RF: Não sei se tem uma maior surpresa, mas eu acho que o espaço ele é muito instigante, não vou dizer que ele é desafiador, mas é um espaço muito inspirador para um artista, para um curador, porque primeiro que tem esse caráter subterrâneo, tem a rampa, tem as galerias laterais, e parece peculiar a estrutura, que tem três galerias à esquerda, três galerias à direita, aquela comprida sala onde geralmente se mostra vídeo, e outra galeria ao fundo que também tem um grande corredor e tem uma maleabilidade maior quanto ocupação. Então acho que é nem surpresa nem desafio, mas acho que é um lugar que ele é muito inspirador mesmo assim, especialmente para artistas que brincam com o espaço, e acho que são galerias que também elas convidam a exposições muito diferentes, então acho que é um bom estímulo, tanto para os artistas quanto para qualquer curador que seja, pensar a programação ali. Eu acho que a arquitetura foi o que me chamou mais atenção.


PV: E pensando nessa questão do espaço, também a nível geográfico, como é que pensas na articulação que vais procurar entre a programação da Culturgest Lisboa e a do Porto?

RF: Isso é algo que penso ter aprendido um pouco nos últimos anos, noutros projetos, e também através de um projeto que desenvolvi na Galeria Municipal do Porto. Há algo muito curioso em Portugal — e isto é mais uma impressão do que uma teoria fundamentada: quem é de Lisboa tende a mostrar sobretudo em Lisboa, e quem é do Porto tende a mostrar sobretudo no Porto. Há uma espécie de fronteira invisível. Lembra-me um pouco o Rio de Janeiro e São Paulo, embora de forma diferente: quando um artista carioca começa a ter sucesso, acaba por mostrar em São Paulo, mas o inverso já é mais raro. Aqui sinto que são duas cenas um pouco paralelas. Por isso, poderia ser interessante mostrar na Culturgest Lisboa artistas que não são de Lisboa — do Porto, da Madeira, dos Açores e de outros lugares — e vice-versa. É algo que me estimula a propor dentre as diversas coisas que me passam pela cabeça neste momento.


PV: Depois há também uma distância dentro da cidade, porque se pensarmos em instituições museológicas de referência como a Culturgest, a Gulbenkian ou o MAAT, são grandes centros de pensamento dos temas atuais, e têm também uma responsabilidade quanto à forma como atuam dentro da cidade: como chamam o público e como chegam até ele. Qual é a tua perspetiva sobre a forma como o museu convida o público a entrar e a percorrê-lo — o respeito que impõe, o sentimento de pertença que pode (ou não) transmitir, e os graus de imersão, acessibilidade e participação possíveis dentro do museu?

RF: Considero a Culturgest um caso peculiar, na medida em que não é exatamente um museu, mas sim um centro cultural que reúne artes performativas, música, artes visuais, enfim, diversas linguagens. A programação de artes visuais da Culturgest possui uma elasticidade semelhante à de uma kunsthalle, tal como se designa em alguns países europeus, e considero isso positivo, precisamente por essa flexibilidade que a instituição comporta. Quanto ao modo como se pode dar as boas-vindas a um público, há várias possibilidades. Olhando para a minha trajetória, mais do que uma ideia, tenho antes um desejo: creio que seria interessante repensar a linguagem utilizada na programação, desde os títulos das exposições até aos textos de sala, à forma de escrita e até à sinalética do espaço, de modo a conferir um caráter mais acolhedor a um público não especializado. Creio que isso está relacionado com a linguagem e também com o design, mas igualmente com a escolha de quem realiza as exposições, também aí há um papel a desempenhar. Não sei ainda como será a minha temporada na Culturgest, mas estes desafios estão todos em cima da mesa — a ideia de atrair mais público e de que as pessoas se sintam acolhidas naquele espaço. Por outro lado, é positivo que na Culturgest não sinta a pressão de visitação, venda de bilhetes ou filas que outros museus parecem ter neste momento da história; há aqui uma leveza que aprecio, embora gostasse sempre de tornar o espaço ainda mais acessível a todos os públicos.


PV: Que equilíbrio pretendes encontrar entre artistas emergentes que vivem em Portugal e os nomes internacionais já consagrados?

RF: É uma ótima pergunta, à qual também estou a aprender enquanto faço este percurso. Gostaria que a Culturgest continuasse a apresentar exposições de artistas com uma trajetória mais sólida — era isso que os meus colegas anteriores faziam, e considero importante. É importante que a instituição o faça tanto com pessoas que residem aqui como com pessoas que não residem, e que a programação inclua artistas que não nasceram na Europa, mesmo que hoje aqui residam. Há também uma dimensão geracional que me interessa particularmente: gostaria que a Culturgest desse algum espaço a artistas da minha geração — a geração millennial, na transição para os quarenta anos —, que já não são uma novidade no circuito mas também não têm o percurso consolidado de uma artista como Alexandra Bircken, por exemplo, que tem sessenta anos. E, talvez, reservar também uma pequena parcela de espaço para artistas ainda mais jovens, que estão a começar agora. Seria interessante que a Culturgest tivesse essa sobreposição de vozes na programação. É um desafio contínuo: pensar o espaço, o orçamento, as possibilidades, a disponibilidade dos artistas, o diálogo entre galerias. Gostaria de dar continuidade ao que existe e, ao mesmo tempo, ir experimentando, pouco a pouco, estas pequenas novidades.


PV: E pensando em pontos estratégicos: observar pode garantir astúcia, replicar pode garantir segurança, e inovar pode garantir o fascínio. Qual destes três — astúcia, segurança e fascínio — vai definir a tua estratégia curatorial?

RF: Não vejo estas três ideias como separadas. Quando se entra numa instituição como a Culturgest, sigo um princípio que a minha mãe sempre me ensinou: começar por escutar muito e falar pouco, e ir experimentando aos poucos. Nunca adotaria a postura de simplesmente continuar o que se fazia antes, nem a de romper com o trabalho dos colegas para reinventar tudo do zero — essa reinvenção total, na minha opinião, não existe verdadeiramente. Trata-se, antes, de perceber para onde sopra o vento: informar-me, conversar, fazer visitas a ateliers, passar tempo com a equipa e também com pessoas da cidade que nunca trabalharam ali. Ouvir opiniões vindas de várias direções e, a partir daí, tomar decisões. Diria que a minha estratégia é uma mistura das três palavras que apontou.


PV: Quando falamos em estética e arte, também falamos de gosto, de imprevistos que partem muito do público, e às vezes o museu pode estar preparado para esses imprevistos, mas está sempre sujeito ao olhar de quem o visita, de quem recebe a sua comunicação. De que forma achas que o teu trabalho curatorial se expõe e se oferece ao inevitável escrutínio do mundo — para ser questionado, observado, absorvido, ou até contestado? Pessoalmente, acredito que o escrutínio, mais construtivo ou mais hostil, é sempre uma condição, agradável ou desagradável, para a evolução pessoal: pode magoar, mas fortalece. Concordas com este ponto de vista?

RF: Essa ideia de escrutínio é quase laboratorial. Mas compreendo o sentido da pergunta: creio que se refere a esse lugar da crítica, da reflexão, do backlash, da escuta do outro. Considero que, quando nos situamos na esfera pública, nessa figura do curador, seja na Culturgest, seja na Bienal de São Paulo, ou noutro contexto, essa suposta posição de poder de escolha dos artistas traz também um grande sentido de responsabilidade. Creio, além disso, que não existe qualquer espécie de consenso crítico no campo da criação, seja no cinema, na música, no álbum mais recente de Rosalía, no filme mais recente de Pedro Almodóvar, ou numa exposição na Culturgest. Já lidei, pessoalmente, com situações muito diversas. Realizei a Bienal do Mercosul no ano passado, no Brasil, e surgiram cerca de vinte críticas, desde textos muito interessantes, pessoas que apreciaram profundamente a Bienal até textos que revelavam, a meu ver, que a pessoa não havia visitado todos os espaços da mostra. Vai-se aprendendo, pouco a pouco, que, uma vez lançada ao espaço público, uma proposta fica sujeita a tudo. Sinto que certas produções textuais têm um caráter mais construtivo, como referiu, mesmo quando a pessoa não aprecia o trabalho; outras têm um caráter mais destrutivo. O que mais me preocupa, ao ler esse escrutínio, é sobretudo a forma como as pessoas lidam com o texto, quando este é bem escrito e fundamentado, considero-o legítimo, ainda que crítico. O que mais me custou, no caso da Bienal do Mercosul, e que constituiu um grande aprendizado, foi deparar-me com textos muito mal escritos. Considero, assim, que a pessoa não gostar está no seu direito; gostar excessivamente também me parece pouco habitual, mas é igualmente um direito. Aceito que alguém visite a Bienal de São Paulo ou uma exposição na Culturgest e considere tudo insatisfatório; é isso que move a arte desde que a arte existe – desde Plínio, o Velho, o exercício da crítica sempre esteve presente. Mas uma coisa é uma crítica negativa a uma proposta curatorial e artística, que não envolve apenas o curador, mas também aquilo que os artistas pretendem colocar no mundo; outra, bastante distinta, é quando se transforma num ataque pessoal sem fundamento. Creio que, nas artes visuais, esse exercício ainda ecoa pouco, ao contrário do que sucede, por exemplo, com o cinema, onde qualquer pessoa se sente à vontade para comentar um trailer no YouTube, com milhares de opiniões sobre se um filme é bom, mau ou transformador. As artes visuais não têm essa dimensão, por permanecerem uma área ainda muito elitizada, sem esse caráter mais massificado. Assim, na prática, não lido com quinhentas críticas, mas com cinco, uma, ou vinte, como no caso da Bienal do Mercosul, e considero que lidar com elas faz parte do trabalho, ainda que muitos aspetos escapem ao nosso controlo. Fazer curadoria implica lidar constantemente com pessoas, artistas, entrevistas como esta, outros curadores, colecionadores, instituições, equipas de produção. Quando não estamos bem, no sentido terapêutico, torna-se mais difícil lidar com a multiplicidade de pessoas, línguas, expectativas e projeções que esse trabalho exige. É, no fundo, uma questão de permanecer aberto e de cuidar, em simultâneo, dessa dimensão pessoal.


PV: E, num tom mais breve, e sobre o sair do controlo de uma forma mais poética: qual foi o primeiro projeto que imaginaste dentro da Culturgest desde que assumiste o cargo?

RF: Creio ter imaginado várias possibilidades. Gostaria muito de trabalhar com artistas da Ásia, da América Latina e também de África. Gostaria igualmente de desenvolver, de forma ensaística ou retrospetiva, projetos com artistas portugueses mais velhos, considero isso particularmente importante; aprecio realizar exposições com pessoas que possuem muito mais experiência do que eu. Agora que resido aqui, tenho trabalhado com vários artistas portugueses, mas sobretudo da minha geração. Seria, por isso, muito interessante poder aprender com alguém que iniciou o percurso nos anos 80, compreendendo assim uma história da arte, da educação e da institucionalização das artes visuais em Portugal. Vivendo aqui atualmente, posso ler inúmeros livros, mas não convivi ainda de forma próxima com essa geração. Mais do que propriamente sonhos, tenho vários desejos que vou explorando aos poucos, resta ver como se hão de consolidar nos próximos meses. Considero, porém, que a beleza da Culturgest reside em ser um espaço com grande cuidado e também com muita liberdade, o que se aproxima bastante da forma como concebo a curadoria: um exercício muito livre, por assim dizer, ou seja, que não responde apenas a uma agenda específica, mas que procura permanecer aberto ao que possa acontecer.

 

 

 

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Raphael Fonseca nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, e vive em Lisboa, Portugal. É curador de artes visuais na Culturgest, em Lisboa e no Porto, em Portugal. É curador-chefe da 37ª Bienal de São Paulo, a abrir em setembro de 2027. Trabalhou como chefe do departamento de arte moderna e contemporânea latino-americana no Denver Art Museum, onde atualmente colabora como curator at large na mesma área. Curador de “Screen melancholy”, de LI Yi-Fan, representação de Taiwan na Bienal de Veneza, em 2026. Parte do grupo de curadores da 3ª Counterpublic Triennial, a ser realizada em St. Louis, nos Estados Unidos, em 2026. Foi curador-chefe da 14ª Bienal do Mercosul, em 2025, em Porto Alegre e, junto a Renée Akitelek Mboya, curador da 22ª Bienal SESC_Videobrasil, em São Paulo. Assessor da trienal Prospect 6, em New Orleans, Estados Unidos, em 2024. Foi incluído na lista de 100 pessoas mais influentes das artes visuais globalmente pela revista ArtReview, em 2023, 2024 e 2025.


Pedro Vaz começou desde 2014, em Coimbra, a organizar exposições e performances. Completou entre 2013 e 2018 a Licenciatura e Mestrado em Estudos Artísticos pela FLUC. Atualmente é doutorando em Artes e Mediações pela FCSH da Universidade NOVA, e integra o laboratório IN2Past enquanto investigador do grupo Museum Studies do Instituto de História de arte da FCSH. A sua investigação doutoral beneficia de bolsa FCT, e conta com a parceria do museu MAAT enquanto instituição coorientadora do projeto.