Links

OPINIÃO


Vista da exposição. Imagem: Santander / Página oficial Facebook


Vista da exposição. Imagem: Santander / Página oficial Facebook


Vista da exposição. Imagem: Santander / Página oficial Facebook


Vista da exposição. Imagem: Santander / Página oficial Facebook


Vista da exposição. Imagem: Santander / Página oficial Facebook


Vista da exposição. Imagem: Santander / Página oficial Facebook


Bia Leite, Travesti da lambada e deusa das águas (2013). Imagem: Laura Fraiz | Cortesia da artista


Cibelle Cavalli Bastos, Is a Feeling, 2013. Imagem: Bruno Leão | Cortesia dx artistx e Galeria Mendes Wood DM


Lygia Clark, Cabeça coletiva, 1975. Imagem: VivaFoto - Fabio Del Re e Carlos Stein Cortesia Associação Cultural “O Mundo de Lygia Clark”


Odires Mlászho, The Dynamics of Change, 2011. Imagem: Cortesia do artista e Galeria Vermelho

Outros artigos:

CONSTANÇA BABO

2018-11-17
CHRISTIAN BOLTANSKI NO FÓRUM DO FUTURO

KATY STEWART

2018-10-16
ENTRE A MEMÓRIA E O SEU APAGAMENTO: O GRANDE KILAPY DE ZÉZÉ GAMBOA E O LEGADO DO COLONIALISMO PORTUGUÊS

HELENA OSÓRIO

2018-09-13
JORGE LIMA BARRETO: CRIADOR DO CONCEITO DE MÚSICA MINIMALISTA REPETITIVA

CONSTANÇA BABO

2018-07-29
VER AS VOZES DOS ARTISTAS NO METRO DO PORTO, COM CURADORIA DE MIGUEL VON HAFE PÉREZ

JOANA CONSIGLIERI

2018-06-14
EXPANSÃO DA ARTE POR LISBOA, DUAS VISÕES DE FEIRAS DE ARTE: ARCOLISBOA E JUSTLX - FEIRAS INTERNACIONAIS DE ARTE CONTEMPORÂNEA

RUI MATOSO

2018-05-12
E AGORA, O QUE FAZEMOS COM ISTO?

HELENA OSÓRIO

2018-03-30
PARTE II - A FAMOSA RAINHA NZINGA (OU NJINGA) – TÃO AMADA, QUANTO TEMIDA E ODIADA, EM ÁFRICA E NO MUNDO

HELENA OSÓRIO

2018-02-28
PARTE I - A RAINHA NZINGA E O TRAJE NA PERSPECTIVA DE GRACINDA CANDEIAS: 21 OBRAS DOADAS AO CONSULADO-GERAL DA REPÚBLICA DE ANGOLA NO PORTO. POLÉMICAS DO SÉCULO XVII À ATUALIDADE

MARIA VLACHOU

2018-01-25
CAN WE LISTEN? (PODEMOS OUVIR?)

ALEXANDRA JOÃO MARTINS

2017-11-11
O QUE PODE O CINEMA?

LUÍS RAPOSO

2017-10-08
A CASA DA HISTÓRIA EUROPEIA: AFINAL A MONTANHA NÃO PARIU UM RATO, MAS QUASE

MARC LENOT

2017-09-03
CORPOS RECOMPOSTOS

MARC LENOT

2017-07-29
QUER PASSAR A NOITE NO MUSEU?

LUÍS RAPOSO

2017-06-30
PATRIMÓNIO CULTURAL E MUSEUS: O QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS “CASOS”

MARZIA BRUNO

2017-05-31
UM LAMPEJO DE LIBERDADE

SERGIO PARREIRA

2017-04-26
ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE

LUÍS RAPOSO

2017-03-30
A TRAGICOMÉDIA DA DESCENTRALIZAÇÃO, OU DE COMO SE ARRISCA ESTRAGAR UMA BOA IDEIA

SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03
ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT

LUÍS RAPOSO

2017-01-31
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL - PARTE 2: O CURTO PRAZO

LUÍS RAPOSO

2017-01-13
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO

SERGIO PARREIRA

2016-12-13
A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE

ANA CRISTINA LEITE

2016-11-08
A MINHA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO...OU COISAS DO CORAÇÃO

NATÁLIA VILARINHO

2016-10-03
ATLAS DE GALANTE E BORRALHO EM LOULÉ

MARIA LIND

2016-08-31
NAZGOL ANSARINIA – OS CONTRASTES E AS CONTRADIÇÕES DA VIDA NA TEERÃO CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2016-06-23
“RESPONSABILIDADE SOCIAL”, INVESTIMENTO EM ARTE E MUSEUS: OS PONTOS NOS IS

TERESA DUARTE MARTINHO

2016-05-12
ARTE, AMOR E CRISE NA LONDRES VITORIANA. O LIVRO ADOECER, DE HÉLIA CORREIA

LUÍS RAPOSO

2016-04-12
AINDA OS PREÇOS DE ENTRADA EM MUSEUS E MONUMENTOS DE SINTRA E BELÉM-AJUDA: OS DADOS E UMA PROPOSTA PARA O FUTURO

DÁRIA SALGADO

2016-03-18
A PAISAGEM COMO SUPORTE DE REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ANDREI TARKOVSKY

VICTOR PINTO DA FONSECA

2016-02-16
CORAÇÃO REVELADOR

MIRIAN TAVARES

2016-01-06
ABSOLUTELY

CONSTANÇA BABO

2015-11-28
A PROCURA DE FELICIDADE DE WOLFGANG TILLMANS

INÊS VALLE

2015-10-31
A VERDADEIRA MUDANÇA ACABA DE COMEÇAR | UMA ENTREVISTA COM O GALERISTA ZIMBABUEANO JIMMY SARUCHERA PELA CURADORA INDEPENDENTE INÊS VALLE

MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17
PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL

RENATO RODRIGUES DA SILVA

2015-07-22
O CONCRETISMO E O NEOCONCRETISMO NO BRASIL: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO CRÍTICA

LUÍS RAPOSO

2015-07-02
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 2: O PRESENTE/FUTURO

LUÍS RAPOSO

2015-06-17
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 1: O PASSADO/PRESENTE

ALBERTO MORENO

2015-05-13
OS CORVOS OLHAM-NOS

Ana Cristina Alves

2015-04-12
PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE

J.J. Charlesworth

2015-03-12
COMO NÃO FAZER ARTE PÚBLICA

JOSÉ RAPOSO

2015-02-02
FILMES DE ARTISTA: O ESPECTRO DA NARRATIVA ENTRE O CINEMA E A GALERIA.

MARIA LIND

2015-01-05
UM PARQUE DE DIVERSÕES EM PARIS RELEMBRA UM CONTO DE FADAS CLÁSSICO

Martim Enes Dias

2014-12-05
O PRINCÍPIO DO FUNDAMENTO: A BIENAL DE VENEZA EM 2014

MARIA LIND

2014-11-11
O TRIUNFO DOS NERDS

Jonathan T.D. Neil

2014-10-07
A ARTE É BOA OU APENAS VALIOSA?

José Raposo

2014-09-08
RUMORES DE UMA REVOLUÇÃO: O CÓDIGO ENQUANTO MEIO.

Mike Watson

2014-08-04
Em louvor da beleza

Ana Catarino

2014-06-28
Project Herácles, quando arte e política se encontram no Parlamento Europeu

Luís Raposo

2014-05-27
Ingressos em museus e monumentos: desvario e miopia

Filipa Coimbra

2014-05-06
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 2

Filipa Coimbra

2014-04-15
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 1

Rita Xavier Monteiro

2014-02-25
O AGORA QUE É LÁ

Aimee Lin

2014-01-15
ZENG FANZHI

FILIPE PINTO

2013-12-20
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 4 de 4)

FILIPE PINTO

2013-11-28
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 3 de 4)

FILIPE PINTO

2013-10-25
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 2 de 4)

FILIPE PINTO

2013-09-16
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 1 de 4)

JULIANA MORAES

2013-08-12
O LUGAR DA ARTE: O “CASTELO”, O LABIRINTO E A SOLEIRA

JUAN CANELA

2013-07-11
PERFORMING VENICE

JOSÉ GOMES PINTO (ECATI/ULHT)

2013-05-05
ARTE E INTERACTIVIDADE

PEDRO CABRAL SANTO

2013-04-11
A IMAGEM EM MOVIMENTO NO CONTEXTO ESPECÍFICO DAS ARTES PLÁSTICAS EM PORTUGAL

MARCELO FELIX

2013-01-08
O ESPAÇO E A ORLA. 50 ANOS DE ‘OS VERDES ANOS’

NUNO MATOS DUARTE

2012-12-11
SOBRE A PERTINÊNCIA DAS PRÁTICAS CONCEPTUAIS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

FILIPE PINTO

2012-11-05
ASSEMBLAGE TROCKEL

MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07
BIRD

JOSÉ BÁRTOLO

2012-09-21
CHEGOU A HORA DOS DESIGNERS

PEDRO PORTUGAL

2012-09-07
PORQUE É QUE OS ARTISTAS DIZEM MAL UNS DOS OUTROS + L’AFFAIRE VASCONCELOS

PEDRO PORTUGAL

2012-08-06
NO PRINCÍPIO ERA A VERBA

ANA SENA

2012-07-09
AS ARTES E A CRISE ECONÓMICA

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-06-12
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (II)

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-05-21
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (I)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19
A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.

FILIPE PINTO

2012-01-16
A AUTORIDADE DO AUTOR - A PARTIR DO TRABALHO DE DORIS SALCEDO (SOBRE VAZIO, SILÊNCIO, MUDEZ)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2011-12-07
LOUISE LAWLER. QUALQUER COISA ACERCA DO MUNDO DA ARTE, MAS NÃO RECORDO EXACTAMENTE O QUÊ.

ANANDA CARVALHO

2011-10-12
RE-CONFIGURAÇÕES NO SISTEMA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - RELATO DA CONFERÊNCIA DE ROSALIND KRAUSS NO III SIMPÓSIO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PAÇO DAS ARTES

MARIANA PESTANA

2011-09-23
ARQUITECTURA COMISSÁRIA: TODOS A BORDO # THE AUCTION ROOM

FILIPE PINTO

2011-07-27
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (2.ª parte)

FILIPE PINTO

2011-07-08
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

ROSANA SANCIN

2011-06-14
54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMInations

SOFIA NUNES

2011-05-17
GEDI SIBONY

SOFIA NUNES

2011-04-18
A AUTONOMIA IMPRÓPRIA DA ARTE EM JACQUES RANCIÈRE

PATRÍCIA REIS

2011-03-09
IMAGE IN SCIENCE AND ART

BÁRBARA VALENTINA

2011-02-01
WALTER BENJAMIN. O LUGAR POLÍTICO DA ARTE

UM LIVRO DE NELSON BRISSAC

2011-01-12
PAISAGENS CRÍTICAS

FILIPE PINTO

2010-11-25
TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE

PAULA JANUÁRIO

2010-11-08
NÃO SÓ ALGUNS SÃO CHAMADOS MAS TODA A GENTE

SHAHEEN MERALI

2010-10-13
O INFINITO PROBLEMA DO GOSTO

PEDRO PORTUGAL

2010-09-22
ARTE PÚBLICA: UM VÍCIO PRIVADO

FILIPE PINTO

2010-06-09
A PROPÓSITO DE LA CIENAGA DE LUCRECIA MARTEL (Sobre Tempo, Solidão e Cinema)

TERESA CASTRO

2010-04-30
MARK LEWIS E A MORTE DO CINEMA

FILIPE PINTO

2010-03-08
PARA UMA CRÍTICA DA INTERRUPÇÃO

SUSANA MOUZINHO

2010-02-15
DAVID CLAERBOUT. PERSISTÊNCIA DO TEMPO

SOFIA NUNES

2010-01-13
O CASO DE JOS DE GRUYTER E HARALD THYS

ISABEL NOGUEIRA

2009-10-26
ANOS 70 – ATRAVESSAR FRONTEIRAS

LUÍSA SANTOS

2009-09-21
OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

2009-08-22
A NATUREZA DO CONTEXTO

LÍGIA AFONSO

2009-08-03
DE QUEM FALAMOS QUANDO FALAMOS DE VENEZA?

LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

2008-12-18
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

SANDRA LOURENÇO

2008-12-02
HONG KONG A DÉJÀ DISPARU?

PEDRO DOS REIS

2008-10-31
ARTE POLÍTICA E TELEPRESENÇA

PEDRO DOS REIS

2008-10-15
A ARTE NA ERA DA TECNOLOGIA MÓVEL

SUSANA POMBA

2008-09-30
SOMOS TODOS RAVERS

COLECTIVO

2008-09-01
O NADA COMO TEMA PARA REFLEXÃO

PEDRO PORTUGAL

2008-08-04
BI DA CULTURA. Ou, que farei com esta cultura?

PAULO REIS

2008-07-16
V BIENAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | PARTILHAR TERRITÓRIOS

PEDRO DOS REIS

2008-06-18
LISBOA – CULTURE FOR LIFE

PEDRO PORTUGAL

2008-05-16
SOBRE A ARTICIDADE (ou os artistas dentro da cidade)

JOSÉ MANUEL BÁRTOLO

2008-05-05
O QUE PODEM AS IDEIAS? REFLEXÕES SOBRE OS PERSONAL VIEWS

PAULA TAVARES

2008-04-22
BREVE CARTOGRAFIA DAS CORRENTES DESCONSTRUTIVISTAS FEMINISTAS

PEDRO DOS REIS

2008-04-04
IOWA: UMA SELECÇÃO IMPROVÁVEL, NUM LUGAR INVULGAR

CATARINA ROSENDO

2008-03-31
ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008): O PINTOR QUE ABRIU AO TEXTO

JOANA LUCAS

2008-02-18
RUY DUARTE DE CARVALHO: pela miscigenação das artes

DANIELA LABRA

2008-01-16
O MEIO DA ARTE NO BRASIL: um Lugar Nenhum em Algum Lugar

LÍGIA AFONSO

2007-12-24
SÃO PAULO JÁ ESTÁ A ARDER?

JOSÉ LUIS BREA

2007-12-05
A TAREFA DA CRÍTICA (EM SETE TESES)

SÍLVIA GUERRA

2007-11-11
ARTE IBÉRICA OU O SÍNDROME DO COLECCIONADOR LOCAL

SANDRA VIEIRA JURGENS

2007-11-01
10ª BIENAL DE ISTAMBUL

TERESA CASTRO

2007-10-16
PARA ALÉM DE PARIS

MARCELO FELIX

2007-09-20
TRANSNATURAL. Da Vida dos Impérios, da Vida das Imagens

LÍGIA AFONSO

2007-09-04
skulptur projekte münster 07

JOSÉ BÁRTOLO

2007-08-20
100 POSTERS PARA UM SÉCULO

SOFIA PONTE

2007-08-02
SOBRE UM ESTADO DE TRANSIÇÃO

INÊS MOREIRA

2007-07-02
GATHERING: REECONTRAR MODOS DE ENCONTRO

FILIPA RAMOS

2007-06-14
A Arte, a Guerra e a Subjectividade – um passeio pelos Giardini e Arsenal na 52ª BIENAL DE VENEZA

SÍLVIA GUERRA

2007-06-01
MAC/VAL: Zones de Productivités Concertées. # 3 Entreprises singulières

NUNO CRESPO

2007-05-02
SEXO, SANGUE E MORTE

HELENA BARRANHA

2007-04-17
O edifício como “BLOCKBUSTER”. O protagonismo da arquitectura nos museus de arte contemporânea

RUI PEDRO FONSECA

2007-04-03
A ARTE NO MERCADO – SEUS DISCURSOS COMO UTOPIA

ALBERTO GUERREIRO

2007-03-16
Gestão de Museus em Portugal [2]

ANTÓNIO PRETO

2007-02-28
ENTRE O SPLEEN MODERNO E A CRISE DA MODERNIDADE

ALBERTO GUERREIRO

2007-02-15
Gestão de Museus em Portugal [1]

JOSÉ BÁRTOLO

2007-01-29
CULTURA DIGITAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA

MARCELO FELIX

2007-01-16
O TEMPO DE UM ÍCONE CINEMATOGRÁFICO

PEDRO PORTUGAL

2007-01-03
Artória - ARS LONGA VITA BREVIS

ANTÓNIO PRETO

2006-12-15
CORRESPONDÊNCIAS: Aproximações contemporâneas a uma “iconologia do intervalo”

ROGER MEINTJES

2006-11-16
MANUTENÇÃO DE MEMÓRIA: Alguns pensamentos sobre Memória Pública – Berlim, Lajedos e Lisboa.

LUÍSA ESPECIAL

2006-11-03
PARA UMA GEOSOFIA DAS EXPOSIÇÕES GLOBAIS. Contra o safari cultural

ANTÓNIO PRETO

2006-10-18
AS IMAGENS DO QUOTIDIANO OU DE COMO O REALISMO É UMA FRAUDE

JOSÉ BÁRTOLO

2006-10-01
O ESTADO DO DESIGN. Reflexões sobre teoria do design em Portugal

JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO

2006-09-18
IMAGENS DA FOTOGRAFIA

INÊS MOREIRA

2006-09-04
ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE

MARCELO FELIX

2006-08-17
BAS JAN ADER, TRINTA ANOS SOBRE O ÚLTIMO TRAJECTO

JORGE DIAS

2006-08-01
UM PERCURSO POR SEGUIR

SÍLVIA GUERRA

2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006


O QUE HÁ DE QUEER EM QUEERMUSEU?



FERNANDA BELIZÁRIO E RITA ALCAIRE

2017-12-23




 

 

No dia 10 de setembro deste ano, o Santander cancelou a exposição "QueerMuseu: Cartografias da diferença na América Latina", que ocupava salas de exposição do Santander Cultural (Porto Alegre, Brasil) sem notificar o curador Gaudêncio Fidelis. A justificação para o cancelamento por parte do seu patrocinador baseou-se na acusação de apologia à pedofilia, bestialidade, vilipêndio religioso e atentado aos bons costumes, bradada por grupos conservadores nas redes sociais brasileiras (e não só). Queermuseu propunha-se a dar visibilidade à diversidade de expressões de género e sexualidade na arte e na cultura, de meados do século XX aos dias de hoje, trazendo 270 trabalhos assinados por 85 artistas dentre nomes consagrados dentro do mercado das artes.

O cancelamento da exposição gerou reações diversas em muitos espaços nacionais e internacionais, tanto iniciou uma avalanche de censurar e respostas conservadoras a exposições, peças de teatro e conferências que, de alguma forma, falavam sobre género e sexualidade, como provocou manifestações de apoio e organização de eventos e outras manifestações artísticas que seguiam a mesma inspiração. De diversos casos emblemáticos que se seguiram, podemos destacar a reação à ida da filósofa Judith Butler a São Paulo, marcada sob protestos e atos simbólicos de queima às bruxas por parte de grupos conservadores.

A 31 de outubro, por conta ainda das reações a QueerMuseu, no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, organizamos o seminário “Cartografias da (negação) à diferença: uma reflexão a partir do QueerMuseu”, que reuniu contributos de vários horizontes epistemológicos para refletir sobre as repercussões deste episódio. As pessoas convidadas a falar, Ana Cristina Santos, Jota Mombaça, António Fernando Cascais, Gaia Giuliani e Daniel Lourenço traçaram diferentes — e complementares — pontos de vista sobre as interlocuções entre arte e sexualidade em tempos de crise.

A proposta deste artigo é, portanto, traçar uma reflexão sobre o seminário a partir da experiência académica e ativista das autoras, de forma a organizar um eixo lógico entre as falas das pessoas intervenientes a partir de dois eixos: o efeito das representações mainstream sobre a arte marginal e subalterna queer e a integração entre certa concepção do que é género e sexualidade e sua relação com os modelos de censura, como forma de regular o status quo.

A apresentação do regime sexo-género que estrutura a sociedade, em outras palavras, a ideia de que existem géneros e sexualidade “normais” que são o homem e a mulher que se identificam com o género atribuído no seu nascimento (cissexualidade) e são heterossexuais, cria estruturas classificatórias que enquadram as pessoas a partir da aproximação ou distância desse regime. Demonstrar, analisar e criar outras alternativas ao binarismo homem e mulher cisheterossexual — apresentado por Ana Cristina Santos —, é o ponto de partida para se pensar o potencial constestatório do queer, que ao ser sujeito, adjetivo ou verbo, converte-se em possibilidade emancipatória para os corpos dissidentes e, também, para toda a sociedade, já que está constantemente provocando fraturas na ideologia de género e forjando arranjos que constestam a hegemonia cisheterossexual.

Ao mesmo tempo, no contexto brasileiro do golpe parlamentar, percebe-se o alargamento do espaço de fala de pessoas que enaltecem práticas repressivas contra pessoas dissidentes (queer, não-brancas, pobres, ativistas, de movimentos populares etc.), de decisões das autoridades políticas contra direitos civis, políticos e sociais, de práticas policiais e de repressão em diversas instâncias, em suma, um contexto plausível para que as discussões sobre a censura voltem a emergir, uma vez que os momentos de crise e de rearranjo da distribuição de poder, recursos, lugares de fala, e estruturas de privilégio são momentos em que as alternativas parecem perigosamente mais palpáveis.

António Fernando Cascais, na sua apresentação, afirma que a censura é, nela mesma, um processo de articulação da sociedade para reforçar ou tornar clara a sua própria ideia de moralidade, do que é ou não socialmente aceitável. Nesta perspectiva, a censura nunca deixou de existir, o que retorna de tempos em tempos é uma preocupação com a institucionalização das práticas concretas de censura e seus efeitos sobre a liberdade de expressão.

A dimensão onipresente da censura, a que denomina-se censurância, é uma regulação não-visível de qual produção simbólica pode circular e sob quais critérios. É assim, então, que pessoas queer são majoritariamente representadas nos circuitos mediáticos como pessoas glamurosas, com grande capital cultural, jovens, com corpos normalizados, características que as outorga o direito de circular nesses espaços e discursos. Regular um certo conjunto de práticas e características sob as quais o queer pode ser visível é tornar invisível as suas outras formas de expressão queer: as não brancas, as velhas, as não ocidentais, empobrecidas, neuroatípicas, corpos gordos e tantas outras formas de estar no mundo que acabam por não se reconhecer no próprio discurso queer.

A partir de uma genealogia da monstruosidade, entendida como estratégia social de posicionar a anormalidade e um questionamento sobre quais corpos podem e sob qual perspectiva ser representados em museus, Gaia Giuliani lembra-nos de que a questão crucial é refletir sobre quais corpos têm ou não a autorização para se representarem em um tempo e espaço específicos, lembrando-nos que o museu é, tradicionalmente, o espaço da consagração da arte mas, muitas vezes, o espaço de pessoas (e monstros) representados à sua revelia, a partir de processos de sujeição e violência.

Na mesma senda, Jota Mombaça relembra-nos que a exposição QueerMuseu está em um espaço — social, físico e simbólico — da arte mainstream, patrocinada por um grande banco, em um grande salão de exposições e uma curadoria que privilegiou artistas já consagradxs. Isto reflete uma minúscula parte do que se poderia chamar arte queer, que também poderia nomear um espaço muito significativo da expressão artística e política situada às margens, na música, na pintura, no pixo, no grafite, na performance e instituem uma linguagem e espaço fora dessa figura queer habitável dos discursos hegemônicos que está refletida também em QueerMuseu.

A exposição catalisou as pautas em torno da arte queer para denunciar os abusos contra a liberdade de expressão daquela exposição em específico. Contudo, ao fazê-lo, obscureceu ainda mais o acesso e visbilidade de artistas queer emergentes e não hegemónicos, essxs que todos os dias sofrem ataques à sua liberdade de expressão, à sua vida e ao seu direito de existir. Então, QueerMuseu ao ingressar na pauta pública como a polêmica em torno do queer, este potencial desestabilizador do próprio movimento adequa-se ao que António Fernando Cascais já mencionava, sobre o queer que está autorizado a ser representado. Portanto, enfrenta-se uma dupla violência: o próprio ataque ao QueerMuseu passa a fazer este circuito mainstream representar a arte queer como se ela fosse monolítica e tradicionalmente ocupasse os espaços formais de apreciação de arte, como os museus, quando é uma arte de resistência que se afirma fora — e contra — esses espaços.

Este tratamento dado à questão do QueerMuseu foi a que se estabeleceu como hegemónica dentro das pautas mediáticas, o que levou a um conjunto de diversas outras manifestações de apoio que gravitavam em torno de estratégias e reconhecimentos mais tradicionais. Foi o caso, trazido por Daniel Lourenço, do movimento “I love QueerMuseu” levado a cabo por uma artista brasileira radicada em Nova Iorque, que buscou entre colegas um financiamento coletivo para que a exposição pudesse acontecer naquela cidade sob a bandeira de defender a liberdade de expressão e a arte queer e, com isto, reinscreveria a exposição em um circuito internacional de produção simbólica que cada vez mais distancia-se das práticas heterodoxas do queer.

Portanto, a arte mainstream pode ser contestatória, no sentido de ampliar os espaços de crítica que superem os circuitos hegemónicos, legítimos de produção da própria arte? Ou quando ela se dispõe a fazê-lo ela sempre o faz trazendo para as regras do hegemónico o que nasceu para ser transgressor?

As falas dxs intervenientes do seminário em questão nos indicam que quando pensamos na celeuma QueerMuseu, apresenta-se visível uma censura que se atualiza em um contexto que se mostra ultraconservador, ao mesmo tempo que é preciso refletir como a relação “queermuseu - censura - liberdade de expressão" reorganiza certos espaços de expressão e ativismo queer no sentido de torná-los ainda mais vulneráveis. A arte passa a ocupar, portanto, o centro da disputa sobre a moralidade, que tem sido um tema caro aos grupos conservadores brasileiros, que atacam as identidades e expressões dissidentes de sexualidade e de género, apresentadas como o espaço do instável e do pânico moral, relegadas ao lugar do indizível. Mas é também tema caro aos grupos que tensionam a cisheteronormatividade e buscam o reconhecimento da existência dos corpos queer e sua permissão para existir e ocupar o espaço público, que constroem uma arte que contesta a ordem cisgénero, heterossexista, branca, capitalista e colonial do mundo.

 

 

Fernanda Belizário e Rita Alcaire
Organizadoras do seminário Cartografias da negação à diferença: uma reflexão a partir do QueerMuseu. Fernanda Belizário e Rita Alcaire são doutorandas do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra na área de pós colonialismos e direitos humanos, respetivamente.