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SNAPSHOT. NO ATELIER DE...







Miguel Bonneville, por Joana Linda.


I wanted to change the world, 2010.


I wanted to change the world, 2010.


MB#6, 2008.


Esta é a minha cidade e eu quero viver nela, 2010.

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MIGUEL BONNEVILLE

LIZ VAHIA



Já o vimos de peruca loira, já o vimos de collants na cabeça, já o vimos cheio de fita cola. Já o vimos também de óculos na semi-escuridão a ler para nós. Escreve, desenha, age. Compõe situações, momentos, requer a nossa atenção. Acha que quanto mais específico for, maior será a amplitude do seu trabalho. Miguel Bonneville, assim mesmo rasurado, continua a insistir naquilo que é importante para si, através da performance, dos livros, dos desenhos. A Artecapital foi conversar com o criador que neste momento prepara o seu próximo trabalho dentro da série “A importância de ser...”.


Por Liz Vahia


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LV: Quando visitamos a tua página web a primeira coisa com que nos deparamos é uma espécie de manifesto que nos informa e avisa do que poderemos esperar ao encontrar o teu trabalho. A tua relação com a palavra “afirmativa”, o endereçar-se directamente o público, é uma característica que desde o início marca o teu percurso artístico. Mesmo nas tuas exposições há uma forte componente de exibição nesse sentido claro e direcional: objectos embalados, cabides com peças penduradas, auto-retratos que fixam o visitante, etc. Quem encontra o Miguel Bonneville não consegue escapar ao Miguel Bonneville?

MB: Sempre procurei manter o mais claro possível o meu contexto: de onde venho, onde e quando nasci, o tipo de educação que recebi, o meu ambiente familiar – de forma a que o trabalho pudesse ser recebido tendo em conta uma visão específica do mundo. Acho que quanto mais específico for, maior será a amplitude do trabalho.
Apercebi-me que as resistências que fui encontrando ao longo do tempo – sobretudo no início do meu percurso – relativamente ao meu trabalho, tinham a ver com o facto de ter invertido o que é habitual fazer-se com o material autobiográfico: comecei por falar de mim, em vez de acabar por falar de mim. Ou seja, parece que o habitual é conquistar uma legitimidade qualquer após a qual já se poderá entrar no domínio da autobiografia; só quando chegamos a velhos podemos falar de nós. Antes disso parece que não temos história ou maturidade ou conhecimento o suficiente para o fazermos – e aquilo que parece estar a acontecer é apenas uma fase narcísica.
Os artistas que me influenciaram determinantemente foram sempre aqueles cujos trabalhos e cuja vida se mostraram impossíveis de separar. E essa influência foi o resultado precisamente de me fazerem pensar não só sobre a vida em si, como na minha própria vida – e consequentemente na relação entre ambas.
Por isso, eu espero sinceramente que se possa sempre escapar ao Miguel Bonneville (e agora ao Miguel Bonneville), no sentido em que espero que o foco esteja no impacto que o trabalho tem, e nas suas consequências, mais do que em mim.


LV: Caracterizas o teu trabalho como autobiográfico. Numa altura em que questões sociais permeiam muitos trabalhos artísticos e estes se relacionam com contextos específicos, tu chamas essas questões à tua pessoa e ao teu corpo, no que ele tem de impreciso, flutuante, contraditório. É importante uma ancoragem visceral das coisas?

MB: Eu não separo as questões pessoais das questões sociais. Tal como não separo as questões pessoais das questões políticas. Nem as questões artísticas das pessoais, sociais e políticas. Quanto a mim são impossíveis de separar.
Tem, sim, havido uma tendência política cada vez maior de tornar os artistas em assistentes sociais – parece-me ser uma estratégia para usar os artistas, dar-lhes um grau de utilidade específico, e tapar alguns buracos. E sobretudo criar uma agenda; direccionar o olhar para um determinado assunto. Há um efeito de bola de neve: as instituições procuram financiamento através de programas ou concursos, esses programas ou concursos têm como requisito determinado tema, determinado objectivo, para se conseguir receber esses apoios condicionam-se as estratégias e as vontades de forma a encaixarem nesses temas e programas... Os artistas que são programados ou que querem ser programados são consequentemente aqueles que se inserem nesses contextos. Ou seja, muito facilmente se cai num padrão, numa massa, heterogeneizado.
Não quero com isto dizer que todas as agendas sejam necessariamente negativas.
O que é importante para mim é manter um certo radicalismo, no sentido de saber o que é que é realmente importante dizer, qual é a minha urgência, e compreender o porquê dessa urgência, independentemente da agenda que está a ser criada.


LV: Aparte do teu percurso performativo, se calhar mais conhecido do grande público, tens um trabalho plástico com um itinerário igualmente consolidado. Como é que, por exemplo, surgiu o desenho e a vontade de o trabalhar?

MB: O trabalho plástico, na verdade, surge primeiro do que o performativo – embora eu também tenha alguma resistência em separar um do outro. O desenho, a pintura, as colagens, a escrita, foram as minhas primeiras formas de experiências artísticas, e serviram-me também de base para a preparação e criação de performances. Nunca me quis restringir criativamente e isso levou a que fosse experimentando várias maneiras de chegar a um resultado final.


LV: O teu nome próprio aparece agora rasurado, mas visível ainda. Um apagar do Miguel sem esquecer que já foi Miguel. Antes, já tinhas feito o Miguel Bonneville #9, onde reencenavas a morte de um Miguel Bonneville. E uma exposição com o título “Morgue”, onde no meio da sala jazias deitado em forma de desenho numa espécie de caixão de vidro. Mais do que um desaparecimento do eu e da morte do biográfico, há aqui uma abertura à possibilidade deste eu poder ser qualquer um, todos. Concordas?

MB: Como respondi acima, eu acho que essa possibilidade sempre esteve presente. Ou pelo menos sempre foi o meu objectivo que estivesse. Não digo que possa ser todos, mas que possa pelo menos ser muitos.
Esse rasurar do nome vem na consequência de um esforço de pensar como é que nos podemos esgotar, esgotar as nossas visões sobre as nossas vidas, as nossas experiências, e como é que podemos querer recomeçar – embora nunca se recomece. E vem também de uma enorme vontade em adequar um nome a uma desidentificação com o género que me foi atribuído.


LV: Em 2013 iniciaste também uma série intitulada “A importância de ser...” sobre personalidades que influenciaram o teu trabalho: António de Macedo, Simone de Beauvoir, Agustina Bessa-Luís. Era importante afirmares nesta altura estes autores, e a sua relação contigo enquanto autor também?

MB: Depois de ter encenado o funeral do Miguel Bonneville, procurei compreender como poderia continuar a trabalhar sobre os assuntos que mais me afectam. O ponto de partida para a série surgiu na Cinemateca quando vi “As Horas de Maria” do António de Macedo. Descobri, ao ver o filme, o impulso que precisava para recomeçar a trabalhar. Este impulso foi devido tanto à temática do filme, à forma como o filme foi recebido quando estreou, bem como a história do realizador e a sua incursão quase forçada para a invisibilidade. A partir daí o processo de selecção dessas personalidades tem sido feito mais ou menos da mesma forma, através de um impulso que marca e transforma determinantemente o momento que estou a viver.


LV: Estás a desenvolver algum projecto neste momento? Vamos poder ver alguma exposição em breve?

MB: Estou a começar o processo de criação de ‘A importância de ser Paul B. Preciado’, que será dividido em duas partes: uma com estreia no final deste ano e a outra em 2017. E vou ter um poster na exposição colectiva ‘O teu corpo a tua arena’, uma página na fanzine ‘Rama em Flor’ (11 de Setembro às 17h na Rua das Gaivotas 6) e o vídeo ‘Gisberta’, realizado em colaboração com a realizadora Cláudia Varejao, (13 de Setembro às 22h no Terraço da ZDB) – tudo dentro do contexto do festival Rama em Flor.

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