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PAULO QUINTAS

LIZ VAHIA


 

A decorrer no Museu das Comunicações, em Lisboa, “Desert Island Paint” é a exposição onde Paulo Quintas mostra as suas últimas pinturas. A Artecapital aproveitou a ocasião e foi falar com o artista sobre o seu espaço de trabalho, o processo de criação, a continuidade de técnicas e a experimentação permanente.


Por Liz Vahia

 

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LV: Antes de começares a trabalhar na série de pinturas que tens expostas neste momento no Museu das Comunicações, integradas num conjunto de exposições organizadas pela Galeria Bessa Pereira, pintaste o teu atelier de branco (paredes e chão). Há alguma relação entre a criação de um espaço todo homogéneo e as pinturas que resultaram do trabalho que se seguiu, onde o branco também impera como espaço presente em todas as pinturas?

PQ: Sim, o atelier foi todo pintado, chão e paredes, antes de começar. Sendo esse talvez já um começo “artístico” de vários significados mas nem todos “artísticos”. Mas era necessário limpar para começar.
A vida do dia a dia pode ser muito “suja”, pode deixar-nos muito “sujos” e desgastados, por isso temos que fazer arte para nos limpar e ver o pristino de novo… Também, o atelier estava sujo de restos de outras pinturas, de outras ideias, terra, de matéria trazida pelo vento, não necessária para o começo de novo trabalho.
Novo trabalho trará a sua sujidade específica e nova. Nunca misturar sujidades diferentes entre si.
Esta ideia de isolar matéria e usar tinta como um grande oceano, como se vê nas fotografias, está na origem do titulo da exposição. O branco de fundo destas pinturas, já tinha sido experimentado com uma técnica diferente em 2005 numa longa serie de pinturas intituladas “telle une fleur ouverte aux abeilles – Ossos e Girassóis” .


LV: Se não tivesses o atelier que tens neste momento, achas que o teu trabalho teria características diferentes das actuais? O teu trabalho, em termos de experimentação técnica podia extravasar para outros formatos (instalação, performance...).

PQ: Este Atelier é um atelier-casa, o segundo com estas características que tenho ao fim de muito tempo.

Nada se compara a trabalhar no mesmo sítio em que se vive, para mim…
Ainda para mais com esta técnica a óleo, a pintura tem de ser toda construída e finalizada enquanto o óleo está molhado… Estar perto do trabalho é fundamental.

Também acho que o trabalho podia extravasar noutros formatos, essa ideia está implícita nos meus processos de pintura desde sempre. A minha pintura sempre foi mais construída do que pintada. Ou seja, de um ponto de vista académico não é pintura.
Desta vez documentei bastante todo o trabalho de atelier em fotografia, como se pode ver aqui nas imagens.


LV: Disseste que as tuas pinturas eram normalmente percebidas como muito densas, melancólicas às vezes. Mas não me parece que seja essa a ideia que tens delas.

PQ: Sim, ao longo dos anos ouvi muitos comentários como: “…as tuas pinturas são feias.”, “…as tuas pinturas são difíceis.”, “…Não compreendo as tuas pinturas.”, “…Não sabia que esta pintura era tua.”

Sobre este assunto eu não consigo elaborar quase nada…
Talvez referir algo que toda gente sabe, mas que se esquece muito frequentemente, que é o artista trabalhar sempre para ele e não para os outros.
Nesta ordem de ideias devo dizer que ao longo do processo eu tenho sempre variadíssimos problemas a resolver nas pinturas e resolvo-os como eu pretendo ver resolvido o caso. Portanto, os meus problemas são resolvidos. Os problemas dos outros com as minhas pinturas não são nunca os mesmos problemas que os meus.


LV: O processo é muito importante no teu trabalho. Passa muito por uma constância de características formais, pela repetição de técnicas. Apesar disso, o lado experimental está na base. No entanto, não parece haver um confronto. Como geres isso?

PQ: O meu processo, ou seja, o modo de proceder e avançar, nas pinturas, é sempre experimental.
Neste ponto eu não sou um Revolucionário, aquele que vira as costas ao passado e segue noutra nova direcção ignorando tudo que deixou para trás.
Em cada nova serie de pinturas existe sempre a combinação de uma nova ideia com algo que foi feito antes, novas ideias e velhas ideias em conjunto. Muito frequentemente só eu consigo identificar esse antecedente, mas com o tempo que passa torna-se claro para os outros também.
Penso que um artista quando faz trabalho novo faz uma deslocação ou um transporte de todo o trabalho anterior para um novo local contemporâneo no espaço e no tempo. Uma atualização subjetiva evidentemente.


LV: O desconhecido, como resultado final, é algo que te atrai?

PQ: Sim, é verdade.
Tudo o que sabemos é passado, existe no passado. Do futuro nada sabemos. O presente é o local de reformulação do que já foi feito ou dito, é a oportunidade para o fazermos melhor.

Eu sou um pintor que não pinta todos os dias. Entre uma série e outra existe sempre uma zona em que nada aconteceu, podem ser dias ou meses, nunca anos.
Assim, para retornar ao trabalho é necessário um motivo forte, uma ideia ou várias ideias.
Com o meu processo, o próprio trabalho dita soluções e caminhos. Aos poucos aparece uma pintura que tem tudo!
Essa pintura é depois desmontada ou observada com cuidado. As pinturas seguintes não são mais do que pinturas que existiam dentro da primeira pintura. A série inteira tem sempre a sua origem numa pintura inicial.
Este é o meu método desde 1989.

Por isso, no final, ver todas as pinturas juntas é uma descoberta de algo desconhecido antes.

 

 

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