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OPINIÃO


Vista geral da exposição da Coleção de Arte Moderna da Gulbenkian. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Leonor Antunes, Evitando o vento mistral II. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Germaine Richier, La Grande Sauterelle. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Ana Vieira, Ambiente Sala de Jantar. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Ana Vieira, Ambiente Sala de Jantar. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Ana Vieira, Ambiente Sala de Jantar. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Ana Vieira, Ambiente Sala de Jantar. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Fernanda Fragateiro, (Não) ler a paisagem. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Fernanda Fragateiro, (Não) ler a paisagem. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Grada Kilomba, Illusions Vol.11 Narcissus. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Maria Antónia Siza, vista geral. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Maria Antónia Siza, vista geral. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Maria Antónia Siza, vista geral. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.


Maria Antónia Siza, vista geral. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.

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Mesmo quando ‘Mulheres Artistas na Coleção Moderna’ da Fundação Calouste Gulbenkian estava a terminar no passado 31 de dezembro, tive a oportunidade de visitar este itinerário mascarado de exposição. As grandes bandeiras fora do edifício pressagiavam uma aguardada declaração do mundo institucional das artes em Portugal – sendo esta apenas uma contribuição representada pela Fundação - em matéria de apoio ao movimento feminista de massas que se está finalmente a ouvir um pouco por todo o mundo.

Foi a primeira vez que visitei a Coleção de Arte Moderna da Gulbenkian. Todo o espaço, num estilo muito próprio e notável em que a arquitectura de Leslie Martin & Associados e José Sommer Ribeiro, é realmente poderosa e em simbiose total com o plano paisagista de Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto. Estar dentro do edifício, uma cascata brutalista, ensoparmo-nos em arte moderna com uma estação de biodiversidade em formato wide-screen, é verdadeiramente vibrante e uma experiência que me deixou sedenta por mais.

O que me deixou perplexa foi a comunicação deste mecanismo, que muito sinceramente confesso como publicidade enganosa: em títulos gordos anunciava-se ‘Mulheres Artistas Coleção de Arte Moderna’, em letras pequenas que era um itinerário. Assim entrei na Coleção de Arte Moderna, pensando que iria ver uma(s) sala(s), ou uma secção dedicada a Mulheres Artistas e não uma visita diluída da arte que estas poderosas criaturas deram de si.

A minha visão do que é arte é simples e complicada: arte é um espelho que artistas trabalham enquanto material, da realidade cultural que os envolve. Aquilo que se define por cultura e as mentes, capacidades e visão dos artistas é que torna a arte tão rica e inteligivelmente deliciosa, complexa, levando a experiências transcendentais quando somos sortudos e os nossos sentidos se alinham com as peças. A arte dentro desta coleção levou-me às lágrimas duas vezes e por isso me sinto sortuda. O que venho discutir neste artigo não é o conteúdo magnifico da coleção. É a curadoria covarde que se verificou, o espelho de uma cultura negligenciada – um destorcimento perverso que tornou este itinerário maquiavelicamente bem-sucedido.

Eu não sou perita em feminismo. Mas sou mulher. Só há pouco tempo me aproximei desta ideologia, pois só quando voltei para Portugal em 2018 senti uma intensa agressão cultural machista, que me despertou o sentimento de solidariedade para com mulheres que sofrem eventos muito mais graves do que eu. Sem querer entrar em detalhes da minha vida pessoal, já sofri ataques físicos algumas vezes – sempre pela mão de portugueses - e continuo no meu dia-a-dia a sofrer ataques à minha pessoa e conduta ética e pessoal pelas mãos desta cultura enraizada à minha volta, em todas as faixas etárias, manifestada por homens, mas muito frequentemente por mulheres também. Vejo o temor que Joacine Katar Moreira causa a homens e mulheres nas redes sociais. Numa época em que o movimento #metoo se tornou global, viral e de massa, Portugal continua a ignorar que os problemas sociais também cá existem, não fosse o racismo andar também a fazer manchetes e os encarregados de instituições a negarem a sua existência. Negligência ao seu melhor.

O período moderno das artes, prima-se pelo seu carácter avant-garde. Os grandes movimentos disruptivos do tradicionalismo das artes nasceram há quase 200 anos atrás. Em 1830 viu-se o Impressionismo ser diferente e há mais de 100 anos vimos o Cubismo, o Surrealismo, o Dadaísmo e muitos outros, todos, movimentos que queriam criar uma nova cultura, pois entendiam que a cultura tradicional, conservadora, estava ultrapassada. Na Coleção Moderna da Gulbenkian, uma pobre elucidação se faz destes períodos, sendo os trabalhos apresentados numa banda cronológica sem referências evidentes a períodos históricos artísticos. São apresentados, porém, e de forma relevante à identidade portuguesa, em blocos cronológicos conforme as gerações políticas que determinaram como a cultura podia ser expressada no nosso país. Toda a coleção está ordenada em conformidade com a paisagem cultural e social do nosso país, preterindo a história de arte ocidental. A coleção incluí artistas estrangeiros e o itinerário Mulheres Artistas também, e esta termina (cronologicamente) inclusive com o realce de que a internacionalização académica dos e das artistas, posicionaram a arte portuguesa no circuito internacional das artes, demonstrando uma indicação da conscientização de que Portugal existe num contexto global.

Ver a obra de Leonor Antunes, Ana Vieira e Fernanda Fragateiro dispersa no meio de tanto barulho doeu-me. Particularmente depois de ler as palavras da presidente Isabel Mota em relação à missão cultural da Fundação, que desde 2017, define que “uma das suas linhas de trabalho estruturantes” é “colmatar o défice de representação de artistas mulheres – bem como de outras minorias”. Este itinerário não corrige, nem contrabalança a representação das mulheres no mundo das artes: perpetua a comparação, a contextualização relativista que temos vindo a suportar desde sempre em relação aos homens.

Digo barulho porque a coleção tem uma variedade bem eclética, abrangente e algo extensa que noutro contexto iria de certo louvar, mas que por isso, o trabalho de filtrar, focar, isolar os trabalhos que são de mulheres, se tornou numa tarefa para o patrono levar a cabo. Tarefa essa que deveria ter sido a curadora a desempenhar.

 

 

Salette Tavares, Bailia (1979), cobre metalizado cromado e prata. Fotografia: Inês Ferreira-Norman.

 

 

Louvo o espaço que foi dado a Maria Antónia Siza, a Helena Almeida e Sallete Tavares, um espaço no qual o silêncio visual em redor das suas obras me possibilitou escutar o que tinham a dizer, sendo aqui que senti o poder que esta exposição – perdão – itinerário poderia ter tido. Quando em agosto de 2017 fui ver ‘Dreamers Awake’ na White Cube, Bermondsey em Londres, saí desta exposição com o sentimento que as mulheres não foram simplesmente fetichizadas nessa altura, mas que contribuíram para a revolução cultural que foi o Surrealismo, que hoje em dia continua, e com uma forte presença feminina. Este, é um exemplo claro em que uma exposição transformou – proporcionou um “novo olhar” para usar as palavras da Fundação em relação ao itinerário – a perspetiva do visitante. Foi também em 2017 que Isabel Mota anunciou que a política cultural da Fundação é a de equilibrar a igualdade de género. Penelope Curtis, diretora e curadora, disse ao Observador aquando a inauguração que ‘o novo percurso é assumidamente feminista, mas não é ainda igualitário, porque continuamos a contar com mais homens artistas do que mulheres’. Pergunto-me então qual foi o objetivo deste percurso?

Neste itinerário, a declaração da curadora está longe de ser feminista: enquanto se pode largamente definir feminismo como a criação de espaços para as mulheres serem como estas queiram ser, e não tem implicações de igualdade, as demandas do mundo atual, global, e da própria política cultural da Fundação refere-se à igualdade de géneros. O que eu vejo claramente, independentemente se se inclui igualdade numa definição de feminismo, é que o valor que se dá às mulheres artistas tem de ser reposto da mesma forma que se tem dado aos homens artistas: no protagonismo e não no relativismo. Por que não transformaram esta oportunidade em exposição?

Mais ainda acrescento, porque é que a Fundação levará em 2021 uma exposição de mulheres artistas portuguesas ao estrangeiro (Bruxelas), se não deu a conhecer às mulheres portuguesas e demais humanos em Portugal, as Mulheres Artistas da Coleção da forma que entende merecedora no estrangeiro, com uma exposição e não um itinerário?

Este itinerário foi uma escolha estéril, e preguiçosa. No contexto de uma coleção moderna, como é que não se usa a caraterística principal deste período – a disrupção – para de facto valorizar as Mulheres Artistas num momento tão crucial para a cultura feminista portuguesa acompanhar a cultura feminista no estrangeiro? É que o itinerário nem se chama ‘arte feita por mulheres’, mas sim ‘Mulheres Artistas’. A ênfase está nas mulheres, no facto de se ser artista. “Artistas que de alguma forma combateram a política conservadora do Estado Novo” descreve a Fundação, e é com um percurso diluído e relativista que se honra esta postura?

Mas não, a curadoria está feita e posicionada desta forma relativista e comparatista, em torno dos homens. Lado a lado, com minúsculos rabiscos autocolantes, um discordante destaque discreto, tal como Portugal e parte do mundo quer as mulheres: se queremos ser ouvidas, somos histéricas; se nos queixamos, somos hormonais; se nos liberamos, somos imorais; se somos puritanas, não temos garra; se somos magras, precisamos de engordar; se somos gordas, precisamos de emagrecer; se somos inteligentes, queremos exibirmo-nos; se somos assertivas, somos controladoras.

 

 

Tabela University of Copenhagem Study @ World Economic Forum.

 

 

Isabelle Augenstein, cientista computacional da Universidade de Copenhagen e outros investigadores da Universidade de Maryland, Universidade de John Hopkins Google Research, a Universidade de Massachusetts Amherst e a Microsoft Research, lideraram um estudo de análise de linguagem em mais de 3.5 milhões de livros, revelando que a forma como as mulheres e os homens foram descritos é fundamentalmente diferente: e não porque somos diferentes, mas porque os critérios usados para nos descrever são diferentes, e mostram como mulheres são como acessórios exteriores, descritas pelas suas qualidades físicas, e que os homens são descritos pelo seu carácter interior (ver tabela acima). Neste itinerário da Gulbenkian, comparavelmente com este estudo de comunicação, até a sinalética é depreciadora, indicando a natureza decorativa que as mulheres têm vindo a encarnar, um adereço na vida dos homens.

Internacionalmente, temos mulheres a tornarem-se primeiras ministras cada vez mais frequentemente, com políticas progressistas que quebram normas enraizadas por culturas machistas e reanimam um espírito modernista. Em Portugal temos mulheres que continuam a definir-se em relação aos homens, mas a projetar uma imagem internacional diferente daquela que é passada no seu próprio país. O itinerário ‘Mulheres Artistas’ não foi coerente com o cenário internacional cultural atual, não foi coerente com o período artístico que representa. Foi, no entanto, fiel - como toda a forma em que a coleção está arranjada - à cultura (feminista) portuguesa, não tendo este percurso oferecido nada de novo, talvez até ter conservado – museificado - a desigualdade de géneros. Um espelho maquiavelicamente bem sucedido.

 

 

Inês Ferreira-Norman
Trabalha em gestão artística desde 2007, então, no Reino Unido. Mudou-se para Portugal em 2019 e actualmente continua a ser editora do JAWS (Journal of Arts Writing by Students publicado pela Intellect) e é diretora da Matéria Cíclica. A linguagem sempre fez parte da sua prática artística, a qual encontrou um renovado fervor crítico desde que terminou o mestrado em Livros de Artista e Belas Artes em 2017. Trabalhar com artistas só lhe dá mais vontade de trabalhar com artistas e de falar sobre artistas. E pensar arte.

 


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Referencias todas visitadas online a 27 de janeiro 2020

´Museu Gulbenkian exibe 130 novas obras e destaca artistas mulheres’ https://observador.pt/2019/05/30/museu-gulbenkian-exibe-130-novas-obras-e-destaca-artistas-mulheres/

‘Artistas Mulheres na Coleção Moderna’
https://observador.pt/2019/05/30/museu-gulbenkian-exibe-130-novas-obras-e-destaca-artistas-mulheres/

‘Grande exposição de mulheres artistas portuguesas’
https://gulbenkian.pt/noticias/grande-exposicao-de-mulheres-artistas-portuguesas/

‘This machine read 3.5 million books then told us what it thought about men and women’
https://www.weforum.org/agenda/2019/09/men-women-books?fbclid=IwAR2OPQM6kqUFhwCye04vaJXCXqlE9NWoin5foIvmTykJ-ZMNiWBn2FoE5Bg