Links

OPINIÃO




























Outros artigos:

MARC LENOT

2017-09-03
CORPOS RECOMPOSTOS

MARC LENOT

2017-07-29
QUER PASSAR A NOITE NO MUSEU?

LUÍS RAPOSO

2017-06-30
PATRIMÓNIO CULTURAL E MUSEUS: O QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS “CASOS”

MARZIA BRUNO

2017-05-31
UM LAMPEJO DE LIBERDADE

SERGIO PARREIRA

2017-04-26
ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE

LUÍS RAPOSO

2017-03-30
A TRAGICOMÉDIA DA DESCENTRALIZAÇÃO, OU DE COMO SE ARRISCA ESTRAGAR UMA BOA IDEIA

SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03
ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT

LUÍS RAPOSO

2017-01-31
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL - PARTE 2: O CURTO PRAZO

LUÍS RAPOSO

2017-01-13
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO

SERGIO PARREIRA

2016-12-13
A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE

ANA CRISTINA LEITE

2016-11-08
A MINHA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO...OU COISAS DO CORAÇÃO

NATÁLIA VILARINHO

2016-10-03
ATLAS DE GALANTE E BORRALHO EM LOULÉ

MARIA LIND

2016-08-31
NAZGOL ANSARINIA – OS CONTRASTES E AS CONTRADIÇÕES DA VIDA NA TEERÃO CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2016-06-23
“RESPONSABILIDADE SOCIAL”, INVESTIMENTO EM ARTE E MUSEUS: OS PONTOS NOS IS

TERESA DUARTE MARTINHO

2016-05-12
ARTE, AMOR E CRISE NA LONDRES VITORIANA. O LIVRO ADOECER, DE HÉLIA CORREIA

LUÍS RAPOSO

2016-04-12
AINDA OS PREÇOS DE ENTRADA EM MUSEUS E MONUMENTOS DE SINTRA E BELÉM-AJUDA: OS DADOS E UMA PROPOSTA PARA O FUTURO

DÁRIA SALGADO

2016-03-18
A PAISAGEM COMO SUPORTE DE REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ANDREI TARKOVSKY

VICTOR PINTO DA FONSECA

2016-02-16
CORAÇÃO REVELADOR

MIRIAN TAVARES

2016-01-06
ABSOLUTELY

CONSTANÇA BABO

2015-11-28
A PROCURA DE FELICIDADE DE WOLFGANG TILLMANS

INÊS VALLE

2015-10-31
A VERDADEIRA MUDANÇA ACABA DE COMEÇAR | UMA ENTREVISTA COM O GALERISTA ZIMBABUEANO JIMMY SARUCHERA PELA CURADORA INDEPENDENTE INÊS VALLE

MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17
PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL

RENATO RODRIGUES DA SILVA

2015-07-22
O CONCRETISMO E O NEOCONCRETISMO NO BRASIL: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO CRÍTICA

LUÍS RAPOSO

2015-07-02
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 2: O PRESENTE/FUTURO

LUÍS RAPOSO

2015-06-17
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 1: O PASSADO/PRESENTE

ALBERTO MORENO

2015-05-13
OS CORVOS OLHAM-NOS

Ana Cristina Alves

2015-04-12
PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE

J.J. Charlesworth

2015-03-12
COMO NÃO FAZER ARTE PÚBLICA

JOSÉ RAPOSO

2015-02-02
FILMES DE ARTISTA: O ESPECTRO DA NARRATIVA ENTRE O CINEMA E A GALERIA.

MARIA LIND

2015-01-05
UM PARQUE DE DIVERSÕES EM PARIS RELEMBRA UM CONTO DE FADAS CLÁSSICO

Martim Enes Dias

2014-12-05
O PRINCÍPIO DO FUNDAMENTO: A BIENAL DE VENEZA EM 2014

MARIA LIND

2014-11-11
O TRIUNFO DOS NERDS

Jonathan T.D. Neil

2014-10-07
A ARTE É BOA OU APENAS VALIOSA?

José Raposo

2014-09-08
RUMORES DE UMA REVOLUÇÃO: O CÓDIGO ENQUANTO MEIO.

Mike Watson

2014-08-04
Em louvor da beleza

Ana Catarino

2014-06-28
Project Herácles, quando arte e política se encontram no Parlamento Europeu

Luís Raposo

2014-05-27
Ingressos em museus e monumentos: desvario e miopia

Filipa Coimbra

2014-05-06
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 2

Filipa Coimbra

2014-04-15
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 1

Rita Xavier Monteiro

2014-02-25
O AGORA QUE É LÁ

Aimee Lin

2014-01-15
ZENG FANZHI

FILIPE PINTO

2013-12-20
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 4 de 4)

FILIPE PINTO

2013-11-28
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 3 de 4)

FILIPE PINTO

2013-10-25
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 2 de 4)

FILIPE PINTO

2013-09-16
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 1 de 4)

JULIANA MORAES

2013-08-12
O LUGAR DA ARTE: O “CASTELO”, O LABIRINTO E A SOLEIRA

JUAN CANELA

2013-07-11
PERFORMING VENICE

JOSÉ GOMES PINTO (ECATI/ULHT)

2013-05-05
ARTE E INTERACTIVIDADE

PEDRO CABRAL SANTO

2013-04-11
A IMAGEM EM MOVIMENTO NO CONTEXTO ESPECÍFICO DAS ARTES PLÁSTICAS EM PORTUGAL

MARCELO FELIX

2013-01-08
O ESPAÇO E A ORLA. 50 ANOS DE ‘OS VERDES ANOS’

NUNO MATOS DUARTE

2012-12-11
SOBRE A PERTINÊNCIA DAS PRÁTICAS CONCEPTUAIS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

FILIPE PINTO

2012-11-05
ASSEMBLAGE TROCKEL

MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07
BIRD

JOSÉ BÁRTOLO

2012-09-21
CHEGOU A HORA DOS DESIGNERS

PEDRO PORTUGAL

2012-09-07
PORQUE É QUE OS ARTISTAS DIZEM MAL UNS DOS OUTROS + L’AFFAIRE VASCONCELOS

PEDRO PORTUGAL

2012-08-06
NO PRINCÍPIO ERA A VERBA

ANA SENA

2012-07-09
AS ARTES E A CRISE ECONÓMICA

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-06-12
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (II)

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-05-21
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (I)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19
A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.

FILIPE PINTO

2012-01-16
A AUTORIDADE DO AUTOR - A PARTIR DO TRABALHO DE DORIS SALCEDO (SOBRE VAZIO, SILÊNCIO, MUDEZ)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2011-12-07
LOUISE LAWLER. QUALQUER COISA ACERCA DO MUNDO DA ARTE, MAS NÃO RECORDO EXACTAMENTE O QUÊ.

ANANDA CARVALHO

2011-10-12
RE-CONFIGURAÇÕES NO SISTEMA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - RELATO DA CONFERÊNCIA DE ROSALIND KRAUSS NO III SIMPÓSIO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PAÇO DAS ARTES

MARIANA PESTANA

2011-09-23
ARQUITECTURA COMISSÁRIA: TODOS A BORDO # THE AUCTION ROOM

FILIPE PINTO

2011-07-27
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (2.ª parte)

FILIPE PINTO

2011-07-08
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

ROSANA SANCIN

2011-06-14
54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMInations

SOFIA NUNES

2011-05-17
GEDI SIBONY

SOFIA NUNES

2011-04-18
A AUTONOMIA IMPRÓPRIA DA ARTE EM JACQUES RANCIÈRE

PATRÍCIA REIS

2011-03-09
IMAGE IN SCIENCE AND ART

BÁRBARA VALENTINA

2011-02-01
WALTER BENJAMIN. O LUGAR POLÍTICO DA ARTE

UM LIVRO DE NELSON BRISSAC

2011-01-12
PAISAGENS CRÍTICAS

FILIPE PINTO

2010-11-25
TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE

PAULA JANUÁRIO

2010-11-08
NÃO SÓ ALGUNS SÃO CHAMADOS MAS TODA A GENTE

SHAHEEN MERALI

2010-10-13
O INFINITO PROBLEMA DO GOSTO

PEDRO PORTUGAL

2010-09-22
ARTE PÚBLICA: UM VÍCIO PRIVADO

FILIPE PINTO

2010-06-09
A PROPÓSITO DE LA CIENAGA DE LUCRECIA MARTEL (Sobre Tempo, Solidão e Cinema)

TERESA CASTRO

2010-04-30
MARK LEWIS E A MORTE DO CINEMA

FILIPE PINTO

2010-03-08
PARA UMA CRÍTICA DA INTERRUPÇÃO

SUSANA MOUZINHO

2010-02-15
DAVID CLAERBOUT. PERSISTÊNCIA DO TEMPO

SOFIA NUNES

2010-01-13
O CASO DE JOS DE GRUYTER E HARALD THYS

ISABEL NOGUEIRA

2009-10-26
ANOS 70 – ATRAVESSAR FRONTEIRAS

LUÍSA SANTOS

2009-09-21
OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

2009-08-22
A NATUREZA DO CONTEXTO

LÍGIA AFONSO

2009-08-03
DE QUEM FALAMOS QUANDO FALAMOS DE VENEZA?

LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

2008-12-18
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

SANDRA LOURENÇO

2008-12-02
HONG KONG A DÉJÀ DISPARU?

PEDRO DOS REIS

2008-10-31
ARTE POLÍTICA E TELEPRESENÇA

PEDRO DOS REIS

2008-10-15
A ARTE NA ERA DA TECNOLOGIA MÓVEL

COLECTIVO

2008-09-01
O NADA COMO TEMA PARA REFLEXÃO

PEDRO PORTUGAL

2008-08-04
BI DA CULTURA. Ou, que farei com esta cultura?

PAULO REIS

2008-07-16
V BIENAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | PARTILHAR TERRITÓRIOS

PEDRO DOS REIS

2008-06-18
LISBOA – CULTURE FOR LIFE

PEDRO PORTUGAL

2008-05-16
SOBRE A ARTICIDADE (ou os artistas dentro da cidade)

JOSÉ MANUEL BÁRTOLO

2008-05-05
O QUE PODEM AS IDEIAS? REFLEXÕES SOBRE OS PERSONAL VIEWS

PAULA TAVARES

2008-04-22
BREVE CARTOGRAFIA DAS CORRENTES DESCONSTRUTIVISTAS FEMINISTAS

PEDRO DOS REIS

2008-04-04
IOWA: UMA SELECÇÃO IMPROVÁVEL, NUM LUGAR INVULGAR

CATARINA ROSENDO

2008-03-31
ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008): O PINTOR QUE ABRIU AO TEXTO

JOANA LUCAS

2008-02-18
RUY DUARTE DE CARVALHO: pela miscigenação das artes

DANIELA LABRA

2008-01-16
O MEIO DA ARTE NO BRASIL: um Lugar Nenhum em Algum Lugar

LÍGIA AFONSO

2007-12-24
SÃO PAULO JÁ ESTÁ A ARDER?

JOSÉ LUIS BREA

2007-12-05
A TAREFA DA CRÍTICA (EM SETE TESES)

SÍLVIA GUERRA

2007-11-11
ARTE IBÉRICA OU O SÍNDROME DO COLECCIONADOR LOCAL

SANDRA VIEIRA JURGENS

2007-11-01
10ª BIENAL DE ISTAMBUL

TERESA CASTRO

2007-10-16
PARA ALÉM DE PARIS

MARCELO FELIX

2007-09-20
TRANSNATURAL. Da Vida dos Impérios, da Vida das Imagens

LÍGIA AFONSO

2007-09-04
skulptur projekte münster 07

JOSÉ BÁRTOLO

2007-08-20
100 POSTERS PARA UM SÉCULO

SOFIA PONTE

2007-08-02
SOBRE UM ESTADO DE TRANSIÇÃO

INÊS MOREIRA

2007-07-02
GATHERING: REECONTRAR MODOS DE ENCONTRO

FILIPA RAMOS

2007-06-14
A Arte, a Guerra e a Subjectividade – um passeio pelos Giardini e Arsenal na 52ª BIENAL DE VENEZA

SÍLVIA GUERRA

2007-06-01
MAC/VAL: Zones de Productivités Concertées. # 3 Entreprises singulières

NUNO CRESPO

2007-05-02
SEXO, SANGUE E MORTE

HELENA BARRANHA

2007-04-17
O edifício como “BLOCKBUSTER”. O protagonismo da arquitectura nos museus de arte contemporânea

RUI PEDRO FONSECA

2007-04-03
A ARTE NO MERCADO – SEUS DISCURSOS COMO UTOPIA

ALBERTO GUERREIRO

2007-03-16
Gestão de Museus em Portugal [2]

ANTÓNIO PRETO

2007-02-28
ENTRE O SPLEEN MODERNO E A CRISE DA MODERNIDADE

ALBERTO GUERREIRO

2007-02-15
Gestão de Museus em Portugal [1]

JOSÉ BÁRTOLO

2007-01-29
CULTURA DIGITAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA

MARCELO FELIX

2007-01-16
O TEMPO DE UM ÍCONE CINEMATOGRÁFICO

PEDRO PORTUGAL

2007-01-03
Artória - ARS LONGA VITA BREVIS

ANTÓNIO PRETO

2006-12-15
CORRESPONDÊNCIAS: Aproximações contemporâneas a uma “iconologia do intervalo”

ROGER MEINTJES

2006-11-16
MANUTENÇÃO DE MEMÓRIA: Alguns pensamentos sobre Memória Pública – Berlim, Lajedos e Lisboa.

LUÍSA ESPECIAL

2006-11-03
PARA UMA GEOSOFIA DAS EXPOSIÇÕES GLOBAIS. Contra o safari cultural

ANTÓNIO PRETO

2006-10-18
AS IMAGENS DO QUOTIDIANO OU DE COMO O REALISMO É UMA FRAUDE

JOSÉ BÁRTOLO

2006-10-01
O ESTADO DO DESIGN. Reflexões sobre teoria do design em Portugal

JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO

2006-09-18
IMAGENS DA FOTOGRAFIA

INÊS MOREIRA

2006-09-04
ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE

MARCELO FELIX

2006-08-17
BAS JAN ADER, TRINTA ANOS SOBRE O ÚLTIMO TRAJECTO

JORGE DIAS

2006-08-01
UM PERCURSO POR SEGUIR

SÍLVIA GUERRA

2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006

share |

SOMOS TODOS RAVERS



SUSANA POMBA

2008-09-30




Um vídeo do artista plástico Mark Leckey, um dos nomeados para o Turner Prize deste ano, que inaugurou na Tate Britain a 30 de Setembro, faz pensar na origem da cultura rave e no que isso transformou a maneira como nos divertimos à noite, hoje.

“A única coisa vaga sobre a rave a que fui em Vagos (perto de Aveiro) é mesmo o ano em que ocorreu, 95 ou 96. Na verdade também não me lembro dos DJs - mas era techno, foi numa fase em que não suportava vozes. A logística para estas coisas nessa altura era sempre semelhante: depois da informação filtrada através dum cartaz ou flyer e contabilização do número dos elementos excursionistas (1), vinha a ansiedade da compra das substâncias catalisadoras (sempre dependente de muitos telefonemas) e sua respectiva qualidade (2), a tradicional viagem de comboio (3) onde se encontravam mais fiéis, com os quais se faria a viagem de volta. À chegada, reconhecimento do local e ambiente (4), determinação da posologia das substâncias (5) tendo em conta a análise da progressão musical (6) e finalmente, a ‘diversão real’ (7). Para responder aos pontos numerados e respectiva aplicação a esta rave em particular posso dizer:

(1) Éramos dois rapazes
(2) Para fazer compras foi preciso ir a uma casa com paredes esponjosas laranja duma tia tipo Goa, muito simpática, o que nos fez supor que os químicos seriam mais apropriados para uma noite em Ibiza do que para uma rave techno num recém-inaugurado pavilhão multiusos na província. Nessa altura o preço médio dum ecstasy rondava os 5.000 escudos. Também posso dizer que valiam tudo o que custavam, e só era preciso um.
(3) Já na estação ferroviária de Aveiro ingressámos no autocarro que completava a ligação para Vagos, e que foi apanhando pelo caminho os mais ansiosos que já se tinham posto em movimento. O motorista ‘foi camarada’ e não foi preciso insistir para pôr a tocar a cassete techno que um dos viajantes do autocarro tinha no seu walkman e que estava mais de acordo com a ocasião.
(4) A rave era num pavilhão gigante, com alguns lasers no exterior e outros tantos no interior. Todo o recinto estava aberto, podia-se estar nas bancadas ou na zona de jogo que tinha quatro enormes colunas, uma em cada um dos cantos. A água tinha que se comprar porque estava cortada nos lavatórios das casas de banho. O resultado disto eram quase sempre alguns autoclismos e sanitas destruídas, mas não me lembro disso desta vez. Talvez por eu dispensar goles de água sempre que alguém mos pedia. E como estava com a t-shirt da Nossa Senhora de Fátima... Nestas funções tinha sempre comigo três ou quatro garrafas de água que alargariam irremediavelmente as Levi’s de bombazina castanhas claras que eu usava sempre nas raves, alternando t-shirts, ora o Galo de Barcelos, ora a Nossa Senhora de Fátima, ambas compradas numa loja de souvenirs no Rossio (espera, a de Fátima foi-me trazida por alguém mesmo de Fátima).
(5), (6) e (7) Com cuidado e com a regularidade habituais começámos a tomar primeiro uma metade, depois mais um quarto, e assim sucessivamente até acharmos estar com a dose ideal para estarmos confortáveis com o tipo de música e tipo de actividade correspondente: (a) dançar, (b) deambular, (c) falar com outros ravers, (e) todas as anteriores (e não vou incluir aqui (d) algo de teor sexual). O meu amigo, que já estava com os seus habituais ‘olhos cheios de rave’, escolheu (b) e desapareceu durante algum tempo, eu fiquei-me pela (a), com pequenas incursões em (b) e (c), especialmente quando andava a fazer o milagre da multiplicação da água. Estive muito tempo perto de um rapaz que dançava com uma peúga enfiada numa das suas mãos - avançava e recuava em grandes movimentos para uma das enormes colunas de som num dos cantos. Estive também sentado a fazer progressões de imagens na minha cabeça ao som da música. O meu amigo encontrava-me de tempos a tempos, ou eu a ele, no sistema de rede de segurança que aplicávamos sempre, a perguntar ‘Tás bem?, tás bem?’. Outras pessoas vinham ter comigo e desatavam a falar, e eu ficava a ouvi-las com prazer.”


Ex-raver anónimo



Existem coisas que apenas vivemos, em segunda mão, pela descrição aparentemente factual mas sempre algo nostálgica dos amigos com boa memória. É por isso que o relato aqui reproduzido, testemunho de um passado recente, serve de introdução e complemento essencial a este texto. Se não formos apenas bons ouvintes, partilhamos com igual entusiasmo outras histórias, vividas por nós.

Apesar de ter sido uma viagem de estudo memorável pela experiência e encontro com numerosos lugares e obras de arte – a peça que marcou em absoluto a minha visita à Bienal Manifesta 5, em San Sebastian, País Basco, em Junho de 2004 (uma bienal que cada dois anos ocupa sempre uma cidade diferente) foi um vídeo de cerca de 15 minutos do inglês, então desconhecido, Mark Leckey, com o título sugestivo Fiorucci Made Me Hardcore. Para quem anda frequentemente em exposições, estes momentos são raros. São momentos em que mesmo a personagem mais “arty” se esquece que está a ver uma obra de arte. E são das melhores experiências estéticas. Não estamos a pensar quando é que isto acaba e quantos segundos mais é que temos que aqui estar até ser socialmente aceitável sair da sala, antes do fim. Fiorucci Made Me Hardcore fez-me ficar muito mais do que quinze minutos. Para ter a certeza que tinha visto cada segundo do vídeo. E lembro-me do absoluto entusiasmo com que saí da sala.

Tinha 16 anos em 1990 e nada me irritava mais do que quando me diziam que não existia nada que realmente definisse a década que estávamos a viver. Nada verdadeiramente interessante e distinto como nos anos 60, 70 ou 80. Ainda estávamos provavelmente a meio da dita e parecia-me que era tarefa inglória tentar nessa altura chegar a alguma conclusão definitiva. É claro que hoje passados tantos anos já sabemos o que distinguiu os 90.

Depois de uma passagem, em 1990, pela exposição New Contemporaries no Institute of Contemporary Art, em Londres, ao lado de artistas como Damien Hirst, Mark Leckey fez poucas exposições até 1999. Fiorucci Made Me Hardcore, desse ano, foi a peça do seu “comeback”. Um renascimento certeiro – usando “found footage”, Leckey faz a história da “youth dance culture” no Reino Unido dos anos 70 e da vaga Northern Soul até à progressão no final dos anos 80 para a “rave culture”. Vemos passo a passo os movimentos elaborados com “flips”, “spins” e “backdrops” característicos da maneira de dançar do Northern Soul em conjunto, claro, com uma maneira característica de vestir, até aos mais livres e menos técnicos passos da música electrónica e as roupas mais sporty. A certa altura no vídeo uma voz nomeia mesmo uma série de marcas do sportswear popular dessas alturas: Ellese, Cerruti, Sérgio Tacchini, Lacoste, Fila, Kappa, Jordache e Fiorucci, claro, a marca italiana, com o logo dos anjinhos, popularizada durante os anos 80.

Mas esse é o caminho até Fiorucci Made Me Hardcore, o visível centro do vídeo de Leckey é especificamente a cultura rave, o seu início na Grã-Bretanha datado do final dos anos 80 e os diversos sub-géneros da música electrónica que nasceram da influência do “acid house” de Chicago. Neste caso específico de Leckey – o “hardcore” ou “hardcore techno”.
A montagem da “found footage” que compõe Fiorucci é feita em sintonia perfeita com a música que ouvimos e dirige-nos imediatamente para a euforia das raves “originais” dos anos 90.
“Youth cultures go the opposite way of the prevailing political cultural mode”, diz o lendário Tony Wilson, na altura homem da televisão, dono da Factory Records e do clube Hacienda em Manchester (tão importante para o crescimento da cultura rave), no documentário da BBC2 “1989: The Summer of Rave” (está todo no youtube). As primeiras, e hoje míticas, grandes raves na Grã – Bretanha foram feitas pelos “filhos de Thatcher”, que em 1989 celebrava dez anos no poder. Foram eles quem lucraram com a visível vontade dos jovens de se reunirem em torno da música, de se unificarem pelo prazer, com a ajuda de uma nova droga, o Ecstasy, roupas largas e coloridas e, no início, um símbolo trazido do acid house – o amarelo “smiley”.

O vídeo de Leckey, pelo seu estilo documental e por ter sido feito por alguém que esteve dentro do próprio mundo que retrata, pode servir de símbolo do final dessa era. Foi feito em 1999 e nos anos seguintes as palavras “rave” e “ravers” tomaram conotações não tão libertadoras mesmo dentro da música electrónica. Era preferível utilizar a palavra “clubbers”, ou “club culture” - parecia mais soft. O tempo da palavra “rave”, que já teve muitas vidas, desde significar apenas falar com entusiasmo até ser associada ao excesso, parecia ter passado. Ao escrever sobre Fiorucci Made Me Hardcore no catálogo da Manifesta 5, o próprio artista declara: “Pictures of pleasure are always melancholic. Nothing is more heartbreaking than a smile from the past. Fiorucci does not celebrate club culture, it is more my own elegy for certain sensations which are now merely half recalled (and via meditation), like a second-hand memory of someone else in love”.

E chegamos a 2000 e Mark Leckey (nascido em 1964) começou a expor de forma regular tanto nas suas galerias (a Gavin Brown’s Enterprise, em Nova Iorque, a Cabinet, em Londres e a Daniel Buchholz, em Colónia) e fez mais uma mão cheia de vídeos como We Are (Untitled), uma encenação de um “after” ou “LondonAtella” uma espécie de videoclip com música feita pela sua banda da altura os donAteller (brincadeira com Donnatella Versace), que sobreviveram entre 2000 e 2003 com o lema “Steal Stolen Stuff” (faziam versões muito distantes do original de, por exemplo, “Never Never” das All Saints).

Hoje, Mark Leckey é professor de Film Studies na Städelschule, em Frankfurt, e dedica-se a fazer instalações e vídeos que continuam a questionar a cidade e a década em que vive e, como qualquer artista depois de Duchamp, a pensar a própria história da arte. A música também não deixou de ter um papel central – Leckey reuniu-se outra vez com o seu amigo Ed LaLiq (dos donAteller), com Kieron Livingstone (dos All New Accelerators) e com o também artista plástico e músico dos Add N to (X), Steven Claydon e formou os Jack Too Jack. Que pelo que se ouve na sua página do myspace se divertem muito a fazer raps estranhos a gozar com a recente fama de Bansky no mundo da arte. O seu lema agora é “What was once about now is now about then”. E tido como mais importante que isto é a sua recente nomeação para o Turner Prize deste ano (os outros três nomeados são mulheres – Runa Islam, Goshka Macuga e Cathy Wilkes).

Mas hoje Fiorucci Made Me Hardcore parece ainda fazer mais sentido do que quando foi feito em 1999, quase dez anos depois existem novos usos da palavra rave, supostos revivalismos, e ainda mais em que reflectir. Estamos quase a chegar ao fim destes anos 00 e ainda vemos a década que vivemos como algo estranho que tentamos classificar com referências de tempos idos. As questões já são muitas: a “nova” geração é afinal a geração “New Rave”, “Nu Rave” ou “Rock Rave”? Estamos mesmo a testemunhar a comunhão entre o rock e a música de dança - aka DFA, LCD, Justice “starlets”? É isto que realmente vai ficar como algo determinante na “youth culture” da primeira década deste século? Uma coisa é certa, é preciso se calhar avisá-los da bela ironia que é ver os smiles da cultura “acid house” disseminados por todos os telemóveis e messengers do mundo, a servirem massivamente para expressar as emoções das novas gerações. Como é também ver que a roupa de quem tem hoje 20 anos aparenta ser uma versão entre o justo e cool do rock dos 70s com as cores berrantes e fluorescentes dos anos 80. H&M will make them hardcore? Seja que palavra usarmos, por soar melhor hoje, será que ainda temos que esperar muito para perceber que, no fundo, somos todos ravers?


Susana Pomba

www.missdove.blogspot.com
www.myspace.com/markleckey
www.galeriebuchholz.de


NOTA
Texto originalmente publicado na revista do Lux (Julho/Agosto 2008). www.luxfragil.com